Batimeria Derivada De Satélite: Um Método De Baixo Custo Para Analise Da Plataforma Rasa No Litoral Cearense - Margem Equatorial Brasileira
Margem equatorial brasileira; Sensoriamento remoto; Plataforma rasa, Landsat 8
O estudo traz uma metodologia, Batimetria Derivada de Satélite, com validação de baixo custo para profundidades na plataforma rasa (< 20m) no litoral oeste do Ceará, dentro da Margem Equatorial Brasileira. Foi compilado dados de mosaicos sem nuvem (<10%) do Landsat 8 na plataforma Google Earth Engine, converte imagens baseadas na refletância das bandas B1 (azul), B2 (verde) e B3 (vermelha). Em seguida, no ambiente R, oitos modelos foram elaborados com base nos métodos empíricos da batimetria derivada por satélite, que relaciona as camadas multiespectrais com a profundidade (z), sendo analisadas estaticamente pelas métricas: R², RMSE, MAE, Bias. A análise global traz resultados eficientes, mas é a analise por faixas que nos aponta quais o melhor modelo. Na faixa <10m, todos os modelos apresentaram melhora significativa, destaca-se o modelo M7, que apesar de sua piora do R² (-17%) teve melhora no RMSE e MAE, e um Bias de 0.49m, o melhor entre todas as faixas e modelos, o que pode é justificado pela relação das bandas B1 e B3 neste modelo. Já o modelo M6, tem melhor resultado na faixa de 10 a 20m, motivado pelo R² de 0.68 (+33) juntos com RMSE e MAE, resultado da ausência da banda B3 neste modelo. Para além disso, todos os modelos foram capazes de gerar SDB aceitáveis, mas analisando por faixas, a estatística nos aponta que o modelo M5 é melhor para profundidades <10m, e o modelo M6 é melhor aplicado para profundidades de 10 a 20m. Sendo assim, um misto destes modelos será eficiente para estudos na plataforma rasa da MEB. O estudo comprova que a batimetria derivada de imagens supre a carência regional de dados e fornece subsídios iniciais para atividades ou exploração da plataforma rasa.