Banca de DEFESA: ANDRE LUIZ RODRIGUES BEZERRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRE LUIZ RODRIGUES BEZERRA
DATA : 17/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Webconferência
TÍTULO:

POÉTICAS DA AULA: ensaios de um tempo selvagem


PALAVRAS-CHAVES:

Aula; Arte; Poéticas; Granularidades; Tempo selvagem.


PÁGINAS: 272
RESUMO:

A tese é composta de ensaios, movimentos interconectados, que exploram as potencialidades éticas, políticas e, sobretudo, poéticas da escrita, da criação e da aula como campo de reinvenção das práticas educativas. Os ensaios podem ser lidos em qualquer ordem e, apesar de seu formato ser propositalmente antiobjetivo, se tivesse que indicar uma intenção ampla para a qual esses movimentos gostariam de colaborar, diria: compor um jogo de forças criativas e desestabilizadoras que atravesse e reimagine, por um prisma performativo, poético, fabular e dunar, o que pode uma aula, enquanto tempo de encontro entre materialidades e modos de vida, como um horizonte de invenção radical. Disto, compus um movimento focado na ideia de “granularidades”, no qual investigo a vulnerabilidade como potência transformadora, contrapondo-a à racionalidade moderna, que impõe identidades fixas e historicamente eurocentradas. As granularidades, concebidas como partículas de um pensamento em devir, operam em um registro que desestabiliza as fronteiras entre o humano e o não humano, entre o possível e o impossível. A escrita é aqui entendida como processo performativo, que escapa à linearidade e se alinha às forças do encontro, da queda e do espalhamento. Em movimento dedicado às poéticas, aprofundo a discussão sobre a linguagem como corpo material e campo de experimentação, me ocupando de uma ideia de poética que não apenas narra ou representa, mas inventa outros mundos, deslocando lógicas de controle e afirmando modos de vida múltiplos e imprevisíveis. Dialogo ainda com as noções de fabulação especulativa, poéticas do comum e ética da imanência, pontuando que a criação, mais do que um ato estético, é forma de resistência e reinvenção diante dos colapsos ecológicos, sociais e epistêmicos que nos atravessam. Em movimento com foco nas composições dunares, sigo a poética fugitiva destas formações temporais, penso a escola como espaço tempo de formação marcado por gestões administrativas que articulam controle, memória coletiva e modos de vida, e proponho uma poética do encontro e da vulnerabilidade, que valorize a indeterminação, os erros e as fabulações como formas de resistência e criação. Nesse sentido, a aula emerge como terreno de experimentação ética e política, onde o tempo e os afetos se tornam potências para imaginar e habitar outras possibilidades de existência. No movimento final, dedicado diretamente à aula, aprofundo essa compreensão ao pensá-la como tempo selvagem, campo de forças e duração viva, tensionado por dispositivos de utilidade, produtividade e controle que procuram capturá la como forma previsível, mensurável e funcional. Em contraposição, a tese propõe uma leitura da aula como abertura ao conascer, à ressurgência, à ignorãça criativa e a uma política dos afetos e das presenças que restitua ao aprender sua espessura poética, relacional e mais-que-humana. Os apêndices, por sua vez, operam como desdobramentos da própria pesquisa, reunindo fabulações, materialidades desqualificadas e programas performativos de aula que expandem, em outros regimes de linguagem e proposição, as questões centrais da tese.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CARMINDA MENDES ANDRE - UNESP
Interno - 1149574 - JEFFERSON FERNANDES ALVES
Presidente - 1755707 - KARYNE DIAS COUTINHO
Interno - 1958705 - MARCILIO DE SOUZA VIEIRA
Externa ao Programa - 1672505 - NAIRA NEIDE CIOTTI - nullExterna à Instituição - REBEKA CAROÇA SEIXAS - IFRN
Externa à Instituição - THAISE LUCIANE NARDIM - UFT
Notícia cadastrada em: 01/07/2026 13:57
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