PROJEÇÕES POPULACIONAIS PARA ÁREAS SUBNACIONAIS DE MOÇAMBIQUE POR IDADE E SEXO ATÉ 2047
Projeção populacional; Moçambique; áreas subnacionais; idade; sexo
O objetivo deste trabalho foi projetar a população das áreas subnacionais de Moçambique por idade e sexo entre 2022 e 2047, com base nos censos de 2007 e 2017 do INE. Utilizou-se o método das relações de coortes, baseado na distribuição etária derivada das relações de sobrevivência. Foram realizadas duas projeções: (1) com dados do INE e (2) com a população projetada pela ONU como referência ("projeção própria"). Os resultados indicam variações nas taxas médias anuais de crescimento, com perdas populacionais em alguns distritos e ganhos em outros. Em geral, a projeção própria aponta para uma população maior do que a do INE, sugerindo diferenças metodológicas em fecundidade, mortalidade e migração. No entanto, em faixas etárias avançadas, o INE projeta uma população maior. Nos distritos, observa-se que, em vários casos, as projeções masculinas são superiores às femininas, sugerindo dinâmicas diferenciadas de migração e mortalidade. Em outros, ocorre o inverso, indicando possíveis padrões migratórios seletivos e fatores socioeconômicos. A projeção própria estima que Moçambique atingirá 60.117.595 habitantes em 2047, com taxa de crescimento geométrico anual média de 2,47%. Entre as províncias, Maputo, Nampula e Zambézia terão os maiores crescimentos populacionais, enquanto Sofala e Tete apresentarão aumentos mais moderados. No nível distrital, os maiores crescimentos ocorrerão em Matola, Tete e Nampula, com taxas anuais de 1,28%, 1,25% e 1,16%, respectivamente. Já Massangena, Chimonila e Chigubo terão os menores crescimentos, com taxas entre 0,74% e 0,93%, refletindo migração e transições demográficas distintas. Esses resultados são essenciais para o planejamento demográfico e formulação de políticas públicas voltadas à distribuição espacial da população.