Banca de DEFESA: JOYCE MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOYCE MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA
DATA : 25/02/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de Aulas II GEP/MEJC
TÍTULO:

Impacto De Um Protocolo De Exercício Semi Supervisado Pelo Telemonitoramento Na Musculatura Do Assoalho Pélvico De Gestantes Diabéticas


PALAVRAS-CHAVES:

Assoalho pélvico; Exercício; Gestantes; Telemedicina.


PÁGINAS: 65
RESUMO:

Introdução: As disfunções do assoalho pélvico (DAP) são comuns na gestação, e o estresse metabólico do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) agrava este quadro. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) supervisionado é eficaz para o tratamento das DAP. Embora a eficácia da telerreabilitação semissupervisionados para esta população permanece inexplorada, esse modelo surge como uma possibilidade promissora para superar barreiras de acesso ao tratamento padrão. Assim, o estudo buscou avaliar os efeitos de um programa de exercícios semissupervisionado, via telereabilitação, na função do assoalho pélvico em gestantes com DMG. Metodologia: Trata- se de um ensaio clínico randomizado, controlado, paralelo e simples cego, com 40 gestantes de 18 a 45 anos diagnosticadas com DMG, realizado entre outubro de 2024 a maio de 2025. As participantes foram alocadas em dois grupos e divididas em Grupo Exercício (GE; n=20) e Grupo Controle (GC; n=20). O GE realizou um protocolo de exercícios (aeróbicos, força global e específicos para os músculos do assoalho pélvico (MAP)) por 10-20 semanas, de acordo com a idade gestacional no recrutamento, com telemonitoramento via smartphone, pelo contato da equipe chamado de “Rosa”. O GC recebeu uma cartilha educativa, durante o mesmo período. Foram avaliadas, antes e após a intervenção, além de dados clínicos, sociodemográficos e obstétricos, foi realizado o exame físico para avaliar a função dos MAP (Escala Modificada de Oxford e manometria vaginal). Os sintomas e impactos das DAPs foram avaliados pelos questionários, Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI), Pelvic Floor Impact Questionnaire-short form (PFIQ) e International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form (ICIQ-SF), e a função sexual por meio do Female Sexual Function Index (FSFI). Também foi aplicada a escala de percepção de mudança (PGI-C) ao final do estudo. A intervenção teve duração mínima de 10 semanas, e, máxima 20 semanas, de acordo com a idade gestacional no recrutamento (entre 14 e 25 semanas), até no máximo 36 semanas. Foi realizada a reavaliação com as mesmas etapas iniciais, acrescido o Patient Global Impression of Change (PGI-C). Resultados: A análise estratificada das participantes com incontinência urinária (IU) no baseline revelou uma interação significativa entre grupo, tempo e incontinência (p=0,007). Nesse subgrupo, o GE apresentou uma redução significativa no desconforto urinário (UDI) e um efeito protetor contra a progressão da gravidade da IU em comparação ao GC. Conclusão: Um programa de telerreabilitação semissupervisionado mostrou-se eficaz na redução e prevenção da progressão dos sintomas urinários em gestantes com DMG e IU pré-existente.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - PAULA CLARA RIBEIRO SANTOS
Externa ao Programa - 1242804 - ADRIANA GOMES MAGALHAES - nullPresidente - 2786809 - MARIA THEREZA ALBUQUERQUE BARBOSA CABRAL MICUSSI
Notícia cadastrada em: 13/01/2026 07:40
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