Banca de DEFESA: JÚLIO CÉSAR DANTAS SILVA DE SENA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÚLIO CÉSAR DANTAS SILVA DE SENA
DATA : 02/10/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Banca virtual
TÍTULO:

A ARQUITETURA DO SIMULACRO: OS CASTELOS “MEDIEVAIS” NO INTERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE NO SÉCULO XX


PALAVRAS-CHAVES:

Simulacros; Castelos; Rio Grande do Norte; Autenticidade; Estética; Identidade


PÁGINAS: 175
RESUMO:

O trabalho tem como intuito avaliar criticamente o conceito dos simulacros aplicados aos três castelos do Sertão do Rio Grande do Norte construídos no século XX. A pesquisa parte de uma crítica a ideias como “autenticidade” e “verdade” arquitetônica, ao evidenciar como tais construções não se configuram como representações fiéis do medievo europeu, mas como expressões exógenas que operam no campo da simulação. Delimita-se como questão-problema: de que modo os castelos potiguares podem ser compreendidos como simulacros, à luz da teoria de Jean Baudrillard, e quais sentidos culturais, sociais e estéticos emergem desse fenômeno? Para isso, propõe-se, com base no conceito de simulacro de Jean Baudrillard, discutir a permanência do imaginário medieval na contemporaneidade principalmente por meio da arquitetura, com foco em três castelos do Sertão potiguar — Engady, Di Bivar e Zé dos Montes — como estudos de caso, após mapear cinquenta exemplares de “castelos” no Brasil, sistematizando sua distribuição espacial. O estudo também aborda, como pano de fundo, a literatura e a música, que podem ajudar a entender o conceito proposto. A metodologia interdisciplinar conflui na orbita da história da arquitetura, na semiótica, na antropologia e na sociologia, articula pesquisa bibliográfica e documental, análise do discurso e levantamento iconográfico, associando teoria crítica e observação empírica. A pesquisa se justifica na medida em que o Brasil não viveu historicamente a Idade Média, mas abriga uma produção arquitetônica marcada por sua estetização e recodificação, revelando tanto a força do imaginário quanto a hibridez cultural de nosso tempo. O estudo busca contribuir para o debate sobre autenticidade, estética e identidade, ao propor a leitura dos castelos potiguares não como falsificações do passado, mas como simulacros que instauram novas realidades simbólicas e culturais.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1720813 - GEORGE ALEXANDRE FERREIRA DANTAS
Interno - 1149450 - RUBENILSON BRASAO TEIXEIRA
Externo à Instituição - DAMIÃO ESDRAS ARAÚJO ARRAES
Notícia cadastrada em: 01/09/2026 09:46
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