Banca de DEFESA: LARISSA BEATRIZ FRANCISCA DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LARISSA BEATRIZ FRANCISCA DE SOUZA
DATA : 23/01/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Departamento de Enfermagem
TÍTULO:

Adesão ao tratamento farmacológico no pós-transplante de células-tronco hematopoéticas.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Adesão à Medicação; Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas; Enfermagem Oncológica.

 


PÁGINAS: 96
RESUMO:

Introdução: No pós-transplante de células-tronco hematopoéticas, a adesão ao tratamento farmacológico é crucial para prevenir complicações como a doença do enxerto contra hospedeiro e a falha do enxerto. Diante disso, surge a seguinte questão de pesquisa: Como ocorre a adesão ao tratamento farmacológico em pacientes pós-transplante de células-tronco hematopoéticas? Objetivo: Investigar a adesão ao tratamento farmacológico dos pacientes pós-transplante de células-tronco hematopoéticas. Método: Trata-se de estudo transversal realizado em um hospital de referência para transplante de células-tronco hematopoéticas no estado do Rio Grande do Norte. A população foi composta por pacientes em farmacoterapia oral após enxertia de células-tronco, atendidos no Hospital Dia. Foi aplicado um questionário abrangendo dados sociodemográficos e clínicos, Medida de Adesão aos Tratamentos, além de questões sobre fatores facilitadores, desafios, intervenções e tecnológicas de apoio a adesão. O teste de qui-quadrado de Pearson foi usado para comparar o grau de adesão com variáveis categóricas, e o teste t de Student para variáveis contínuas. Variáveis com p≤0,20 na análise univariada foram incluídas no modelo de regressão logística múltipla (Stepwise Backward). O tamanho do efeito foi calculado pela Odds Ratio (OR) e Intervalo de Confiança de 95%. O nível de significância foi 5%. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o parecer 6.599.477 e CAAE: 76470723.9.0000.5537. Resultados: A amostra foi composta por 99 participantes, com predominância do sexo feminino (56,6%) e idade média de 44,7 anos. O diagnóstico mais comum foi leucemia mieloide aguda (35,4%). O transplante autólogo foi o tipo mais frequente (52,5%) e a hipertensão arterial sistêmica foi a comorbidade mais prevalente (13,1%). A análise do grau de adesão mostrou que 72,7% dos participantes apresentaram alta adesão, com 45,5% alcançando adesão máxima. O índice de complexidade farmacoterapêutica variou de 6,5 a 47,0. Os principais fatores facilitadores da adesão foram educação em saúde (71,7%) e apoio familiar (69,7%), enquanto as barreiras mais citadas foram psicológicas (53,5%). Estratégias de apoio como alarmes (45,4%) e recipientes organizadores de medicamentos (43,4%) foram amplamente utilizadas. As tecnologias mais citadas como úteis para apoiar a adesão foram guias de medicamentos e aplicativos móveis. A regressão logística revelou que a adesão ao tratamento foi associada à ausência de Hipertensão Arterial Sistêmica, uso de estratégias de apoio e menor número de dias pós-transplante. Conclusão: A adesão ao tratamento farmacológico foi alta na maior parte da amostra e demonstrou ser favorecida pela ausência de hipertensão arterial, uso de estratégias de apoio e menor tempo pós-transplante, além de ser influenciada pelo tipo de transplante e grau de complexidade da farmacoterapia.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1552864 - ALLYNE FORTES VITOR
Presidente - 1999246 - ISABELLE CAMPOS DE AZEVEDO
Externo à Instituição - MARCOS ANTONIO FERREIRA JUNIOR - UFMS
Interna - 1220598 - VIVIANE EUZEBIA PEREIRA SANTOS
Notícia cadastrada em: 27/12/2024 13:13
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