A percepção de estudantes cegos sobre a permanência e a autonomia na pós-graduação da UFRN
Estudante cego; pós-graduação; permanência; autonomia
Esta dissertação discute alguns fatores que favorecem a permanência e a autonomia de estudantes cegos no contexto da pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), frente aos desafios que emergem do cotidiano acadêmico. Nesse viés, as inquietações que motivaram a realização do presente estudo são provenientes da seguinte questão de pesquisa: quais os fatores que favorecem a permanência e garantem a autonomia de pós-graduandos cegos na UFRN? Diante desse questionamento, a pesquisa tem como objetivo geral analisar, em narrativas autobiográficas, os fatores que favorecem a permanência e promovem a autonomia de pós-graduandos cegos na UFRN. Trata-se, portanto, de uma pesquisa qualitativa (Guerra, 2014; Luneta 2024), de abordagem descritiva (Gil, 2002; Gil, 2010), norteada pelo método da História de Vida, seguindo os pressupostos defendidos por Glat (1988), Glat e Antunes (2020), e Glat e Pletsch (2009). Para a construção dos dados, será utilizada uma entrevista narrativa autobiográfica, fundamentada em Jovchelovitch e Bauer (2002). Como campo empírico desta investigação, elegeu-se o campus Natal da UFRN. Espera-se que este estudo possa avançar nas discussões sobre a permanência e a autonomia de estudantes cegos no ensino superior, em especial no contexto da pós-graduação. Além disso, contribua na compreensão das questões que podem favorecer a inclusão desses estudantes, diante dos desafios oriundos do cotidiano acadêmico, a partir da construção de uma minuta de resolução para a UFRN, que visa fomentar os serviços de inclusão e acessibilidade no campo de estudo.