Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCAS SILVA PEREIRA SÁTIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCAS SILVA PEREIRA SÁTIRO
DATA : 22/12/2025
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de Reunião do Departamento de Engenharia do petrólo
TÍTULO:

INFLUÊNCIA DA INTERAÇÃO CO2-ROCHA-SALMOURA NAS PROPRIEDADES PETROFÍSICAS E GEOMECÂNICAS PARA ARMAZENAMENTO DE CARBONO NA BACIA DO PARNAÍBA


PALAVRAS-CHAVES:

Armazenamento geológico de CO2; interação rocha-fluido; geomecânica; petrofísica; integridade de reservatório.


PÁGINAS: 56
RESUMO:

A intensificação das emissões de dióxido de carbono (CO2) nas últimas décadas, proveniente principalmente de atividades antrópicas, tem reforçado a necessidade de desenvolver tecnologias capazes de mitigar seus impactos. Dentre as rotas tecnológicas para descarbonização, o armazenamento geológico de carbono (Carbon Capture and Storage - CCS) destaca-se por sua capacidade de reduzir as emissões de CO2 na atmosfera, promovendo o aprisionamento permanente do CO2 em formações geológicas. A Bacia do Parnaíba apresenta arenitos potenciais para armazenamento, e rochas como o diabásio, que possuem características adequadas para atuarem como selo. Diante disso, o presente trabalho investigou as possíveis alterações petrofísicas e geomecânicas em rochas arenitos e diabásio, provenientes de afloramentos da bacia do Parnaíba, submetidos à ensaios de interação rocha-fluido com salmoura (água da formação) e CO2. Os ensaios em core flooding e reatores estáticos foram realizados em diferentes cenários representativos do reservatório, sendo eles o cenário em torno do poço, ponto de injeção do CO2 supercrítico, e na frente de propagação da pluma de CO2 no reservatório. Além disso, os experimentos foram realizados em diferentes períodos de armazenamento do CO2 nas rochas, sendo eles 1, 2 e 4 semanas para melhor entendimento das reações geoquímicas ao longo do tempo. As amostras de arenito foram expostas ao CO2 em fluxos do gás e da salmoura em core holders. As amostras de diabásio, por terem baixas permeabilidades e porosidades, foram submetidas ao contato com o CO2 em reatores estáticos. Ensaios petrofísicos e geomecânicos foram conduzidos nas amostras de rocha antes da exposição ao CO2, e após o período de armazenamento, visando avaliar as alterações potenciais no meio poroso. Os resultados demonstraram mudanças petrofísicas discretas nas amostras de arenito. A porosidade apresentou variações máximas de 5% no cenário em torno do poço, e inferiores a 7% no cenário na frente da pluma de CO2. Para a permeabilidade, nos cenários em torno do poço, foram observadas reduções máximas de 16%. No cenário na frente de difusão da pluma de CO2, a variação de permeabilidade foi mais sutil, com variações máximas de 9%. Os ensaios geomecânicos demonstraram que tanto as amostras de arenito, quanto as amostras de diabásio, sofreram alterações moderadas ou sutis nas propriedades mecânicas após a exposição ao CO2, com pequenas reduções de resistência à compressão uniaxial (UCS) e no módulo de elasticidade. Os resultados de Difração de Raios X (DRX) demonstraram que, nas condições avaliadas, não foram observadas modificações minerais relevantes, corroborando que as alterações observadas são provenientes essencialmente de mecanismos físicos. Assim, os resultados fornecem subsídios para avaliação da aplicabilidade e do potencial da bacia do Parnaíba em projetos CCS.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1753094 - ALCIDES DE OLIVEIRA WANDERLEY NETO
Interno - 2941160 - JOSE HERIBERTO OLIVEIRA DO NASCIMENTO
Externa ao Programa - 087.025.404-95 - LUANA RABELO HOLLANDA
Externo ao Programa - 1754344 - MARCOS ALLYSON FELIPE RODRIGUES - UFRN
Notícia cadastrada em: 11/12/2025 23:13
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