EFEITOS DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR E METABÓLICO INTRADIALÍTICO CONVENCIONAL VERSUS ADAPTADO COM TREINO MUSCULAR INSPIRATÓRIO: ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO E RANDOMIZADO
Insuficiência Renal Crônica; Diálise Renal; Terapia por Exercício.
INTRODUÇÃO: A Doença Renal Crônica (DRC) é caracterizada como a incapacidade dos rins de filtrar o sangue e manter a homeostase do organismo. As pessoas diagnosticadas com esta patologia frequentemente apresentam múltiplos efeitos adversos em diversos sistemas orgânicos, destacando-se a redução da força muscular, condição frequentemente associada à degradação proteica e à consequente atrofia muscular generalizada. O exercício físico é essencial no tratamento desta população, podendo promover melhorias na qualidade de vida. O Treino Muscular Inspiratório (TMI), o qual tem mostrado eficácia no aumento da força muscular respiratória, tem se destacado como estratégia relevante para somar à reabilitação destes indivíduos OBJETIVO: Comparar um protocolo de reabilitação cardiovascular e metabólico intradialítico convencional com um protocolo convencional associado ao treino muscular inspiratório em pacientes com DRC submetidos a Hemodiálise. MÉTODOS: Ensaio clínico randomizado, controlado, cego para avaliador e estatístico. A população alvo foram indivíduos com diagnóstico de Doença Renal Crônica, que realizavam Hemodiálise no Centro de Nefrologia Santa Rita, na cidade de Santa Cruz-RN. Foram avaliadas as seguintes variáveis: perfil social, antropométrico e clínico; pressões respiratórias máximas, função respiratória; capacidade cardiorrespiratória, força muscular periférica e qualidade de vida. Os participantes foram randomizados em Grupo Controle (treino convencional) e Grupo Intervenção (convencional + TMI). A intervenção teve uma duração de 12 semanas. Foi utilizado o programa GraphPad Prism para análise estatística. Para as comparações intra e intergrupo foi aplicada a Anova Two Way. O valor de p<0,05 foi considerado como critério para significância estatística. RESULTADOS: Não houve diferença estatisticamente significativa nas pressões respiratórias máximas, assim como na função respiratória e na força de membros inferiores. Houve significância estatística na capacidade cardiorrespiratória, força de preensão palmar e em alguns domínios da qualidade de vida.