Percepção Subjetiva De Indivíduos Com Doença De Parkinson Na
Telereabilitação e na Fisioterapia Presencial: Uma Abordagem Qualitativa
Doença de Parkinson, Telereabilitação, Adesão ao Tratamento,
Pesquisa Qualitativa
Resumo: Introdução: Considerando a presença de múltiplos acometimentos
oriundos da Doença de Parkinson (DP), a telereabilitação fisioterapêutica (TR) surge
como alternativa à fisioterapia presencial (FP), para ofertar quantidade e qualidade
adequada de reabilitação. Contudo, é imperativo investigar a percepção e
aceitabilidade dos usuários sobre a TR, bem como fatores facilitadores e
dificultadores dessa abordagem, em relação à FP. Objetivo: investigar a percepção
subjetiva de indivíduos com DP expostos a um protocolo de TR e de FP. Materiais e
Métodos: estudo de caráter exploratório, descritivo, de ordem qualitativa, decorrente
de um ensaio clínico randomizado. Participaram indivíduos com diagnóstico clínico de
DP, randomizados em grupo FP - que realizou um protocolo de fisioterapia presencial
- e grupo TR, que realizou o mesmo protocolo de fisioterapia, mas de forma remota.
Ambas as intervenções foram realizadas durante 16 semanas (quatro meses). Na
avaliação de follow-up (dois meses após o término das intervenções) foi realizada
uma entrevista individual, a fim de coletar as percepções e experiências acerca do
protocolo de intervenção aplicado. Para análise de dados, foi utilizada a metodologia
de Bardin, que identifica unidades de registro dentro de categorias seguindo o padrão
percebido. Resultados: Foram entrevistados 16 participantes, com diagnóstico de DP
há cerca de 3,2 anos e média de idade de 63,9 anos sendo a maioria da amostra
composta por homens. Ao observar a análise das citações, revelou-se um predomínio
de menções positivas nas categorias definidas (experiência, sentimentos e, suporte
social e profissional). Observou-se ainda um equilíbrio entre o número de barreiras e
facilitadores identificados, tanto no grupo TR quanto no grupo FP. Por fim, em termos
de adesão ao protocolo, para o grupo TR o comprometimento profissional e a
economia com deslocamento foram pontos importantes, enquanto para o grupo FP o
acompanhamento profissional presencial e o fácil acesso à clínica foram os principais
motivos para a continuidade no tratamento.