Estudo Geofísico-Geológico De Corpos Vulcânicos Na Bacia Potiguar
Métodos Potenciais; VANT; Modelagem 3D; Suscetibilidade Magnética; Bacia Potiguar.
Na Bacia Potiguar, plugs e diques de diabásio e basalto intrudem arenitos e carbonatos, provocando halos metamórficos, silificação e karstificação, em processos que podem ser mapeados eficientemente por levantamentos magnéticos de alta resolução, especialmente com o uso de VANTs, que aliam precisão, baixo custo e mínimo impacto ambiental. Por meio da integração de métodos geofísicos, como gravimetria, magnetometria e eletrorresistividade, aliados a análises morfoestruturais, petrográficas e petrofísicas, busca-se mapear corpos magmáticos e elucidar suas relações com zonas de alteração hidrotermal, falhas e parâmetros petrofísicos em carbonatos. Essa abordagem multidisciplinar permite compreender o papel das intrusões magmáticas na formação e reativação de estruturas geológicas, fornecendo suporte para o desenvolvimento de modelos preditivos que avaliem a qualidade dos reservatórios petrolíferos. Este trabalho de doutorado, inserido no Projeto REFRAS – PoroCarste Fase II, dedica-se ao estudo detalhado da influência do magmatismo intrusivo sobre rochas geradoras e reservatórios de hidrocarbonetos em afloramentos análogos ao Pré-Sal da Bacia Potiguar. A interação entre magmatismo e sedimentação é fundamental para o entendimento dos sistemas petrolíferos do Pré Sal brasileiro, onde corpos vulcânicos funcionam como fontes de calor e armadilhas estruturais, favorecendo a geração e o acúmulo de hidrocarbonetos. Para otimizar o mapeamento de estruturas críticas, foram avaliados parâmetros ideais de malha e altitude em levantamentos magnéticos de três corpos vulcânicos da região, utilizando dados de suscetibilidade magnética para restringir um modelo 3D e aprofundar a investigação dos corpos intrusivos em rochas carbonáticas. Resultados preliminares apontam uma malha de linhas de voo 100 x 100m, com altura de voo em 75m, como o arranjo que fornece a resolução mais eficiente. Do total de 260 medidas de suscetibilidade magnética nas três áreas, 58 realizadas na área de São João demonstram gradação dos valores com aumento em direção aos núcleos vulcânicos, corroborando estudos petrográficos e petrológicos prévios. O halo de influência do magmatismo nas rochas carbonáticas pôde ser inferido, de maneira preliminar, entre 0,010 x10-3 e 8,9 x 10-3 SI. Atualmente, estão em andamento o refinamento dos dados aeromagnéticos dos Análogos-F e os levantamentos gravimétricos e de eletrorresistividade nas regiões de Nova Conquista, Serrinha e São João. Paralelamente, foram realizados cinco furos de sondagem, cujos testemunhos serão analisados para determinar densidade, porosidade e permeabilidade, integrando informações geofísicas e petrofísicas para compor modelos multidisciplinares. Espera-se que o processamento e a interpretação desses dados resultem na produção de artigos para publicação internacional, apresentações em eventos científicos e, ao final, na defesa da tese para obtenção do título de doutor.