HIDROGÉIS FUNCIONALIZADOS COM ANTIBIÓTICOS: AMOXICILINA, CEFALEXINA, DOXICICLINA E SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIMA PARA USO TÓPICO
Liberação controlada, Hidrogéis, Atividade antimicrobiana.
Os hidrogéis apresentam-se como um sistema de liberação controlada de antibióticos, possibilitando-se a redução de doses e resistência bacteriana, além da redução dos efeitos adversos sistêmicos. Assim, objetivou-se desenvolver e caracterizar biopolímeros à base de Álcool Polivínilico e quitosana, funcionalizados com antibióticos para liberação controlada. O hidrogel foi sintetizado misturando-se as soluções PVA (15%) e quitosana (2,5%), com posterior incorporação dos antibióticos em hidrogéis separados (amoxicilina, cefalexina, doxiciclina e sulfametoxazol + trimetoprima). Cada fármaco, na massa de 125 mg , foi diluído em 5 mL de água destilada e homogeneizado com 10 g hidrogel base por uma hora em agitador magnético, e depois em banho de ultrassom por 30 minutos. As amostras foram caracterizadas por FTIR, MEV, DRX e teste de intumescimento. Os hidrogéis então foram encaminhados para teste in vitro de atividade antimicrobiana, pelas técnicas de diluição em tubo e em placa, frente as bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Os testes de MEV comprovaram que a presença dos antibióticos contribuiu para formação de estruturas porosas. Isso pode ser explicado pela interação molecular, entre os grupos químicos do hidrogel e os antibióticos, com picos principais observados em 3292 cm-1, 2939 cm-1, 1720 cm-1, 1560 cm-1, 1375 cm-1 e 1080 m-1. Ademais, reforça-se pelo teste de DRX alterações no pico amorfo em 20º, que é explicado pela interação reticular por pontes de hidrogênios entre os componentes do hidrogel. No teste intumescimento (swelling) revelou-se que os hidrogéis absorveram de 166% a 514% a mais que seu peso inicial. O teste de atividade antimicrobiana apresentou-se efetiva, observando-se ausência de turbidez no teste em tubo e formação de halos, sendo para o S. aureus (Amoxicilina - 29 mm; Cefalexina – 32 mm) e para a E. Coli (Sulfa+tripetropin – 24 mm). Após avaliar todo o comportamento físico-químico e biológico do material, podemos concluir que foi possível desenvolver o biopolímero com eficiência e estabilidade contra bactérias.