Banca de QUALIFICAÇÃO: TATIANA LIRA MARINHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TATIANA LIRA MARINHO
DATA : 01/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/btz-qsge-dfs
TÍTULO:

IMPACTO DA AVALIAÇÃO FÍSICA NA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO EM MULHERES COM DOR FEMOROPATELAR


PALAVRAS-CHAVES:

Dor Patelofemoral; Atividade Física; Cinesiofobia; Modificação de Comportamento


PÁGINAS: 30
RESUMO:

Introdução: A Dor Femoropatelar (DFP) é uma das disfunções mais prevalentes da articulação do joelho, afetando principalmente adolescentes e jovens adultos, com predisposição duas vezes maior em mulheres. Apesar da melhora da dor ser um objetivo principal, a cinesiofobia e a baixa atividade física persistem como barreiras significativas. Estudos prévios investigaram o impacto de avaliações físicas na mudança de hábitos de saúde, com resultados variados quanto à sustentabilidade das mudanças comportamentais a longo prazo. Objetivos: Analisar a influência da realização de uma avaliação física sobre o nível de dor, função, cinesiofobia e atividade física em mulheres com dor DFP. Metodologia: Este estudo utilizou um delineamento de coorte prospectivo, com acompanhamento longitudinal das participantes em dois momentos distintos: antes da avaliação física inicial e após um período de seis meses da avaliação. Os dados foram coletados inicialmente em laboratório na UFRN e a segunda etapa em ambiente virtual (Google Forms). A amostra foi composta por 29 mulheres adultas (18-40 anos) com diagnóstico de DFP. Os critérios de inclusão abrangiam dor no joelho há pelo menos três meses em atividades específicas e sinais clínicos de DFP. Foram utilizados o Questionário Internacional de Atividade Física – versão curta, a Escala de Dor Anterior do Joelho e a Escala Tampa de Cinesiofobia – versão de 11 itens. A análise estatística empregou testes t pareado ou Wilcoxon para comparações de linha de base e 6 meses, e ANOVA unidirecional com correção de Bonferroni ou ANOVA de Welch para comparar perfis de atividade física. Resultados: Das 48 mulheres inicialmente avaliadas, 29 participaram da avaliação de seguimento seis meses após a primeira avaliação. A amostra foi caracterizada por jovens adultas com IMC normal (idade média de 31,55 ± 5,82 anos). Observou-se uma melhora significativa no AKPS após 6 meses (p=0,009), indicando redução da dor e melhora funcional. No entanto, não houve mudanças significativas no nível de atividade física ou cinesiofobia (p > 0,05). Não foram encontradas mudanças significativas no AKPS ou cinesiofobia entre os diferentes perfis de alteração da atividade física. Discussão: A melhora significativa no AKPS, embora estatisticamente significante pode ser atribuída ao curso natural flutuante da DFP, que pode apresentar resolução espontânea ou melhora gradual ao longo do tempo, mesmo sem intervenções intensivas. A ausência de alterações significativas na atividade física e cinesiofobia, mesmo com o feedback individualizado, sugere que a informação por si só é insuficiente para catalisar mudanças comportamentais duradouras. Este achado corrobora o conceito da lacuna intenção-comportamento, onde a intenção de ser mais ativo não se traduz em ação concreta devido a barreiras e à falta de suporte objetivo para o gerenciamento de metas. A persistência da cinesiofobia, como medo do movimento e receio de relesão, surge como uma importante barreira psicossocial à adesão à atividade física. Conclusão: A avaliação física em saúde com feedback detalhado demonstrou ser associada a uma melhora significativa na dor e função em mulheres com DFP. Contudo, a mera provisão de informações e feedback pode ser insuficiente para superar barreiras como a cinesiofobia e para efetivar a transição da intenção para a ação na adoção de um estilo de vida mais ativo.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2413545 - LEONIDAS DE OLIVEIRA NETO
Interno - 2316237 - RODRIGO SCATTONE DA SILVA
Externo ao Programa - 1989744 - HASSAN MOHAMED ELSANGEDY - UFRN
Notícia cadastrada em: 12/06/2025 14:20
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