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Dissertações |
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PALOMA OTERO BATISTA
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EFICÁCIA E SEGURANÇA DOS TRATAMENTOS TÓPICOS PARA O LÍQUEN ESCLEROSO
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Orientador : ANA KATHERINE DA SILVEIRA GONCALVES DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA KATHERINE DA SILVEIRA GONCALVES DE OLIVEIRA
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CIJARA LEONICE DE FREITAS
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MARIA LUISA NOBRE MEDEIROS E SILVA GUIMARAES
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Data: 04/02/2026
Ata de defesa assinada:
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Introdução: O Líquen Escleroso (LE) é uma condição inflamatória da pele que ocorre predominantemente em mulheres, afetando a área genital, causando dor, ardor e prurido, interferindo nas relações sexuais e afetando negativamente a qualidade de vida dessas pacientes, além de aumentar o risco do surgimento de câncer vulvar. Objetivos: Avaliar a eficácia e a segurança dos tratamentos tópicos e técnicas terapêuticas utilizadas na redução dos sintomas do LE. Métodos: As diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) foram seguidas. Realizou-se uma busca nas bases de dados PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, Cochrane Central Register of Controlled Trials e Clinical Trial Databases em 18 de junho de 2025. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que compararam intervenções tópicas e técnicas terapêuticas para o tratamento do LE. O risco de viés foi avaliado por meio da ferramenta Cochrane Risk of Bias Tool (RoB 2.0). Resultados: No total, 2.240 artigos foram identificados nas bases de dados. Desses, 28 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na revisão sistemática, totalizando 1.054 participantes. A idade média das pacientes variou entre 34 e 67 anos. As intervenções mais utilizadas foram: laser (Nd:YAG e CO₂), seguido por clobetasol, tratamento hormonal (testosterona e progesterona), tacrolimus, pimecrolimus e fototerapia. Comparado a outras intervenções (tacrolimus, fototerapia, progesterona e testosterona), o clobetasol mostrou-se superior ou igualmente eficaz. Em relação ao laser, os estudos demonstraram superioridade em relação ao clobetasol na melhora dos escores clínicos, com maior satisfação e qualidade de vida relatadas pelas pacientes. No entanto, alguns estudos não observaram diferença estatisticamente significativa entre o laser e o placebo. A maioria dos estudos incluídos apresentou baixo risco de viés. Conclusões: O clobetasol continua sendo o tratamento mais eficaz e seguro para o LE. No entanto, terapias com laser e fototerapia têm se mostrado promissoras, com boa eficácia e aceitação pelas pacientes, especialmente em casos refratários ou intolerantes aos corticosteroides.
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Objectives: To evaluate the efficacy and safety of topical treatments and therapeutic techniques used to reduce the symptoms of Lichen Sclerosus (LS) and to improve the quality of life of women diagnosed with the condition. Methods: The Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) guidelines were followed. A comprehensive search was conducted in the PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, Cochrane Central Register of Controlled Trials, and Clinical Trial Databases on June 18, 2025. Randomized clinical trials comparing topical interventions and therapeutic techniques for LS were included. Risk of bias was assessed using the Cochrane Risk of Bias Tool (RoB 2.0). Results: A total of 2,240 articles were retrieved. Of these, 28 studies met the eligibility criteria and were included in the systematic review, comprising 1,054 participants. The mean age of patients ranged from 34 to 67 years. The most frequently used interventions were: laser therapy (Nd:YAG and CO₂), followed by clobetasol, hormonal treatments (testosterone and progesterone), tacrolimus, pimecrolimus, and phototherapy. Compared to other interventions (tacrolimus, phototherapy, progesterone, and testosterone), clobetasol proved to be superior or equally effective. Regarding laser therapy, the studies showed greater improvements in clinical scores, higher patient satisfaction, and better quality of life compared to clobetasol. However, in some studies, no statistically significant difference was observed when compared to placebo. Most of the included studies presented a low risk of bias. Conclusions: Clobetasol remains the most effective and safest treatment for LS. However, laser therapy and phototherapy have shown promising results, with good efficacy and patient acceptance, especially in refractory cases or in those intolerant to corticosteroids.
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ROSEANY CAVALCANTE DA SILVA
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DESENVOLVIMENTO MOTOR, NEUROLÓGICO E COGNITIVO DE RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO DURANTE A TRANSIÇÃO HOSPITAL-CASA: COORTE PROSPECTIVA
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Orientador : SILVANA ALVES PEREIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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SILVANA ALVES PEREIRA
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GENTIL GOMES DA FONSECA FILHO
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Luciana Sayuri Sanada
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Data: 10/02/2026
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Os primeiros mil dias de vida constituem uma fase crucial para o desenvolvimento infantil, marcada por intensa plasticidade cerebral e considerada uma janela de oportunidades. Nesse período, experiências precoces influenciam diretamente a formação de habilidades motoras, cognitivas e socioemocionais. Nesse contexto, o nascimento prematuro representa um desafio ao desenvolvimento, uma vez que a imaturidade dos sistemas fisiológicos, sobretudo o neurológico, expõe o recém-nascido a maiores riscos para alterações no desenvolvimento. A transição hospital-casa representa um momento sensível e determinante para esses bebês, exigindo acompanhamento contínuo e estratégias de cuidado que favoreçam seu desenvolvimento integral. Diante disso, este estudo teve como objetivo monitorar o desenvolvimento neurológico, motor e cognitivo de recém- nascidos pré-termo durante a transição hospital-casa. Trata-se de uma coorte prospectiva realizada entre abril e dezembro de 2024, na Maternidade Escola Januário Cicco/RN. Foram incluídos 76 bebês nascidos com idade gestacional <34 semanas. As avaliações foram realizadas em quatro momentos: aos 29 dias de vida, na alta hospitalar e aos 3 e 4 meses de idade gestacional corrigida (IGCor). Foram utilizados instrumentos validados (NMI-Br, GMOS, TIMP, HINE, Bayley III e a Escala de Estresse Percebido). Os resultados parciais apontaram que, embora 68,8% dos lactentes apresentassem desempenho motor dentro da média para a idade na alta hospitalar, esse diminuiu no 3o e 4o mês de IGCor, mostrando que a trajetória do desenvolvimento motor piorou com o tempo (p= 0,01). Além disso, o estresse percebido pelas mães demonstrou associação negativa com o desenvolvimento motor (p= 0.047). Os achados reforçam a importância de estratégias de monitoramento precoce e suporte familiar adequado frente aos desafios impostos pela prematuridade, favorecendo o desenvolvimento integral nos primeiros 1000 dias de vida.
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The first thousand days of life represent a crucial period for child development, marked by intense brain plasticity and considered a window of opportunity. During this time, early experiences directly influence the formation of motor, cognitive, and socio-emotional skills. In this context, premature birth presents a challenge to development, as the immaturity of physiological systems, especially the neurological system, exposes newborns to a higher risk of developmental delays. The hospital-to-home transition is a sensitive and decisive phase for these infants, requiring continuous follow-up and care strategies that support their overall development. In light of this, the present study aimed to monitor the neurological, motor, and cognitive development of preterm infants during the hospital-to-home transition. This is a prospective cohort study conducted between April and December 2024 at Maternidade Escola Januário Cicco, in Rio Grande do Norte, Brazil. A total of 76 infants born at less than 34 weeks of gestational age were included. Assessments were carried out at four time points: at 29 days of life, at hospital discharge, and at 3 and 4 months of corrected gestational age (CGA). Validated instruments were used (NMI-Br, GMOS, TIMP, HINE, Bayley III, and the Perceived Stress Scale). Partial results showed that although 68.8% of the infants had motor performance within the expected range for their age at hospital discharge, this rate decreased at the 3rd and 4th months of CGA, indicating a decline in motor development over time (p = 0.01). Additionally, maternal perceived stress showed a negative association with motor development (p = 0.047). These findings highlight the importance of early monitoring strategies and adequate family support in addressing the challenges posed by prematurity, thus promoting healthy development during the first 1,000 days of life.
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MARIA LETICIA ARAUJO SILVA DE CARVALHO
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Efeitos do treinamento supervisionado e não supervisionado dos músculos do assoalho pélvico na qualidade de vida e função dos músculos do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinária e prolapso anterior da vagina.
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Orientador : MARIA THEREZA ALBUQUERQUE BARBOSA CABRAL MICUSSI
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MEMBROS DA BANCA :
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GRASIELA NASCIMENTO CORREIA
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GUILHERME PERTINNI DE MORAIS GOUVEIA
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MARIA THEREZA ALBUQUERQUE BARBOSA CABRAL MICUSSI
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Data: 20/02/2026
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Introdução: Entre os tipos de incontinência urinária (IU), a incontinência urinária de esforço (IUE) é a mais prevalente e pode estar associada ao prolapso de órgãos pélvicos (POP) da parede vaginal anterior. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) tem sido a recomendação de primeira linha para o fortalecimento e aumento da resistência dos músculos do assoalho pélvico (MAP) em mulheres com IUE e com POP, de modo geral. Objetivo: Avaliar a eficácia do TMAP sobre a qualidade de vida (QV) e a funcionalidade em mulheres com IUE e POP. Métodos: Ensaio clínico randomizado. A amostra foi composta por 32 mulheres diagnosticadas com IUE e POP da parede vaginal anterior. As participantes foram avaliadas em três momentos: linha de base, imediatamente após a intervenção e um mês após a avaliação final, seguindo o mesmo protocolo: ficha de avaliação, avaliação funcional dos músculos do assoalho pélvico (por meio da Escala de Oxford Modificada e manometria vaginal) e aplicação dos seguintes questionários: International Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form (ICIQ-SF), International Consultation on Incontinence Questionnaire – Overactive Bladder (ICIQ-OAB), Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI-20), World Health Organization Quality of Life (WHOQOL), Female Sexual Function Index (FSFI) e Patient Global Impression of Improvement (PGI-I). As participantes foram alocadas em dois grupos: grupo TMAP (GTMAP), que recebeu treinamento supervisionado presencial (16 sessões, duas vezes por semana), e grupo controle (GC), que recebeu material informativo e orientações sobre IU e exercícios para realização domiciliar. Resultados: Os achados demonstraram melhora da função dos MAP em ambos os grupos, com uma melhora de 39,2% no grupo GTMAP e de 13,6% no GC. As participantes do grupo GTMAP também apresentaram impactos positivos na qualidade de vida, especialmente nos domínios físico, emocional e social. Conclusão: Os dados deste estudo sugerem que o TMAP supervisionado contribui de forma mais significativa para a melhora da funcionalidade muscular, redução dos sintomas urinários e do desconforto pélvico quando comparado aos exercícios domiciliares não supervisionados. Esses achados reforçam a importância da fisioterapia como abordagem conservadora eficaz no tratamento de mulheres com incontinência urinária de esforço e prolapso da parede vaginal anterior.
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Introduction: Among the types of urinary incontinence (UI), stress urinary incontinence (SUI) is the most prevalent and, may be associated with anterior vaginal wall pelvic organ prolapse (POP). Pelvic floor muscle training (PFMT) has been the first-line recommendation to strengthen and increase the endurance of the pelvic floor muscles (PFM) in women with stress urinary incontinence (SUI) and pelvic organ prolapse (POP) in general. Objective: To evaluate the effectiveness of PFMT on quality of life (QoL) and functionality in women with SUI and POP. Methods: A randomized controlled clinical trial. The sample consisted of 32 women diagnosed with SUI and anterior vaginal wall POP. Participants were assessed at three time points: baseline, immediately post-intervention, and one month after the final assessment, following the same protocol: assessment form, functional assessment of the pelvic floor muscles (using the Modified Oxford Scale and vaginal manometry), and administration of the following questionnaires: International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF), International Consultation on Incontinence Questionnaire - Overactive Bladder (ICIQ-OAB), Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI-20), World Health Organization Quality of Life (WHOQOL), Female Sexual Function Index (FSFI), and Patient Global Impression of Improvement (PGI-I). Participants were allocated into two groups: the PFMT group (GPFMT), which received supervised in-person PFMT (16 sessions, twice a week), and the control group (CG), which received informational material and guidance on UI and exercises to be performed at home. Results: Findings showed improvements in PFM function in both groups, with a 39.2% improvement in the GPFMT group and 13.6% in the CG. Participants in the GPFMT group also demonstrated positive impacts on quality of life, particularly in the physical, emotional, and social domains. Conclusion: The findings of this study suggest that supervised PFMT contributes more significantly to improvements in muscle functionality, reduction of urinary symptoms, and pelvic discomfort when compared to unsupervised home-based exercises. These results highlight the importance of physiotherapy as an effective conservative approach for women with stress urinary incontinence and anterior vaginal wall prolapse.
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JOYCE MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA
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Impacto De Um Protocolo De Exercício Semi Supervisado Pelo Telemonitoramento Na Musculatura Do Assoalho Pélvico De Gestantes Diabéticas
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Orientador : MARIA THEREZA ALBUQUERQUE BARBOSA CABRAL MICUSSI
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MEMBROS DA BANCA :
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PAULA CLARA RIBEIRO SANTOS
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ADRIANA GOMES MAGALHAES
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MARIA THEREZA ALBUQUERQUE BARBOSA CABRAL MICUSSI
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Data: 25/02/2026
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Introdução: As disfunções do assoalho pélvico (DAP) são comuns na gestação, e o estresse metabólico do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) agrava este quadro. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) supervisionado é eficaz para o tratamento das DAP. Embora a eficácia da telerreabilitação semissupervisionados para esta população permanece inexplorada, esse modelo surge como uma possibilidade promissora para superar barreiras de acesso ao tratamento padrão. Assim, o estudo buscou avaliar os efeitos de um programa de exercícios semissupervisionado, via telereabilitação, na função do assoalho pélvico em gestantes com DMG. Metodologia: Trata- se de um ensaio clínico randomizado, controlado, paralelo e simples cego, com 40 gestantes de 18 a 45 anos diagnosticadas com DMG, realizado entre outubro de 2024 a maio de 2025. As participantes foram alocadas em dois grupos e divididas em Grupo Exercício (GE; n=20) e Grupo Controle (GC; n=20). O GE realizou um protocolo de exercícios (aeróbicos, força global e específicos para os músculos do assoalho pélvico (MAP)) por 10-20 semanas, de acordo com a idade gestacional no recrutamento, com telemonitoramento via smartphone, pelo contato da equipe chamado de “Rosa”. O GC recebeu uma cartilha educativa, durante o mesmo período. Foram avaliadas, antes e após a intervenção, além de dados clínicos, sociodemográficos e obstétricos, foi realizado o exame físico para avaliar a função dos MAP (Escala Modificada de Oxford e manometria vaginal). Os sintomas e impactos das DAPs foram avaliados pelos questionários, Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI), Pelvic Floor Impact Questionnaire-short form (PFIQ) e International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF), e a função sexual por meio do Female Sexual Function Index (FSFI). Também foi aplicada a escala de percepção de mudança (PGI-C) ao final do estudo. A intervenção teve duração mínima de 10 semanas, e, máxima 20 semanas, de acordo com a idade gestacional no recrutamento (entre 14 e 25 semanas), até no máximo 36 semanas. Foi realizada a reavaliação com as mesmas etapas iniciais, acrescido o Patient Global Impression of Change (PGI-C). Resultados: A análise estratificada das participantes com incontinência urinária (IU) no baseline revelou uma interação significativa entre grupo, tempo e incontinência (p=0,007). Nesse subgrupo, o GE apresentou uma redução significativa no desconforto urinário (UDI) e um efeito protetor contra a progressão da gravidade da IU em comparação ao GC. Conclusão: Um programa de telerreabilitação semissupervisionado mostrou-se eficaz na redução e prevenção da progressão dos sintomas urinários em gestantes com DMG e IU pré-existente.
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Introduction: Pelvic floor disorders (PFDs) are common during pregnancy, and the metabolic stress associated with Gestational Diabetes Mellitus (GDM) may worsen this condition. Supervised pelvic floor muscle training (PFMT) is effective in treating PFDs. Although the effectiveness of semi-supervised telerehabilitation for this population remains unexplored, this model has emerged as a promising alternative to overcome barriers to access to standard care. Therefore, this study aimed to evaluate the effects of a semi-supervised exercise program delivered via telerehabilitation on pelvic floor function in pregnant women with GDM. Methods: This was a randomized, controlled, parallel, single-blind clinical trial including 40 pregnant women aged 18 to 45 years diagnosed with GDM, conducted between October 2024 and May 2025. Participants were allocated into two groups: the Exercise Group (EG; n = 20) and the Control Group (CG; n = 20). The EG performed an exercise protocol (aerobic, global strengthening, and specific pelvic floor muscle exercises) for 10–20 weeks, depending on gestational age at recruitment, with telemonitoring via smartphone through a team member referred to as “Rosa.” The CG received an educational booklet during the same period. Before and after the intervention, clinical, sociodemographic, and obstetric data were collected, and pelvic floor muscle function was assessed using the Modified Oxford Scale and vaginal manometry. PFD symptoms and impacts were evaluated using the Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI), Pelvic Floor Impact Questionnaire–Short Form (PFIQ-7), and the International Consultation on Incontinence Questionnaire–Short Form (ICIQ-SF). Sexual function was assessed using the Female Sexual Function Index (FSFI). The Patient Global Impression of Change (PGI-C) scale was applied at the end of the study. The intervention lasted a minimum of 10 weeks and a maximum of 20 weeks, according to gestational age at recruitment (between 14 and 25 weeks), up to a maximum of 36 weeks of gestation. Reassessment followed the same procedures and included the PGI-C. Results: Stratified analysis of participants with urinary incontinence (UI) at baseline revealed a significant interaction between group, time, and incontinence (p = 0.007). In this subgroup, the EG showed a significant reduction in urinary distress (UDI) and a protective effect against progression of UI severity compared to the CG. Conclusion: A semi-supervised telerehabilitation program was effective in reducing and preventing progression of urinary symptoms in pregnant women with GDM and pre-existing UI.
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JANAINA CAVALCANTI COSTA DE OLIVEIRA
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IMPACTO DA TERAPIA NUTRICIONAL COM LEITE HUMANO PASTEURIZADO EM DESFECHOS DE CRESCIMENTO E COMPLICAÇÕES GASTRINTESTINAIS EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS
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Orientador : KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
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MEMBROS DA BANCA :
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KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
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MAYARA SANTA ROSA LIMA
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NIVIA MARIA RODRIGUES ARRAIS
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Data: 25/02/2026
Ata de defesa assinada:
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O leite humano também é o alimento recomendado para recém-nascidos prematuros (idade gestacional abaixo de 37 semanas), por ser um fluido complexo com diversos fatores bioativos, além de macro e micronutrientes específicos adequados a cada fase da lactação. Para o recém-nascido prematuro de baixo peso (RNPTBP, abaixo de 1.800g) é ainda mais relevante, dado o seu efeito na redução de patologias graves que os acometem em virtude da fragilidade fisiológica decorrente do nascimento precoce. O leite colostro é recomendado como exposição orofaríngea precoce para esses recém-nascidos, mas os dados ainda são escassos na literatura sobre a avaliação do impacto da terapia nutricional com leite humano doado em desfechos nutricionais dos RNPTBP. Desta forma, o objetivo desse trabalho foi analisar o efeito da terapia com leite humano doado colostro + leite humano hipercalórico em desfechos de crescimento e complicações gastrointestinais em RNPTBP internados na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Para tanto, usamos dois modelos metodológicos: estudo 1, uma revisão sistemática e metanálise (CRD420251056373) sobre o efeito da dieta exclusiva com leite humano versus uso de aditivos de leite humano e fórmulas infantis a base de proteína bovina no desenvolvimento de complicações gastrintestinais em prematuros. A revisão mostrou que a tolerância alimentar foi semelhante entre dietas exclusivas com leite humano e aquelas suplementadas com produtos derivados de leite bovino. A metanálise com o desfecho enterocolite necrosante (281 versus 214 participantes) não mostrou diferença significativa entre os grupos (OR=1,47; IC95%: 0,80–2,72), no entanto os estudos apresentaram uma heterogeneidade moderada e apenas dois comparam com o uso de fórmula infantil. O estudo 2 foi um ensaio clínico randomizado controlado, com 94 RNPTBP arrolados até 96 horas pós-parto ou após 48h de início da dieta enteral, internados na UTIN de uma maternidade de referência de alto risco. Após critérios de elegibilidade, os participantes foram alocados randomicamente na proporção 1:1 no grupo controle (terapia nutricional padrão com leite humano pasteurizado do tipo transição ou maduro + leite materno ordenhado) e grupo intervenção (terapia nutricional com leite humano pasteurizado do tipo colostro até atingir 100 ml /kg/dia, seguida de leite hipercalórico pasteurizado + leite materno ordenhado). Os RNPTBP receberam a intervenção até a alta da UTIN ou até a mudança de prescrição de dieta específica pela equipe de saúde. Dados relacionados ao volume e tipo de leite pasteurizado ingerido, tipo de dieta prescrita, medidas antropométricas, tempo de intervenção, foram coletados durante todo o seguimento do estudo. Os desfechos clínicos primários foram velocidade de ganho do peso para idade (g/kg/dia e diferença de escore Z do Peso/idade) do nascimento até final da intervenção. Os desfechos secundários foram o tempo de recuperação de peso ao nascer (dias), velocidade de comprimento-para-idade (Z- escore), presença de falha de crescimento, restrição de crescimento extrauterino e tempo de internação em UTIN. O teste Qui- quadrado de Pearson foi utilizado para analisar a associação entre as variáveis categóricas. O tamanho do efeito para associações significativas foi avaliado pelo cálculo de Razões de prevalências (RP) e respectivos Intervalos de Confiança a 95% (IC95%). A caracterização clínica e antropométrica dos grupos demonstrou perfis semelhantes entre eles, no entanto o desfecho relacionado a velocidade de ganho de peso (g/kg/dia) foi maior no grupo intervenção (p< 0,006), demonstrando o impacto positivo da terapia nutricional com leite humano pasteurizado do tipo colostro e hipercalórico no crescimento do RNPTBP.
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Mostrar Abstract
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Human milk is also the recommended food for preterm newborns (gestational age below 37 weeks), as it is a complex fluid containing several bioactive factors, in addition to specific macro- and micronutrients appropriate to each stage of lactation. For low birth weight preterm newborns (LBW-PTN, below 1,800 g) it is even more relevant, given its effect on reducing severe morbidities that affect them due to the physiological fragility resulting from premature birth. Colostrum milk is recommended as an early oropharyngeal exposure for these newborns, but data in the literature are still scarce regarding the impact of nutritional therapy with donated human milk on nutritional outcomes of LBW-PTN. Thus, the aim of this study was to analyze the effect of therapy with donated human milk (colostrum + hypercaloric human milk) on growth outcomes and gastrointestinal complications in LBW- PTN admitted to the neonatal intensive care unit (NICU). To this end, we used two methodological models: Study 1, a systematic review and meta- analysis (CRD420251056373) on the effect of an exclusive human milk diet versus the use of human milk fortifiers and infant formulas based on bovine protein on the development of gastrointestinal complications in preterm infants. The review showed that feeding tolerance was similar between exclusive human milk diets and those supplemented with bovine milk-derived products. The meta-analysis for the outcome necrotizing enterocolitis (281 versus 214 participants) did not show a significant difference between groups (OR = 1.47; 95% CI: 0.80–2.72); however, the studies presented moderate heterogeneity and only two compared with the use of infant formula. Study 2 was a randomized controlled clinical trial with 94 LBW-PTN enrolled up to 96 hours postpartum or after 48 hours of initiation of enteral feeding, admitted to the NICU of a high-risk referral maternity hospital. After eligibility criteria, participants were randomly allocated in a 1:1 ratio to the control group (standard nutritional therapy with pasteurized human milk of transition or mature type + expressed mother’s own milk) and the intervention group (nutritional therapy with pasteurized colostrum-type human milk until reaching 100 ml/kg/day, followed by pasteurized hypercaloric milk + expressed mother’s own milk). LBW-PTN received the intervention until discharge from the NICU or until a change in specific diet prescription by the healthcare team. Data related to volume and type of pasteurized milk ingested, type of prescribed diet, anthropometric measurements, and duration of intervention were collected throughout the follow-up period. The primary clinical outcomes were weight-for-age gain velocity (g/kg/day and change in weight-for-age Z- score) from birth to the end of the intervention. Secondary outcomes were time to regain birth weight (days), length-for-age velocity (Z-score), presence of growth failure, extrauterine growth restriction, and length of stay in the NICU. Pearson’s chi-square test was used to analyze the association between categorical variables. The effect size for significant associations was assessed by calculating prevalence ratios (PR) and their 95% confidence intervals (95% CI). The clinical and anthropometric characterization of the groups showed similar profiles between them; however, the outcome related to weight gain velocity (g/kg/day) was higher in the intervention group (p < 0.006), demonstrating the positive impact of nutritional therapy with pasteurized colostrum-type and hypercaloric human milk on the growth of LBW-PTN.
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LIZIANE VIRGINIA PEREIRA FREIRE
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AVALIAÇÃO DA INSTABILIDADE GENÔMICA E CICLO CELULAR EM MULHERES COM ENDOMETRIOSE
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Orientador : JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
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MEMBROS DA BANCA :
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JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
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MARCELA ABBOTT GALVAO URURAHY
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PAULA ANDREA DE ALBUQUERQUE SALLES NAVARRO
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Data: 26/02/2026
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A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica e multifatorial que acomete cerca de 10-15% das mulheres em idade reprodutiva, estando associada à dor pélvica crônica, infertilidade e prejuízo na qualidade de vida. Evidências recentes sugerem que a instabilidade genômica e a desregulação do ciclo celular desempenham papel central na fisiopatologia da doença. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar biomarcadores de instabilidade genômica (necrose, apoptose, micronúcleos, pontes nucleoplasmáticas e brotos nucleares) e alterações no ciclo celular em mulheres com endometriose, correlacionando-as com o grau da doença, fertilidade, tratamento hormonal e presença de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Trata-se de um estudo observacional, transversal, realizado com 83 mulheres com endometriose, submetidas a um questionário para obtenção de dados clínicos e sociodemográficos, e à coleta de sangue periférico para realização do ensaio do micronúcleo com bloqueio da citocinese (CBMN) e a análise das fases do ciclo celular (G1, S e G2) por citometria de fluxo. Observou-se correlação negativa entre o grau da endometriose e infertilidade (ρ=-0,6891; p<0,05). Verificou-se menor percentual de células na fase G1 em mulheres inférteis e na fase G2 em mulheres com DCNTs, sugerindo falha dos checkpoints G1/S e G2/M (p<0,05). Análises adicionais demonstraram efeito protetor da fase G1 e associação positiva da fase S com a formação de pontes nucleoplasmáticas, indicando que a progressão para a síntese de DNA em um ambiente inflamatório favorece o estresse replicativo e a formação de alterações cromossômicas estruturais. Foi observado o efeito potencialmente protetor do progestagênio, associado a maior frequência de apoptose e menor atividade proliferativa com o seu uso, bem como o aumento progressivo de células na fase S conforme o agravamento do grau da doença, embora os achados não tenham alcançado significância estatística (p > 0,05). Por fim, este estudo, pioneiro na análise integrada de múltiplos biomarcadores e parâmetros do ciclo celular em mulheres com endometriose, fornece evidências de que alterações na estabilidade genômica e no controle do ciclo celular podem estar implicadas na fisiopatologia da doença, estabelecendo correlações clínicas inéditas. Os achados reforçam a relevância de abordagens celulares e moleculares para a compreensão da endometriose como uma condição sistêmica e apontam para o potencial desenvolvimento de biomarcadores não invasivos para diagnóstico e monitoramento clínico.
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Mostrar Abstract
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Endometriosis is a chronic, multifactorial inflammatory gynecological disease that affects approximately 10–15% of women of reproductive age and is associated with chronic pelvic pain, infertility, and impaired quality of life. Recent evidence suggests that genomic instability and cell cycle dysregulation play a central role in the pathophysiology of the disease. This study aimed to evaluate biomarkers of genomic instability (necrosis, apoptosis, micronuclei, nucleoplasmic bridges, and nuclear buds) and alterations in the cell cycle in women with endometriosis, correlating these findings with disease stage, fertility status, hormonal treatment, and the presence of non-communicable chronic diseases (NCDs). This was an observational, cross-sectional study conducted with 83 women diagnosed with endometriosis, who completed a questionnaire to obtain clinical and sociodemographic data and underwent peripheral blood collection for the cytokinesis-block micronucleus (CBMN) assay and analysis of cell cycle phases (G1, S, and G2) by flow cytometry. A negative correlation was observed between endometriosis stage and infertility (ρ = −0.6891; p < 0.05). A lower percentage of cells in the G1 phase was observed in infertile women, and a reduced proportion of cells in the G2 phase was identified in women with NCDs, suggesting impairment of the G1/S and G2/M checkpoints (p <0.05). Additional analyses demonstrated a protective effect of the G1 phase and a positive association between the S phase and the formation of nucleoplasmic bridges, indicating that progression to DNA synthesis in an inflammatory environment favors replicative stress and the formation of structural chromosomal abnormalities. A potentially protective effect of progestin was observed, characterized by a higher frequency of apoptosis and reduced proliferative activity among users, as well as a progressive increase in the proportion of cells in the S phase with increasing disease severity; however, these findings did not reach statistical significance (p > 0.05). Finally, this pioneering study integrating multiple biomarkers of genomic instability and cell cycle parameters in women with endometriosis provides evidence that alterations in genomic stability and cell cycle control may be involved in the pathophysiology of the disease, establishing novel clinical correlations. These findings reinforce the relevance of cellular and molecular approaches to understanding endometriosis as a systemic condition and highlight the potential development of non-invasive biomarkers for diagnosis and clinical monitoring.
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ESTHER ARTUANNE FIGUEREDO DA SILVA
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Carga de morbidades maternas e desfechos clínicos em prematuros internados em unidade de terapia intensiva neonatal
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Orientador : MARCIA MARILIA GOMES DANTAS LOPES
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MEMBROS DA BANCA :
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CINTHIA KARLA RODRIGUES DO MONTE GUEDES
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ANNA CHRISTINA DO NASCIMENTO GRANJEIRO BARRETO
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GUSTAVO MAFALDO SOARES
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MARCIA MARILIA GOMES DANTAS LOPES
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Data: 27/02/2026
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Sabe-se que a ocorrência de condições clínicas maternas durante a gestação é fator determinante para o parto prematuro, impactando diretamente o desenvolvimento fetal. Recém-nascidos pré-termo (RNPT) expostos a contextos adversos apresentam maior vulnerabilidade a complicações como enterocolite necrosante (ECN), displasia broncopulmonar (DBP) e restrição de crescimento extrauterino (RCEU), que podem comprometer significativamente o crescimento e o desenvolvimento e desencadear o óbito neonatal. Apesar da relevância clínica e do potencial prognóstico dessas morbidades, ainda são escassas as evidências que explorem a relação entre a carga de morbidades maternas e a evolução do prematuro na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Visto isso, o objetivo deste trabalho é avaliar a relação entre a carga de morbidades maternas e as principais complicações clínicas em RNPT internados em UTIN. A pesquisa foi considerada estudo de coorte prospectivo foram incluídos neonatos prematuros internados em uma maternidade pública de referência e suas genitoras, de outubro de 2021 a novembro de 2023. Foram coletados dados maternos (idade, morbidades durante a gestação) e dados do RNPT durante a internação na UTIN (idade gestacional ao nascer, peso ao nascer e na alta, dias de uso de nutrição parenteral, tempo de internação e desfechos clínicos. Os dados foram analisados com testes de normalidade (Shapiro-Wilk) e de associação (Qui-quadrado e Exato de Fisher), além de testes não paramétricos (Mann–Whitney e Kruskal–Wallis) para comparações entre grupos, considerando p<0,05 como nível de significâncias. Foram incluídos 160 binômios mãe-filho, a maioria das puérperas (72,5%) apresentava ao menos uma morbidade, as mais frequentes foram as síndromes hipertensivas da gravidez (SHG) (42,5%) e infecção do trato urinário (ITU) (28,7%). Entre os RNPT, identificamos que 61,3% tinham graus de prematuridade mais severos, 48% apresentaram peso ao nascer abaixo de 1500g e 74,8% encontravam-se com peso adequado para a idade gestacional corrigida na alta da UTIN. As prevalências de ECN foram de 6%, DBP 14%, RCEU 25,9% e óbito 9,4%. Não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre a carga de morbidades maternas e os desfechos clínicos avaliados. Ademais, encontramos associação significativa entre faixa etária materna com a presença e a carga de morbidades (p < 0,001), sendo que mulheres com 35 anos ou mais apresentaram maior prevalência (91,5%) e maior frequência de carga de morbidades (40,4%). Considerações finais: Apesar da maior prevalência de morbidades maternas em gestantes com idade avançada (≥35 anos), não foi encontrada uma associação significativa com os desfechos neonatais. No entanto, a ITU apresentou uma associação com menor tempo de internação e menor incidência de displasia broncopulmonar. Este achado ressalta a complexidade da relação entre os desfechos maternos e neonatais, o que justifica a condução de novas pesquisas.
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It is known that the occurrence of maternal clinical conditions during pregnancy is a determining factor for premature birth, directly impacting fetal development. Preterm newborns (PTNBs) exposed to adverse contexts are more vulnerable to complications such as necrotizing enterocolitis (NEC), bronchopulmonary dysplasia (BPD), and extrauterine growth restriction (EUG), which can significantly compromise growth and development and trigger neonatal death. Despite the clinical relevance and prognostic potential of these morbidities, evidence exploring the relationship between the burden of maternal morbidities and the evolution of premature infants in the neonatal intensive care unit (NICU) is still scarce. Therefore, the objective of this study is to evaluate the relationship between the burden of maternal morbidities and the main clinical complications in PTNBs admitted to the NICU. This research was considered a prospective cohort study, including premature newborns admitted to a public maternity hospital and their mothers, from October 2021 to November 2023. Maternal data (age, morbidities during pregnancy) and data on the preterm newborn during their stay in the NICU (gestational age at birth, birth weight and weight at discharge, days of parenteral nutrition use, length of stay, and clinical outcomes) were collected. Data were analyzed using normality tests (Shapiro-Wilk) and association tests (Chi-square and Fisher's exact test), as well as non-parametric tests (Mann-Whitney and Kruskal-Wallis) for comparisons between groups, considering p<0.05 as the significance level. 160 mother-child pairs were included; the majority of postpartum women (72.5%) presented at least one morbidity, the most frequent being hypertensive syndromes of pregnancy (HSP) (42.5%) and urinary tract infection. (UTI) (28.7%). Among preterm newborns, we identified that 61.3% had more severe degrees of prematurity, 48% had a birth weight below 1500g, and 74.8% had adequate weight for corrected gestational age at NICU discharge. The prevalences of NEC were 6%, BPD 14%, UGIB 25.9%, and death 9.4%. No statistically significant association was found between the burden of maternal morbidities and the clinical outcomes evaluated. Furthermore, we found a significant association between maternal age and the presence and burden of morbidities (p < 0.001), with women aged 35 years or older showing a higher prevalence (91.5%) and a higher frequency of morbidity burden (40.4%). Final considerations: Despite the higher prevalence of maternal morbidities in pregnant women of advanced age (≥35 years), no significant association was found with neonatal outcomes. However, UTI was associated with shorter hospital stays and a lower incidence of bronchopulmonary dysplasia. This finding highlights the complexity of the relationship between maternal and neonatal outcomes, justifying further research.
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BYANCA RODRIGUES CARNEIRO
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Avaliação da suplementação de vitamina E em gestantes
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Orientador : KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
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MEMBROS DA BANCA :
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CARLA SORAYA COSTA MAIA
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DANIELLE SOARES BEZERRA
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KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
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Data: 01/03/2026
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A vitamina E é um antioxidante lipossolúvel essencial na proteção materno- fetal frente ao estresse oxidativo, sendo amplamente investigada em contextos inflamatórios, como a pré-eclâmpsia (PE). Nesse contexto, este estudo avaliou o impacto da suplementação de vitamina E em gestantes por meio de dois delineamentos: (1) uma revisão sistemática (RS) que investigou os efeitos da suplementação no binômio mãe–filho e (2) um ensaio clínico randomizado (ECR) com gestantes com PE grave, com o objetivo de analisar seu impacto no estado nutricional em vitamina E. A RS seguiu as diretrizes Preferred Reporting Items for Sistemático Reviews and Meta-Analyses, com protocolo registrado no PROSPERO (CRD42024529048), incluindo ECRs identificados nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, EMBASE, LILACS e Cochrane Library. A seleção dos estudos, extração dos dados e avaliação do risco de viés foram conduzidas de forma independente, utilizando a ferramenta Cochrane Risk of Bias 2.0. A análise estatística foi realizada no software RevMan (versão 5.4), e a qualidade da evidência foi avaliada pelo Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation. Após triagem de 1.212 estudos, seis foram incluídos. A suplementação elevou significativamente as concentrações séricas de alfa-tocoferol (α-TOH) (SMD = 4,89; IC95%: 2,89–6,89; p < 0,001), sem efeitos sobre idade gestacional (SMD = 0,04 semanas; IC95%: −0,03–0,11; I2 = 0%; p = 0,29) ou o peso ao nascer (SMD = −0,02 g; IC95%: −0,09–0,04; I2 = 62%; p = 0,49). Os estudos apresentaram baixo risco de viés e evidência de baixa a moderada certeza. O ECR, duplo-cego e controlado por placebo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer no 6.985.999 e registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (RBR-99h2qmf). Gestantes com PE grave foram randomizadas para suplementação (400 UI de dl-α-TOH) ou placebo (óleo de soja), acompanhadas até o pós-parto imediato. Foram coletados dados socioeconômicos, obstétricos, antropométricos, neonatais e de consumo alimentar, além de amostras sanguíneas em dois momentos: no baseline e pós-parto imediato. As concentrações séricas de α-TOH foram determinadas por cromatografia líquida de ultra-alta eficiência, considerando-se deficiência valores ≤ 30 μmol/L. Os dados foram analisados no Statistical Package for the Social Sciences. A análise descritiva e os testes estatísticos foram conduzidos conforme a distribuição dos dados. As correlações foram avaliadas pelos testes de Pearson ou Spearman e, no grupo intervenção, utilizaram-se modelos de regressão linear, adotando-se p < 0,05. Foram randomizadas 42 gestantes, sendo 22 alocadas no grupo intervenção e 20 no grupo placebo, todas com baixos níveis séricos basais médios de vitamina E (4,68 ± 2,12 μmol/L) e consumo dietético inadequado (6,06 ± 2,49 mg/dia). A suplementação promoveu aumento significativo das concentrações séricas de α-TOH no grupo intervenção (4,29 ± 2,06 vs. 31,70 ± 14,66 μmol/L; p = 0,001), sem associação com variáveis maternas ou neonatais. A suplementação com vitamina E aumentou os níveis séricos de α-TOH e corrigiu a deficiência materna, porém não promoveu benefícios clínicos significativos nos desfechos materno-infantis, indicando a necessidade de estudos longitudinais.
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Vitamin E is a fat-soluble antioxidant essential for maternal–fetal protection against oxidative stress and has been widely investigated in inflammatory conditions such as preeclampsia (PE). In this context, this study evaluated the impact of vitamin E supplementation in pregnant women through two study designs: (1) a systematic review (SR) investigating the effects of supplementation on the mother–child dyad, and (2) a randomized controlled trial (RCT) involving pregnant women with severe PE, aiming to analyze its impact on vitamin E nutritional status. The systematic review (SR) followed the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) guidelines, with the protocol registered in PROSPERO (CRD42024529048). Randomized controlled trials (RCTs) were identified from PubMed, Scopus, Web of Science, EMBASE, LILACS, and the Cochrane Library. Study selection, data extraction, and risk-of-bias assessment were conducted independently using the Cochrane Risk of Bias 2.0 tool. Statistical analyses were performed using RevMan software (version 5.4), and the quality of evidence was assessed using the Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation (GRADE) approach. After screening 1,212 studies, six were included. Vitamin E supplementation significantly increased serum alpha-tocopherol (α-TOH) concentrations (SMD = 4.89; 95% CI: 2.89–6.89; p < 0.001), with no effects on gestational age (SMD = 0.04 weeks; 95% CI: −0.03 to 0.11; I2 = 0%; p = 0.29) or birth weight (SMD = −0.02 g; 95% CI: −0.09 to 0.04; I2 = 62%; p = 0.49). The included studies showed a low risk of bias and evidence of low to moderate certainty. The double-blind, placebo-controlled RCT was approved by the Research Ethics Committee (approval no. 6.985.999) and registered in the Brazilian Registry of Clinical Trials (RBR-99h2qmf). Pregnant women with severe PE were randomized to receive either supplementation (400 IU of dl-α-TOH) or placebo (soybean oil) and were followed until the immediate postpartum period. Socioeconomic, obstetric, anthropometric, neonatal, and dietary intake data were collected, along with blood samples at two time points: baseline and immediate postpartum. Serum α-TOH concentrations were determined by ultra-high- performance liquid chromatography, with deficiency defined as values ≤ 30 μmol/L. Data were analyzed using the Statistical Package for the Social Sciences. Descriptive analyses and statistical tests were conducted according to data distribution. Correlations were assessed using Pearson’s or Spearman’s tests, and linear regression models were applied in the intervention group, adopting p < 0.05. Forty-two pregnant women were randomized, with 22 allocated to the intervention group and 20 to the placebo group. All participants presented low mean baseline serum vitamin E levels (4.68 ± 2.12 μmol/L) and inadequate dietary intake (6.06 ± 2.49 mg/day). Supplementation resulted in a significant increase in serum α-tocopherol concentrations in the intervention group (4.29 ± 2.06 vs. 31.70 ± 14.66 μmol/L; p = 0.001), with no association with maternal or neonatal variables. Vitamin E supplementation increased serum α-TOH levels and corrected maternal deficiency; however, it did not result in clinically significant benefits in maternal–infant outcomes, indicating the need for longitudinal studies.
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LUIZ JOSE DE SANT ANNA NETO
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ASSOCIAÇÃO ENTRE EXPRESSÃO DE RAIVA E DESFECHOS PERINATAIS EM GESTANTES DE RISCO HABITUAL
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Orientador : RICARDO NEY OLIVEIRA COBUCCI
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIA DE LOURDES COSTA DA SILVA
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PAULA ADRIANA BORBA
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RICARDO NEY OLIVEIRA COBUCCI
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Data: 02/03/2026
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A raiva constitui uma emoção primária e adaptativa; contudo, quando manifestada de forma desregulada, pode desencadear repercussões deletérias à homeostase, configurando-se como um constructo crítico em saúde mental perinatal, frequentemente subnotificado nos serviços de assistência. No decurso do ciclo gravídico-puerperal, sua expressão exacerbada correlaciona-se ao comprometimento significativo do bem-estar materno e à fragilização do vínculo materno-infantil. Evidências preliminares postulam interconexões entre a raiva e desfechos obstétricos desfavoráveis, a exemplo da prematuridade, cujos mecanismos etiológicos complexos permanecem como lacunas relevantes no conhecimento científico e desafios latentes à saúde pública. A despeito de sua relevância clínica, a raiva é frequentemente negligenciada tanto na avaliação assistencial quanto na literatura científica especializada. O presente estudo objetivou investigar a correlação entre a expressão da raiva e a incidência de prematuridade, admissão neonatal em unidade de terapia intensiva (UTI), peso ao nascimento e a prevalência de comorbidades maternas. Conduziu-se um estudo de coorte longitudinal com gestantes de risco habitual em Unidades de Saúde da Família em Natal/RN, analisando as dimensões da raiva em interface com variáveis sociodemográficas e clínicas. As participantes foram monitoradas em três marcos temporais: até a 19ª semana gestacional, até a 36ª semana e no período pós-parto imediato. A mensuração psicométrica utilizou o Inventário de Expressão de Raiva como Estado e Traço (STAXI- 1). Os resultados revelaram um perfil predominante de adultas jovens, com escolaridade de nível médio e prevalência de gestações não planejadas. Não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre os escores de raiva e a ocorrência de prematuridade, baixo peso ao nascer ou internação em UTI neonatal, possivelmente atribuível à baixa incidência de eventos adversos na população estudada. Similarmente, não foi observada associação consistente entre a maioria das dimensões da raiva e o desenvolvimento de hipertensão ou diabetes gestacional.
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Anger is a basic, adaptive, and inherent human emotion that, when expressed in a dysregulated manner, can lead to negative health impacts, making it a relevant---yet still under- explored---component of perinatal mental health. During the pregnancy-puerperal cycle, its manifestation is associated with impairments in maternal health and the mother-infant bond. Studies suggest a possible relationship between anger and adverse obstetric outcomes, such as prematurity and other complications, the etiologies of which remain partially unknown and are of high relevance to public health. Despite this, anger remains neglected in both clinical practice and scientific literature, reinforcing the need for investigations that evaluate its association with obstetric and perinatal complications. The objectives of the present study were to investigate the relationship between the expression of anger and the occurrence of prematurity, miscarriage or fetal death, newborn admission to the intensive care unit, birth weight, and the presence of maternal illnesses. This is a longitudinal study conducted with low-risk pregnant women treated at Family Health Units in the eastern zone of Natal/RN, aiming to analyze the expression of anger throughout the pregnancy-puerperal cycle and its relationship with sociodemographic, clinical, obstetric, and neonatal characteristics. Participants were followed at three distinct moments: up to the 19th gestational week, up to the 36th week, and in the postpartum period or following a miscarriage or fetal death. Anger expression was assessed using the State- Trait Anger Expression Inventory (STAXI-1), a validated instrument translated into portuguese. The results showed a predominance of young adult pregnant women with a high school education, a family income between one and three minimum wages, and a high percentage of unplanned pregnancies. No statistically significant association was observed between the expression of anger and adverse obstetric outcomes, such as prematurity, birth weight, and newborn admission to the intensive care unit, possibly due to the low absolute number of these events within the cohort. Furthermore, no consistent association was identified between most dimensions of anger and the occurrence of gestational hypertension or diabetes, a finding that partially diverges from literature based on non-pregnant populations.
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RAISA ACACIO FRANCA COSTA
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INTRODUÇÃO ALIMENTAR EM PREMATUROS: RELAÇÃO COM ALIMENTAÇÃO MATERNA
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Orientador : MARCIA MARILIA GOMES DANTAS LOPES
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MEMBROS DA BANCA :
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DANIELLE SOARES BEZERRA
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JOSIANE STELUTI
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KARLA DANIELLY DA SILVA RIBEIRO RODRIGUES
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MARCIA MARILIA GOMES DANTAS LOPES
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Data: 17/03/2026
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Introdução: Os hábitos alimentares maternos desempenham um papel fundamental na formação do padrão alimentar infantil, atuando como um modulador direto da qualidade e da variedade dos alimentos ofertados durante a fase de alimentação complementar. Esta influência torna-se ainda mais crítica em contextos de maior vulnerabilidade, como na prematuridade, onde as particularidades do desenvolvimento e os desafios inerentes à condição podem dificultar a introdução adequada de novos alimentos. A combinação de práticas alimentares maternas inadequadas com as complexidades da prematuridade pode predispor a criança a um padrão alimentar indesejável, com repercussões em curto e longo prazo. A introdução alimentar precoce ou inadequada está associada a um risco aumentado de diversas condições de saúde, como alergias alimentares, doença celíaca e obesidade infantil. No entanto, estudos que investiguem de forma específica a relação entre o consumo alimentar da mãe e as práticas de introdução alimentar de bebês pré-termos ainda são escassos, destacando a necessidade de mais pesquisas nesta área. Objetivo: Analisar a influência do consumo alimentar materno nas práticas de introdução alimentar de bebês nascidos pré-termo. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional, transversal e analítico com binômios mãe-bebê, sendo os bebês nascidos pré-termo e atendidos no ambulatório de seguimento da Maternidade Escola Januário Cicco. Foram coletados dados socioeconômicos maternos (renda, escolaridade, situação conjugal) e dados das crianças (antropométricos e indicadores de práticas alimentares conforme diretrizes da Organização Mundial Das Nacões Unidas). A avaliação da alimentação do binômio foi realizada por meio de recordatórios alimentares de 24 horas. Para análise estatística, adotou-se um nível de significância de p < 0,05. As análises incluíram estatística descritiva, teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov e análises inferenciais para investigar a relação entre o consumo alimentar materno (variável independente) e as práticas de introdução alimentar infantil (variável dependente). Utilizou-se o teste qui-quadrado para associações, o teste Kappa para avaliar concordância e regressões logísticas bivariadas, ajustadas por covariáveis, para identificar preditores maternos dos desfechos infantis. A avaliação nutricional baseou-se na análise dos recordatórios com o auxílio da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA) e das Dietary Reference Intakes (DRIs), empregando-se o Multiple Source Method (MSM) para estimar o consumo habitual de nutrientes. Resultados: A amostra final foi composta por 83 binômios mãe-bebê. A mediana de idade das crianças foi de 13 meses. Verificou-se que 22% da população teve introdução alimentar considerada precoce (antes dos 6 meses de idade corrigida) e 88% das crianças foi amamentada em algum período da vida. Em relação à qualidade da alimentação complementar, um dado preocupante foi que 66,2% das crianças consumiam algum tipo de alimento não saudável. Contudo, um aspecto positivo observado foi que 92% das crianças consumiam frutas ou vegetais. A análise da alimentação materna revelou um perfil de consumo com importantes deficiências: a maioria das mães reportou a presença de bebidas açucaradas e de alimentos classificados como não saudáveis em seus recordatórios. Além disso, foram identificadas elevadas prevalências de inadequação na ingestão de micronutrientes essenciais, tais como vitaminas D, E, A e B6, além de cálcio e selênio. A análise estatística mostrou uma associação significativa entre o consumo de alimentos não saudáveis pela mãe e pela criança (p = 0,028) e, igualmente, entre o consumo de frutas e verduras pela mãe e pela criança (p = 0,004). A regressão logística binária demonstrou que o consumo de alimentos não saudáveis pela mãe, após ajuste pela variável escolaridade materna, foi um preditor significativo para o consumo desses mesmos alimentos pela criança. Considerações Finais: O estudo evidenciou uma clara associação entre as práticas alimentares maternas e as dos seus bebês nascidos prematuramente, ressaltando o impacto da escolaridade materna nessa dinâmica. A alta prevalência de inadequação na ingestão de micronutrientes essenciais pelas mães é um achado preocupante, dado o impacto potencial da nutrição materna sobre a saúde da criança, seja por meio da amamentação, seja pelo papel modelador dos hábitos familiares. Os resultados reforçam a importância crucial do desenvolvimento e implementação de estratégias de educação alimentar e nutricional direcionadas às mães de prematuros. Tais intervenções devem ter um foco abrangente, promovendo não apenas a adequação qualitativa da dieta infantil, mas também a adoção de escolhas alimentares saudáveis por toda a família, visando à melhoria do estado nutricional e à prevenção de agravos à saúde a curto e longo prazo.
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Introduction: Maternal dietary habits play a fundamental role in shaping children’s eating patterns, acting as a direct modulator of the quality and variety of foods offered during the complementary feeding period. This influence becomes even more critical in contexts of greater vulnerability, such as prematurity, in which developmental particularities and condition-related challenges may hinder the appropriate introduction of new foods. The combination of inadequate maternal feeding practices and the complexities of prematurity may predispose children to undesirable dietary patterns, with short- and long-term repercussions. Early or inappropriate complementary feeding is associated with an increased risk of several health conditions, including food allergies, celiac disease, and childhood obesity. However, studies specifically investigating the relationship between maternal dietary intake and complementary feeding practices among preterm infants remain scarce, highlighting the need for further research in this area. Objective: To analyze the influence of maternal dietary intake on complementary feeding practices among preterm infants. Methods: An observational, cross-sectional, and analytical study was conducted with mother–infant dyads, including preterm infants followed at the outpatient clinic of Januário Cicco Maternity School. Maternal socioeconomic data (income, educational level, and marital status) and child-related data (anthropometric measurements and feeding practice indicators according to World Health Organization guidelines) were collected. Dietary intake of the dyads was assessed using 24-hour dietary recalls. A significance level of p < 0.05 was adopted for statistical analyses. Descriptive statistics, the Kolmogorov–Smirnov normality test, and inferential analyses were performed to investigate the relationship between maternal dietary intake (independent variable) and infant complementary feeding practices (dependent variable). Associations were assessed using the chi-square test, agreement was evaluated using the Kappa test, and bivariate logistic regression models adjusted for covariates were applied to identify maternal predictors of infant outcomes. Nutritional assessment was based on the analysis of dietary recalls using the Brazilian Food Composition Table (TBCA) and Dietary Reference Intakes (DRIs), with the Multiple Source Method (MSM) employed to estimate habitual nutrient intake. Results: The final sample consisted of 83 mother–infant dyads. The median age of infants was 13 months. Early complementary feeding (before 6 months of corrected age) was observed in 22% of the population, and 88% of the children were breastfed at some point in life. Regarding the quality of complementary feeding, a concerning finding was that 66.2% of the children consumed some type of unhealthy food. However, a positive aspect was that 92% of the children consumed fruit or vegetables. Analysis of maternal diet revealed a consumption profile with significant deficiencies: most mothers reported the intake of sugar-sweetened beverages and foods classified as unhealthy in their dietary recalls. Additionally, high prevalences of inadequate intake of essential micronutrients were identified, including vitamins D, E, A, and B6, as well as calcium and selenium. Statistical analysis showed a significant association between maternal and child consumption of unhealthy foods (p = 0.028), as well as between maternal and child consumption of fruits and vegetables (p = 0.004). Binary logistic regression demonstrated that maternal consumption of unhealthy foods, after adjustment for maternal educational level, was a significant predictor of the child’s consumption of these same foods. Conclusions: This study demonstrated a clear association between maternal feeding practices and those of their preterm infants, highlighting the impact of maternal educational level in this relationship. The high prevalence of inadequate intake of essential micronutrients among mothers is a concerning finding, given the potential impact of maternal nutrition on child health, either through breastfeeding or through the modeling of family eating habits. These results reinforce the crucial importance of developing and implementing food and nutrition education strategies targeted at mothers of preterm infants. Such interventions should adopt a comprehensive approach, promoting not only the qualitative adequacy of the child’s diet but also the adoption of healthy food choices by the entire family, aiming to improve nutritional status and prevent short- and long-term health outcomes.
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DARY MEDEIROS DANTAS
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EFICÁCIA E SEGURANÇA DO PEMBROLIZUMABE NO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO AVANÇADO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE DE ENSAIOS CLÍNICOS RANDOMIZADOS
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Orientador : RICARDO NEY OLIVEIRA COBUCCI
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
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IRAMI ARAUJO FILHO
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RICARDO NEY OLIVEIRA COBUCCI
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Data: 20/03/2026
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Os inibidores da proteína de morte celular programada-1 (PD- 1) têm sido amplamente investigados e consolidados como estratégia promissora no tratamento do câncer de colo do útero (CCU), particularmente como bloqueadores de checkpoints imunológicos (ICIs) que restauram a vigilância antitumoral endógena. O pembrolizumabe, um anticorpo monoclonal humanizado que atua como inibidor de checkpoint imunológico, recebeu aprovação acelerada da Food and Drug Administration (FDA) em 2018 e aprovações posteriores expandidas para o tratamento do CCU recorrente ou metastático com expressão positiva de PD-L1. Ensaios clínicos de fase III demonstraram melhora substancial e clinicamente significativa da sobrevida global (SG) quando o pembrolizumabe é combinado à quimioterapia, com ou sem bevacizumabe. O objetivo desta revisão foi avaliar sistematicamente a eficácia, segurança e o grau de certeza das evidências do pembrolizumabe, isolado ou em combinação com bevacizumabe e quimioterapia, no tratamento do câncer de colo do útero avançado, recorrente ou metastático, com análises de subgrupos detalhadas de acordo com a expressão de PD-L1 e o uso de bevacizumabe concomitante. Foi realizada uma revisão sistemática com meta- análise de ensaios clínicos randomizados (ECRs) de fase III, seguindo rigorosamente as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), com registro prospectivo no International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO/CRD42024531233). Foram incluídos ECRs de fase III que compararam esquemas terapêuticos baseados no pembrolizumabe versus cuidado padrão/placebo. As bases de dados pesquisadas foram PubMed, EMBASE, Scopus, Web of Science e Cochrane Library (até julho de 2025). Os desfechos primários foram sobrevida global (SG) e sobrevida livre de progressão (SLP), expressos como razões de risco (hazard ratios – HRs) com intervalos de confiança (ICs) de 95%. Os desfechos secundários incluíram taxa de resposta objetiva (TRO), resposta completa (RC), resposta parcial (RP) e eventos adversos (EAs) de qualquer grau e grau ≥3. A certeza da evidência foi sistematicamente avaliada pelo sistema GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation). Quatro ECRs (n = 2.911), incluindo os paradigmáticos estudos KEYNOTE-826 e KEYNOTE-A18, foram analisados. O pembrolizumabe melhorou significativamente a SG (HR 0,66; IC 95% 0,59–0,73; I² = 12%; alta certeza de evidência) e a SLP (HR 0,65; IC 95% 0,59–0,71; I² = 8%; alta certeza). Os benefícios foram consistentes e de magnitude clinicamente relevante nos subgrupos com PD-L1 CPS ≥1 (SG HR 0,63) e ≥10 (SG HR 0,58), demonstrando benefício independentemente da expressão de PD-L1 ou uso concomitante de bevacizumabe. Observou-se aumento clinicamente significativo da TRO (OR 1,74; IC 95% 1,47–2,05) e da taxa de resposta completa (OR 1,61; IC 95% 1,27–2,05). A incidência de eventos adversos de grau ≥3 foi moderadamente elevada no grupo pembrolizumabe (79,1% vs. 72,7%; OR 1,42), predominantemente toxicidades hematológicas, com perfil de segurança considerado manejável clinicamente no contexto de benefício de sobrevida. Os esquemas terapêuticos baseados em pembrolizumabe melhoram substancial e significativamente a sobrevida global e a resposta ao tratamento no câncer do colo do útero avançado, com evidência de alta certeza, estabelecendo-se como padrão de primeira linha de tratamento de acordo com as aprovações recentes da FDA. Esses achados robustos apoiam de forma contundente a integração do pembrolizumabe em protocolos de tratamento multidisciplinar, particularmente para pacientes com CCU PD-L1-positivos, representando um marco importante na evolução do tratamento oncológico ginecológico.
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Programmed cell death protein-1 (PD-1) inhibitors have been extensively investigated and established as a promising therapeutic strategy in the treatment of cervical cancer (CC), particularly as immune checkpoint inhibitors capable of restoring endogenous anti-tumor immunity. Pembrolizumab, a humanized monoclonal antibody that acts as an immune checkpoint inhibitor, received accelerated FDA approval in 2018 and subsequent expanded approvals for the treatment of recurrent or metastatic CC with positive PD-L1 expression. Phase III clinical trials have demonstrated substantial and clinically significant improvement in overall survival (OS) when pembrolizumab is combined with chemotherapy, with or without bevacizumab. The aim of this systematic review was to comprehensively evaluate the efficacy, safety, and certainty of evidence for pembrolizumab, alone or in combination with bevacizumab and chemotherapy, in the treatment of advanced, recurrent, or metastatic cervical cancer, with detailed subgroup analyses according to PD-L1 expression and concomitant bevacizumab use. A systematic review and meta-analysis of phase III randomized controlled trials (RCTs) was conducted in strict accordance with the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) guidelines, with prospective registration in the International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO; CRD42024531233). Phase III RCTs comparing pembrolizumab-based regimens versus standard care/placebo were included. The databases searched were PubMed, EMBASE, Scopus, Web of Science, and the Cochrane Library (up to July 2025). The primary outcomes were overall survival (OS) and progression-free survival (PFS), expressed as hazard ratios (HRs) with 95% confidence intervals (CIs). Secondary outcomes included objective response rate (ORR), complete response (CR), partial response (PR), and adverse events (AEs) of any grade and grade ≥3. Certainty of evidence was systematically assessed using the GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) approach. Four RCTs (n = 2,911 participants), including the paradigmatic KEYNOTE-826 and KEYNOTE-A18 trials, were analyzed. Pembrolizumab significantly improved OS (HR 0.66; 95% CI 0.59–0.73; I² = 12%; high certainty of evidence) and PFS (HR 0.65; 95% CI 0.59–0.71; I² = 8%; high certainty). Benefits were consistent and of clinically relevant magnitude across subgroups with PD-L1 combined positive score (CPS) ≥1 (subgroup HR 0.63) and ≥10 (subgroup HR 0.58), demonstrating benefit independent of PD- L1 expression level or concomitant bevacizumab use. Clinically significant increases in ORR (OR 1.74; 95% CI 1.47–2.05) and complete response rates (OR 1.61; 95% CI 1.27–2.05) were observed. The incidence of grade ≥3 adverse events was moderately elevated in the pembrolizumab group (79.1% vs. 72.7%; OR 1.42), predominantly hematologic toxicities, with a safety profile considered clinically manageable in the context of survival benefit. Pembrolizumab-based therapeutic regimens substantially and significantly improve overall survival and treatment response in advanced cervical cancer, with high- certainty evidence, establishing them as first-line standard of care in accordance with recent FDA approvals. These robust findings strongly support the integration of pembrolizumab into multidisciplinary treatment protocols, particularly for patients with PD-L1-positive cervical cancer, representing a significant milestone in the evolution of gynecologic oncology treatment.
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