AUTOBIOGRAFIA DO PROFPLAYER 1: narrativas do meu jogo de relações sociais, experiências com videogames e formação docente
Palavras-chave: Autobiografia, relações sociais, subjetividade, videogames, formação docente
Esta tese investiga as intersecções entre videogames, relações sociais e formação docente a partir de uma narrativa autobiográfica do autor, denominado ProfPlayer1. O objetivo principal é analisar como as experiências com videogames e práticas lúdicas influenciaram sua constituição como docente de Educação Física, compreendendo os jogos como artefatos culturais que medeiam aprendizados, constituem subjetividades e afetam interações sociais. A pesquisa usa metodologia autobiográfica qualitativa, articulando experiências a partir de memórias pessoais, registros fotográficos, conversas com familiares, amigos, estudantes e colegas de profissão. Os resultados evidenciam que os videogames atuaram como potencializadores formativos ao promoverem resiliência, cooperação, criatividade e reflexão crítica, além de reconfigurarem sua prática pedagógica ao integrar elementos lúdicos e tecnológicos. A tese usa a metáfora do jogo como vida, em que avatares (player, professor, pesquisador, pai) se entrelaçam, e percebe a sala de aula como ambiente multiplayer, onde a educação a partir dos afetos potencializam engajamento e aprendizagem coletiva. Conclui-se que os videogames são poderosos por serem divertidos, e enquanto artefatos culturais são potentes para problematizar relações de poder, promover empatia e ressignificar a formação docente. A pesquisa reforça a necessidade da integração crítica de tecnologias e da ludicidade, exaltando narrativas autobiográficas como formas para compreender caminhos formativos de docentes