ESTRUTURA TÉRMICA DA BACIA DE BARREIRINHAS, MARGEM EQUATORIAL BRASILEIRA
Margem passiva; Temperatura do fundo do poço; Correções de temperatura; Janela de geração de hidrocarbonetos.
Este estudo caracteriza a configuração térmica da Bacia de Barreirinhas, situada na Margem Equatorial Brasileira, com base em 592 registros de temperatura obtidos em 85 poços exploratórios, abrangendo áreas emersas e submersas. As medições de Temperatura de Fundo de Poço (BHT), Teste de Formação (DST) e Temperaturas Extrapoladas (TE) foram corrigidas utilizando métodos convencionais, incluindo o método da AAPG, o Horner-plot e o Método de Ajuste Linear, desenvolvido neste trabalho. O método da AAPG apresentou o melhor desempenho para os dados BHT (R2 = 0,8463), enquanto o Método de Ajuste Linear demonstrou consistência na correção dos dados DST. As temperaturas corrigidas variaram entre 45°C e 165°C, com gradientes geotérmicos de 19°C/km a 40°C/km. As variações térmicas refletem a interação entre profundidade, propriedades térmicas das rochas e controles estruturais, como falhas e fraturas. O gradiente geotérmico decresce acentuadamente até 800 m, estabilizando-se em torno de 30°C/km e diminuindo para 20°C/km em profundidades superiores a 5000 m. As condições térmicas indicam potencial para geração de hidrocarbonetos líquidos entre 1500 e 3500 m de profundidade e de gás em profundidades superiores a 3550 m. As regiões costeiras e altos estruturais destacam-se como áreas prioritárias para futuras investigações exploratórias.