REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE MULHERES PESCADORAS DE MAXARANGUAPE SOBRE “SER PESCADORA”: ESTUDO PARA UMA FORMAÇÃO ALÉM-MAR
Pescadoras. Representações sociais. Formação docente. Educação popular
Esta pesquisa versa acerca da Representação social sobre o “ser pescadora”, de mulheres pescadoras de Maxaranguape: estudo para uma formação além-mar, que tem como finalidade compreender o “ser pescadora” a partir de suas representações sociais e identificar elementos que constituem a autoimagem sobre a figura da mulher pescadora, sua formação pesqueira e possibilidades formativas no âmbito da educação popular. A pesquisa é de abordagem qualitativa, do tipo descritiva e exploratória, com característica etnográfica, tendo como procedimento técnico a análise dos documentos históricos da colônia, aplicação da Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), e o Sistema de Espiral Representacional (SER). Definiu-se como objetivo geral analisar as representações sociais de mulheres pescadoras artesanais de Maxaranguape/RN sobre o “ser pescadora”. A pesquisa, suscitou a necessidade desse novo olhar para a formação sistematizada das pescadoras, partindo da dimensão simbólica, pautada na Teoria das Representações Sociais (TRS) e destacando que essa discussão traz subsídios para a promoção de debates que permitem a constituição de outras formas de atuação na Educação Popular. Ademais, propõe a incorporação dos saberes tradicionais e culturais no processo pedagógico, contribuindo para a formação docente, a partir da valorização dos conhecimentos das comunidades tradicionais pesqueiras de mulheres, pensando-se na educação contextualizada, que respeita e dialoga com as experiências e tradições dos estudantes. Como resultado da pesquisa apresentamos: 4 pilares centrais: Afeto, Ancestralidade-Ser, Pertencimento e Resistência, partindo da análise do ser pescadora e caminhos para uma educação, provocados por uma necessidade de propostas educativas que valorizem suas tradições e modo de vida.