EFEITO DA FOTOBIOMODULAÇÃO SOBRE A DOR PÉLVICA CRÔNICA DE MULHERES EM IDADE REPRODUTIVA: PROTOCOLO PARA UM ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
Fisioterapia. Dor Pélvica. Fotobiomodulação.
Introdução: A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição multifatorial e de alta prevalência entre mulheres em idade reprodutiva,
frequentemente associada a causas ginecológicas, urológicas, gastrointestinais, musculoesqueléticas e psicológicas. Tal condição
gera impacto negativo na funcionalidade, qualidade de vida, função sexual e função dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP), além de representar um desafio terapêutico devido à sua complexidade e à resposta limitada aos tratamentos convencionais. Nesse contexto, a fotobiomodulação (FBM) tem se destacado como uma abordagem terapêutica segura, não invasiva e com potencial analgésico e anti-inflamatório. Objetivos: Avaliar os efeitos da FBM sobre a DPC em mulheres em idade reprodutiva e, secundariamente, investigar seus efeitos sobre a qualidade de vida, funcionalidade, função sexual e função dos MAP. Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, com 30 participantes distribuídos entre grupo experimental (FBM ativa) e grupo controle (FBM placebo). A intervenção será realizada com o dispositivo FLUENCE MAXX® (HTM), utilizando LED vermelho (660 nm), modo contínuo, dose de 3,0 J/cm² e tempo de aplicação de 54 segundos, conforme orientações da World Association for Photobiomodulation Therapy (WALT). O protocolo compreenderá 12 sessões (1 vez por
semana, durante 12 semanas). Serão aplicados instrumentos validados para mensuração dos desfechos: Brief Pain Inventory (BPI), WHOQOL-BREF, WHODAS 2.0, Female Sexual Function Index (FSFI) e o New Perfect. As avaliações ocorrerão antes, durante (6 semanas) e após a intervenção (12 semanas). Os dados serão analisados no software IBM SPSS Statistics 21.0, utilizando estatística descritiva e inferencial (ANOVA e Modelos Lineares Generalizados), considerando nível de significância de p < 0,05. Resultados Esperados: Espera-se que a FBM reduza significativamente a intensidade da DPC e promova melhora na qualidade de vida, funcionalidade, função sexual e função dos MAP das mulheres com DPC.