TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E OS SENTIDOS ATRIBUÍDOS PELOS COORDENADORES DE CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UFRN À SUA ATUAÇÃO COMO DOCENTES-GESTORES
representação social; docente-gestor; coordenador de curso de graduação; formação docente
O docente, em uma Instituição de Ensino Superior, pode assumir diversas funções, como a de coordenador de curso de graduação. Esta tese busca investigar, à luz da Teoria das Representações Sociais, os sentidos atribuídos por esse docente-gestor sobre sua atuação. O aporte teórico adotado para este estudo é a Teoria das Representações Sociais, com base nos postulados de Moscovici (1961, 1976, 1984, 2003) e Jodelet (2002); a Teoria do Núcleo Central, de Abric (2000) articulada com a abordagem estrutural (Sá, 1996). A amostra deste estudo constituiu-se de 16 docentes– coordenadores de cursos de graduação (licenciaturas) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, campus Central. Para alcançar o objetivo proposto, na dimensão empírica, o estudo utilizou como ferramentas, a entrevista semiestruturada; a Técnica de Associação Livre de Palavras (Talp), para obtenção das evocações dos entrevistados; e um questionário aplicado a fim de delinear o perfil dos pesquisados. Para retratar esses dados, adotou-se o Sistema de Espiral Representacional, de modo a analisar as evocações dos agentes de pesquisa. Com base na Análise de Conteúdo, o estudo apresenta quatro categorias, quais sejam: profissional (formativa), descritiva (ser coordenador), missional (afetividade) e operacional (tarefeiro). De acordo com os agentes, a formação docente não é suficiente para o exercício dessa função. Os resultados apontam que os agentes não possuem uma representação social elaborada, coletivamente partilhada entre os docentes-gestores. O estudo identificou que não há uma representação social consolidada, apenas sentidos atribuídos à sua prática, evidenciando um discurso circulante correspondente ao que seria esperado de um profissional que desenvolve essa dupla função.