Banca de QUALIFICAÇÃO: JOANA SABINO DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOANA SABINO DA SILVA
DATA : 21/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Aulas II GEP/MEJC
TÍTULO:

ASSOCIAÇÃO ENTRE A OBESIDADE MATERNA E DESFECHOS MATERNOS E NEONATAIS EM MULHERES COM DIABETES MELLITUS GESTACIONAL


PALAVRAS-CHAVES:

Gravidez de Alto Risco. Serviços de Saúde Materno-Infantil. Cuidado Pré-Natal. Saúde Materna. Saúde da Criança.


PÁGINAS: 67
RESUMO:

A obesidade pré-gestacional constitui um relevante fator de risco para o surgimento do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), condição que isoladamente pode acarretar sérias complicações materno-fetais. No entanto, a influência da obesidade pré-gestacional sobre esses desfechos em mulheres com DMG ainda não está completamente esclarecida. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre a obesidade pré- gestacional e desfechos maternos e neonatais em mulheres diagnosticadas com DMG. Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, prospectivo, do tipo coorte, realizado com a díade mãe-filho com diagnóstico de DMG. O DMG foi diagnosticado segundo critérios da Sociedade Brasileira de Diabetes. Mulheres foram divididas em dois grupos de acordo com seu IMC pré- gestacional: < 30 kg/m2 (sem obesidade) e ≥ 30 kg/m2 (obesidade). A coleta de dados ocorreu em três momentos: T1 (segundo trimestre), T2 (terceiro trimestre) e T3 (pós-parto imediato). As informações coletadas referem-se a características sociodemográficas, clínicas, antropométricas, controle glicêmico, além de desfechos perinatais no pós-parto. O controle glicêmico foi avaliado por glicemia capilar em jejum, pós-café da manhã, pós-almoço e pós- jantar nos três momentos. Também foram analisados ganho de peso gestacional (GPG), presença de anemia, alteração de pressão arterial, tipo de tratamento adotado (dieta ou insulinoterapia) e intercorrências maternas. Em relação aos desfechos neonatais, foram analisadas associações entre obesidade pré-gestacional e ocorrência de hipoglicemia neonatal, amamentação na primeira hora de vida, intercorrências neonatais e crescimento intrauterino. Foram incluídas 164 mulheres (53,7% com obesidade pré-gestacional e 46,3% sem obesidade) e seus neonatos, e entre as mulheres com obesidade, observou-se maior escolaridade, menor renda, maior paridade e menor ganho de peso nos três tempos analisados (p < 0,001). Além disso, a presença de obesidade esteve associada a uma maior proporção de uso de insulinoterapia (46,6% vs. 30,3%; p = 0,033). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas quanto às médias glicêmicas nas medições capilares ao longo da gestação e entre desfechos no neonato. Os resultados parciais sugerem que a presença da obesidade prévia à gestação impacta no manejo da DMG e no ganho de peso durante a gestação, mesmo quando acompanhadas em serviço especializado e multidisciplinar.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - AMANDA DE SOUSA REBOUÇAS - LNRCC
Presidente - 2578592 - KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
Interna - 2315640 - MARCIA MARILIA GOMES DANTAS LOPES
Notícia cadastrada em: 31/07/2026 15:41
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