Banca de DEFESA: ELISA ELSIE COSTA BATISTA DA SILVA BESERRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ELISA ELSIE COSTA BATISTA DA SILVA BESERRA
DATA : 30/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

FOTOGRAFIA FAMILIAR E FABULAÇÃO: VOZES E SILÊNCIOS DE UMA MATERNOGRAFIA


PALAVRAS-CHAVES:

Fotografia; álbum de família; memória; maternografia; maternidade


PÁGINAS: 250
RESUMO:

Esta pesquisa costura a produção imagética e textual com a memória, a maternidade e a fabulação sensível, alinhavando a discussão teórica e empírica em um diálogo entre a pesquisadora, autoras e autores. As escolhas teórico-metodológicas pela etnografia e autoetnografia fornecem estratégias para coleta, armazenamento e interpretação de dados. A metodologia proposta nesta investigação, a maternografia, reúne ferramentas tendo a maternidade como fio condutor de criação, análise e chave dos ritos familiares. A maternidade como uma vivência concreta, com suas conexões físicas e afetivas, em diálogo com Vera Iaconelli (2023) e Adrienne Rich (2019), pode influenciar e se relacionar com os processos de arquivamento de fotografias familiares e com trabalhos fotográficos artísticos pessoais. Os relatos, os álbuns de família (Silva, 2008), as fotografias (Campt, 2017; Sontag, 2004; Calderón, 2020; Didi-Huberman, 2017; 2018; Navas, 2017), as obras produzidas e o amparo teórico são organizados por meio das provocações surgidas entre as experiências de gerar, parir e cuidar, servindo de contexto e ponto de partida do estudo. A narração oral conduziu parte da compreensão das imagens dando origem a diálogos adiados e ficcionais sobre os registros familiares, uma vez que quem faz a foto, quem é fotografada, quem vê e quem narra não necessariamente ocupa o mesmo local simultaneamente. A memória é compreendida por meio da subjetividade mobilizada pelas contribuições de Ecléa Bosi (1994; 2004), Lélia Gonzalez (2020) e Svetlana Aleksiévitch (2016), sendo passiva de descaminhos, silêncios e inventividade com a passagem do tempo. A fotografia como processo de mediação, linguagem e arte também é refletida desde Geórgia Quintas (2014), Édouard Glissant (2008), Roland Barthes (1984) e Carlos Severi (2020). Como resultados busco fabular o que fica no tempo, na memória e nas fotografias, desde a construção de conhecimento e de cenários imagéticos da vida feitos através de gestos materiais e artesanais (Cusicanqui, 2025; Mills, 2009) de trocas e de ritos cotidianos tecidos pelas linhas maternas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1640014 - MARIA ANGELA PAVAN
Interno - ***.246.464-** - DANIEL RODRIGO MEIRINHO DE SOUZA - UFRJ
Interna - 1841870 - LILIAN CARLA MUNEIRO
Externa ao Programa - ***.000.000-** - MARIA DEL MAR MARCOS MOLANO - UCMADRID
Externa à Instituição - CLARISSA BORGES
Externa à Instituição - ANA PAULA SABIÁ - UDESC
Notícia cadastrada em: 10/03/2026 16:23
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