CORPO, REDES SOCIAIS E DIACRONIA NA INDÚSTRIA CULTURAL
corpo; indústria cultural; educação.
A sociedade vive em constante transformação, o que afeta elementos que dela fazem parte, levando a adaptações e/ou ressignificações. Na obra "Dialética do Esclarecimento" (Adorno; Horkheimer, 1947), em que foi cunhado o termo "indústria cultural" (IC), os principais meios de comunicação eram jornais impressos, rádios e revistas e cinema, enquanto a televisão ainda estava incipiente. Esse cenário, segundo a IC, promovia a homogeneização da cultura para massificar e direcionar padrões de consumo e comportamento, gerando necessidades secundárias atendidas pelo capital. Com o fortalecimento da TV a partir dos anos 50 nos países desenvolvidos (e nos anos 70 no Brasil), acrescido da criação da internet e da popularização das redes sociais online a partir dos anos 2000, o capital se deslocou para o setor tecnológico. Surgiu então a indústria cultural global (ICG), no início do século XXI, voltada especialmente para o público jovem, com uma abordagem mais sedutora aliciando pelo sentimento dos desejos, dentro de um capitalismo engajado com as redes, principalmente no viés do corpo, outrora visto como corpo mercadoria em sua força de trabalho agora como mercadoria virtual. Diante desse contexto, a tese tem como objetivo geral discutir a diacronia da indústria cultural na sua relação com redes sociais e corpo, tendo como objetivos específicos, abordar os conceitos marxistas de trabalho, produção, mercadoria e consumo, relacionando-os com o entendimento de corpo no materialismo histórico dialético; relacionar a criação da internet com ênfase nas redes sociais com a indústria cultural globalizada; apresentar os efeitos da relação indústria cultural, redes sociais, corpo na educação provenientes de dissertações e teses brasileiras que abordam essa temática. Como metodologia, optamos pela abordagem de pesquisa qualitativa, utilizando como tipo de pesquisa o estado da questão (EQ) e o método do materialismo histórico dialético. O corpus é constituído de dissertações e teses acerca das temáticas corpo, indústria cultural e educação, no período temporal de 01/01/2000 - 01/01/2024. Identificamos que a IC/ICG, atrelada as redes sociais, se torna autoridade por meio da influência de pessoas, produtos e programas que legitimam tendências que afetam e direcionam pessoas de acordo com os interesses do capital. Encontramos duas categorias de análises: IC/ICG pelo olhar das redes sociais e corpo, destacamos o papel fundamental do combate a semiformação para que este ciclo não se repita.