Banca de DEFESA: MARCIANA LEANDRO DE LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCIANA LEANDRO DE LIMA
DATA : 15/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

TAFONOMIA DE VEGETAIS FÓSSEIS EM TUFAS QUATERNÁRIAS DA REGIÃO DA CHAPADA DO APODI (RN), SEMI-ÁRIDO DO NORDESTE DO BRASIL 


PALAVRAS-CHAVES:

Quaternário; Paleoclima; Carbonatos; Bioestratinomia; Felipe Guerra 


PÁGINAS: 59
RESUMO:

O Quaternário do semiárido brasileiro foi marcado por mudanças de temperatura e fisionômicas. Uma maneira de evidenciar essas mudanças é por meio do estudo de folhas fósseis em tufas quaternárias. Esses fósseis registram um passado mais úmido que a atualidade e ajudam a reconstruir seus ambientes deposicionais. O presente estudo teve como principal objetivo analisar a tafonomia de acúmulos fitoclásticos em tufas Quaternárias da Região da Chapada do Apodi (Rio Grande do Norte). As análises abrangeram três depósitos fósseis e três ainda ativos, com a finalidade de estabelecer comparações tafonômicas e paleoambientais. Foram considerados os seguintes aspecto: grau de empacotamento, fragmentação, orientação e origem dos fitofósseis. As tufas da “Caverna dos sicários” são compostas por pacotes densos de impressões foliares, sem orientação preferencial, apresentando detalhes anatômicos. As tufas da “Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro” apresenta zonas com fitohermas e outra com fitoclastos. As tufas fitoclásticas são compostas por pacotes dispersos de impressões foliares, disposto horizontalmente. As tufas de “Livramento” são compostas por pacotes densos de impressões foliares, hora horizontalizados ora dispostos caoticamente. Todas as assembleias fósseis foram interpretadas como parautóctones apresentarem maior número de folhas mesófilas nas assembleias, ausência de fragmentação por transporte mecânico e orientação do limbo foliar. A análise tafonômica dos depósitos ativos “Cachoeira da Caripina”, “Cachoeira do Roncador” e “Ramal Apodi” evidenciou que as plantas não exercem influência na arquitetura final da tufa. Isso poderia indicar diferenças de disponibilidade hídrica, vegetacional e climática entre o Quaternário e a atualidade, como indicado em estudos palinológicos, isotópicos e paleontológicos. Por fim, a descrição dos depósitos fósseis como de origem parautóctone contrapõe-se à interpretação anterior de que as tufas fitoclásticas seriam apenas de origem alóctones. Desse modo, sugere-se que o termo “parautóctone”, utilizado na tafonomia, seja incorporado à definição de tufas fitoclásticas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1283832 - ALINE MARCELE GHILARDI
Externa à Instituição - FRESIA SOLEDAD RICARDI TORRES BRANCO - UNICAMP
Externo à Instituição - HERMINIO ISMAEL DE ARAUJO JUNIOR - UERJ
Notícia cadastrada em: 26/11/2025 10:17
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