O CONHECIMENTO DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL SOBRE TECNOLOGIA ASSISTIVA
Educação Especial. Educação Infantil. Tecnologia Assistiva.
A Tecnologia Assistiva (TA) constitui recurso essencial para ampliar a participação e a autonomia de crianças com deficiência na Educação Infantil. No entanto, persistem lacunas na formação de professores quanto ao uso adequado desses recursos, o que compromete a efetivação de práticas pedagógicas inclusivas. Esta pesquisa tem como objetivo traçar o perfil do conhecimento dos professores da Educação Especial sobre o uso da Tecnologia Assistiva na Educação Infantil. O estudo está inserido em um projeto interinstitucional, aprovado pelo Comitê de Ética (nº 6.169.452/2023) vinculado ao curso Formação de Profissionais da Educação Especial na Perspectiva Colaborativa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A metodologia de pesquisa é de natureza descritiva e abordagem quantitativa. Participaram do estudo 15 professores que participaram da formação e que atuam na Educação com média de idade de 41 anos e do sexo feminino. Os professores responderam a um questionário sobre seu nível de conhecimento sobre temas da educação inclusiva e o uso da Tecnologia Assistiva na Educação Infantil. A análise dos dados obtidos por meio dessa escala possibilitou identificar padrões de compreensão e lacunas formativas, contribuindo para a reflexão sobre as necessidades de formação continuada na área da Educação Especial. Os resultados apontaram que os professores da Educação Infantil participantes do curso de formação colaborativa demonstraram interesse em temas sobre os fundamentos da educação inclusiva, com destaque para o trabalho colaborativo, estratégias de ensino e uso de recursos pedagógicos e de Tecnologia Assistiva. Identificou-se que apesar dos participantes terem uma maior afinidade com os temas relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual e física, as notas ficaram na média de (3,0) indicando um conhecimento ainda precário. Observa-se ainda, Lacunas quanto ao atendimento de alunos com deficiência visual, múltipla e altas habilidades/superdotação. Ademais os participantes apresentaram familiaridade com recursos de baixa tecnologia, mas menor conhecimento sobre dispositivos como reglete e caderno de madeira. Em síntese, os dados apontam avanços no reconhecimento da importância da inclusão, mas também evidenciam a necessidade de formação continuada e apoio institucional para a efetivação das práticas inclusivas.