Banca de DEFESA: DAISY NAZARETH FERREIRA DAMASCENO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DAISY NAZARETH FERREIRA DAMASCENO
DATA : 17/12/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Via google meet
TÍTULO:

Extração de colágeno a partir da pele da Tilápia (Oreochromis niloticus) usando ácidos e Solventes Eutéticos Profundos (DES) com aplicação em sistema microemulsionado

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Pele da tilápia, colágeno, extração e purificação, Solventes Eutéticos Profundos, sistemas microemulsionados


PÁGINAS: 95
RESUMO:

O Brasil é uma das principais potências na indústria pesqueira, que gera grande volume de resíduos, já que apenas cerca de 30% do pescado se converte em filé. Os 70% restantes incluem cabeça, carcaça, vísceras, pele e escamas, materiais ricos em colágeno — a proteína estrutural mais abundante da matriz extracelular. Esse colágeno pode ser extraído por métodos ácidos, como o uso de ácido acético, ou por Solventes Eutéticos Profundos (DES). A aplicação do colágeno de peixe tem apresentado resultados bastante satisfatórios, e por isso se tornou um dos biopolímeros mais utilizados na produção de filmes e embalagens biodegradáveis. Neste contexto, o objetivo foi avaliar a extração de colágeno da pele de tilápia (Oreochromis niloticus) utilizando dois métodos — extração ácida com ácido acético e extração usando solventes verdes (DESs) — e aplicar o colágeno obtido nas condições mais eficientes para o desenvolvimento de uma microemulsão. Foram realizados cinco diferentes tipos de extração, com ácido acético com concentrações de 0,3 mol L-1 (HAC.01); 0,5 mol L-1 (HAC.02) e 0,7 mol L-1 (HAC.03) e com DES, em que foram sintetizados três sistemas, usando o cloreto de colina (HBA) e ácido acético (HBD) -DES01-, cloreto de colina (HBA) e ácido lático (HBD) – (DES.02) e cloreto de colina (HBA) e ácido oxálico (HBD) – (DES.03). Após liofilização, as massas de colágenos apresentaram uma textura esponjosa com algumas áreas mais rígidas e rugosas. Os rendimentos variaram de 4,22 a 6,61% na extração ácida e de 0,75 a 6,73% nas extrações com o DES, apresentando valores maiores de proteína bruta ao colágeno extraído pelo HAC.03 de 60,85%, e menores ao DES.01 de 12,09%. A presença de colágeno foi confirmada a partir de diferentes técnicas analíticas. Os espectros de FTIR-ATR evidenciaram as bandas características da proteína, associadas às vibrações das amidas. A análise de DSC demonstrou o comportamento calorífico típico do colágeno, com temperaturas de desnaturação variando de 28,78 a 32,89 ºC A eletroforese, aplicada à amostra obtida por extração ácida, permitiu identificar o colágeno do tipo I , reforçando a caracterização estrutural do biopolímero obtido pelo FTIR, apresentando as bandas visíveis entre 120 kDa e 150 kDa correspondentes às cadeias α2 e α1 do colágeno tipo I, e bandas mais difusas acima de 200 kDa que correspondem às formas β (dímeros). A aplicação dos colágenos em sistemas microemulsionados apresentou-se com características relevantes, destacando-se a condutividade elétrica variando de 156,4 a 158,9 μS.cm-1 a 25 °C. O Potencial Zeta variou entre 12,49 mV para o HAC.02, que apresentou 28,80 nm de tamanho de partícula, e 16,49 mV com tamanho de partícula de 63,93 nm, evidenciando o potencial para veículo de fármacos e ativos cosméticos, sobretudo em função da boa estabilidade observada. Assim, a pele de tilápia mostrou-se uma fonte sustentável e promissora de colágeno, obtido por extração com ácidos e DES em alinhamento à economia circular.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3214434 - NATHALIA SARAIVA RIOS
Interno - 1346198 - EVERALDO SILVINO DOS SANTOS
Externo ao Programa - 3652554 - FRANCISCO CANINDE DE SOUSA JUNIOR - UFRNExterna ao Programa - 1415919 - KATHERINE CARRILHO DE OLIVEIRA DEUS - UFRNExterno à Instituição - WILLYAN ARAÚJO DA COSTA
Notícia cadastrada em: 05/12/2025 15:51
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa11-producao.info.ufrn.br.sigaa11-producao