Dissertações/Teses

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2018
Dissertações
1
  • FRANCISCA FERNANDA DA SILVA ROBERTO
  • Avaliação de ovinos naturalmente infectados por nematoides gastrintestinais sob pastejo intermitente em cultivares de Brachiaria brizantha

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 22/02/2018
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  • Objetivou-se avaliar a resposta de ovinos naturalmente infectados por nematoides gastrintestinais sob regime de pastejo com lotação intermitente em diferentes cultivares de Brachiaria brizantha. O experimento foi realizado na área experimental do Grupo de Estudos em Forragicultura, localizado no Campus de Macaíba da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O período experimental foi de 31/03/17 a 31/08/2017, que correspondeu a dois ciclos de pastejo. Os animais foram mantidos em sistema semi-intensivo com pastejo intermitente e suplementados. Foram utilizados 48 ovinos, sem padrão racial definido, com peso médio inicial de 19,04 kg ±0,96, distribuídos aleatoriamente em quatro piquetes compostos pelas cultivares Marandu, Xaraés, Piatã e Paiaguás. O delineamento foi o de blocos ao acaso com 12 repetições nos animais e dois blocos das cultivares. As variáveis fenotípicas avaliadas semanalmente foram, contagem de ovos por grama de fezes (OPG), coprocultura, volume globular (VG), FAMACHA©, pesagem e escore de condição corporal (ECC). A recuperação de larvas infectantes na pastagem e no solo, foram de acordo com a troca dos animais nos piquetes de pré e pós pastejo. As cultivares de B. brizantha avaliadas influenciaram a carga parasitária dos animais, que foram mistas e maciças com valores acima de 600 ovos/g independente da cultivar pastejada, havendo diferença significativa nesses valores entre as cultivares, variando de 635,71 (Xaraés) a 1422,2 (Marandu). Entre os ciclos de pastejo houve diferença no OPG dos animais mantidos na cultivar Marandu (999,1 e 1422,2), sendo maior em relação às demais. Na coprocultura foram encontrados os seguintes gêneros: Haemonchus sp., Trichostrongylus sp., Strongyloides sp., e Oesophagostomum sp. O Haemonchus sp. foi o gênero de maior prevalência (acima de 80%) nos animais de todas as cultivares e ciclos de pastejo. No primeiro ciclo de pastejo houve diferença no VG dos animais mantidos nas cultivares Piatã (25,96%) e Xaraés (22,51%), sendo que os mantidos nas demais cultivares apresentaram valores intermediários. Quanto ao FAMACHA, os animais permaneceram com maior frequência nos graus 1, 2 e 3, em ordem de importância no ciclo 1, porém no ciclo 2, a concentração com mais de 50% dos indivíduos foi no grau 1. Quanto ao peso dos animais, o grupo mantido na cultivar Xaraés diferiu das demais (P<0,05), com menores médias, nos dois ciclos (21,79 e 26,91 Kg). O ECC dos animais se concentrou em 3 no primeiro ciclo de pastejo e entre 3, 3,5 e 4 no segundo ciclo. As cultivares Marandu e Paiaguás apresentaram as maiores médias de larvas no pasto. A concentração de larvas foi encontrada no pré pastejo e na porção inferior. O primeiro ciclo de pastejo obteve maior contagem de larvas. Foi possível recuperar larvas de estágio de vida livre e infectante dos gêneros Haemonchus, Trichostrongylus e Strongyloides. Nas amostras do solo de todas as cultivares foi possível recuperar larvas de estágio de vida livre e infectante dos gêneros Haemonchus e Trichostrongylus. A área da cv. Marandu apresentou maiores médias de larvas de estágio de vida livre (5,37) e Haemonchus (0,53). No primeiro ciclo de pastejo houve maior contagem de nematoides nas amostras de solo quando comparado com o segundo, com exceção da cv. Marandu. Pode-se concluir que as cultivares B. Brizantha promovem condições distintas para o desenvolvimento e sobrevivência das fases de vida livre dos nematoides gastrintestinais de acordo com as características morfológicas. As cultivares Piatã e Xaraés promovem menores cargas parasitárias no ambiente e nos animais, porém a Marandu e a Paiaguás, proporcionam melhores condições nutricionais aos animais não havendo comprometimento das variáveis fenotípicas pela maior carga parasitária. As cultivares de Brachiaria brizantha Piatã, Xaraés, Marandu e Paiaguás podem ser recomendadas para sistemas de produção de ovinos em pasto.

2
  • JOEDERSON LUIZ SANTOS DANTAS
  • FONTES PROTEICAS ALTERNATIVAS NA ALIMENTAÇÃO DE OVINOS EM CONFINAMENTO

  • Orientador : MARCONE GERALDO COSTA
  • Data: 23/02/2018
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  •  Objetivou-se avaliar o consumo, desempenho e o rendimento de carcaça de ovinos alimentados com fontes proteicas alternativas. Foram utilizados 32 ovinos SRPD (sem padrão racial definido) com peso médio inicial de 22,34 ± 2,05 kg e idade média inicial de 4 meses, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos e oito repetições. Os animais foram alojados em baias individuais para acompanhamento de ganho de peso, determinação do consumo e da digestibilidade aparente da matéria seca e dos nutrientes. O feno de capim-massai e a palma forrageira foram base das dietas experimentais, que diferiram em relação às fontes proteicas: farelo de soja, torta de babaçú, torta de coco e torta de algodão. Ao atingirem aproximadamente 35 kg de PV os animais foram abatidos a fim de avaliar os rendimentos de carcaça. Observou-se efeito (P<0,05) dos tratamentos sobre os consumos de matéria seca (CMS), matéria orgânica (CMO), proteína bruta (CPB), carboidratos não fibrosos (CCNF), fibra em detergente neutro (CFDN) e extrato étereo (CEE). Os animais alimentados com farelo de soja apresentaram os maiores consumo de matéria seca (1,27 kg/dia), matéria orgânica (1,16 kg/dia), proteína bruta (0,142 kg/dia), e carboidratos não fibrosos (0,640 kg/dia). O maior CFDN e CEE foram dos animais alimentados com torta de algodão (0,440 kg/dia) e torta de coco (0,061 kg/dia), respectivamente. Houve efeito (P<0,05) para o GMD com maiores médias para os animais que foram alimentados com torta de algodão. A variável conteúdo do trato gastrintestinal sofreu efeito (P<0,05) das fontes proteicas alternativas. As tortas de algodão e torta de babaçu podem ser utilizadas como alternativas ao farelo de soja em dietas para ovinos em confinamento. Devido ao menor desempenho dos animais alimentados com torta de coco, seu uso deve ser condicionado ao valor econômico e disponibilidade como fonte de proteína.

3
  • JOADILZA DA SILVA BEZERRA
  • QUALIDADE DO LEITE EM TANQUES E INFLUÊNCIA DA CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS NAS CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DO LEITE PASTEURIZADO E QUEIJO COALHO

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 28/02/2018
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  • A contagem de células somáticas (CCS) aumentada no leite acarreta mudanças nos componentes, pelo incremento na atividade proteolítica e lipolítica do leite, influenciando diretamente no rendimento, qualidade sensorial e vida de prateleira dos derivados lácteos. Diante disso, esta pesquisa teve como principal objetivo avaliar o efeito da contagem de células somáticas sobre a qualidade do leite cru baseado nos parâmetros de composição físico-química, e características sensoriais do leite e derivados. A pesquisa foi desenvolvida na Associação de Pequenos Agropecuaristas do Sertão de Angicos (APASA), no município de Angicos. Foram coletadas amostras de leite cru de 21 tanques de expansão, durante os meses de outubro de 2016 a maio de 2017. Durante as coletas registraram-se as informações referentes ao tipo de ordenha e foi feito o monitoramento da temperatura e tempo de armazenagem do leite nos tanques. As amostras foram coletadas em frascos apropriados, conservadas refrigeradas (4 a 7°C), e, em seguida, enviadas a um laboratório credenciado à Rede Brasileira de Controle de Qualidade do Leite para análise de composição, contagem de células somáticas e contagem bacteriana total. Para relacionar os níveis de CCS com a composição química, foi feito um escalonamento da CCS nos valores de CCS originando três categorias: Baixa CCS - CCS < 200.000 céls/ml; Média CCS - 201 <CCS< 400 mil; Alta CCS - Alta CCS: CCS>400 mil. A matéria-prima para fabricação dos derivados foi selecionada com base nos valores médios de CCS obtidos do leite cru oriundo dos tanques, obtendo-se duas categorias: Baixa CCS – inferior a 100.000 céls/mL; alta CCS entre 400.000 e 500.000 céls/mL. As categorias selecionadas foram submetidas à pasteurização e, posteriormente, fabricado o queijo coalho. A análise sensorial foi realizada no leite pasteurizado e no queijo coalho, ambos com dois níveis de CCS, sendo executada por 100 julgadores não treinados, utilizando-se a escala triangular, escala hedônica e teste de intenção de consumo. Os dados foram submetidos ao método estatístico de análise descritiva, para obtenção de média, desvio-padrão e coeficiente de variação. Em relação ao tipo de ordenha, a contagem bacteriana total foi menor para o leite obtido através de ordenha mecânica. As condições de armazenagem demonstraram que a temperatura teve mais variação nos tanques individuais e observou-se correlação positiva entre o tempo de armazenagem e a CBT do leite. Os parâmetros físico-químicos estavam de acordo com a legislação vigente, porém a maior parte dos valores de CCS e CBT apresentou-se acima do preconizado estabelecido pela IN 7 (BRASIL, 2016). Na análise sensorial, o leite pasteurizado e o queijo coalho elaborados a partir de leite com baixa CCS apresentaram maior aceitação sensorial.

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  • NATÁLIA ROCHA SILVA
  • ENRIQUECIMENTO DA CARNE SUÍNA COM BLENDS DE ÓLEOS: ESTUDO DOS PARÂMETROS SANGUÍNEOS, PERFIL DOS ÁCIDOS GRAXOS E ÍNDICE TROMBOGÊNICO E ATEROGÊNICOS

  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 08/03/2018
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  • Objetivou-se avaliar os efeitos da inclusão de diferentes Blends de óleos vegetais em dietas para suínos em relação ao estudo dos parâmetros sanguíneos, perfil dos ácidos graxos e índices trombogênicos e aterogênicos, visando melhorias na qualidade da carne. Foram utilizados 24 suínos machos castrados, com peso inicial de 72,0 ± 3,4 Kg/PV em delineamento em blocos casualizados contendo quatro tratamentos e seis repetições. Os tratamentos consistiram de: Óleo de soja - 100%; e da combinação dos diferentes óleos formando: Blend 1- (50% óleo de soja, 25% óleo de linhaça, 12,5% óleo de oliva e 12,5% óleo de canola); Blend 2- (25% de óleo de soja, 50% de óleo de linhaça, 12,5% oliva e 12,5 % canola); e Blend 3- (25% de óleo de soja, 12,5% óleo de linhaça, 12,5% óleo de oliva e 50% óleo de canola). Foram avaliados o perfil de ácidos graxos e os índices de trombogenicidade e aterogenicidade nos cortes: lombo, toucinho, pernil, paleta, copa e barriga. O perfil de ácidos graxos saturados, insaturados bem como os índices de trombogenicidade e aterogenicidade foram melhores com a utilização do Blend 3.

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  • ADALGISA PAULA DE OLIVEIRA MARTINS
  • FATORES QUE INFLUENCIAM O CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS E FUNCIONAIS

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 20/04/2018
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  • O objetivo deste trabalho foi investigar relação entre gênero e comportamento dos consumidores de alimentos orgânicos enriquecidos com propriedades funcionais e os fatores que influenciam o consumo desses alimentos. Foi realizada aplicação de questionário abrigado na plataforma Google Formulários® (docs.google.com/forms/e foram coletados 1230 respondentes de todos os estados brasileiros através de redes sociais (WhatsApp® e Facebook®), durante os meses de fevereiro e março de 2017. Os resultados estão apresentados em forma de dois artigos.  Sobre o conceito sustentável e ecológico, as mulheres exibiram diferença estatística concordando em maior número relação aos homens. Com relação às principais causas limitantes de consumo, observa-se diferença estatística na baixa variedade e para qualidade inferior onde os homens apresentaram maior grau de concordância. O fato dos alimentos orgânicos serem mais nutritivos foi o principal motivo de consumo, onde as mulheres se sobressaíram. Em relação aos locais de aquisição, houve diferença estatística na opção “lojas de produtos naturais”, onde as mulheres concordam em maior número. Os alimentos orgânicos mais consumidos foram produtos apícolas e ovos orgânicos, onde as mulheres apresentaram médias superiores e com relação aos alimentos funcionais mais consumido, houve diferença estatística para todas as variáveis, exceto para lácteos probióticos, com maiores médias para as mulheres. No segundo artigo, os resultados mostram que houve diferença estatística para a variável interesse em consumir alimentos orgânicos funcionais, onde as mulheres demonstraram “interessadas” enquanto os homens declararam “indiferença”. Indivíduos com idade de 31 a 40 e de 51 a 60 anos estão dispostos a pagar mais e consomem com mais frequência, juntamente com os idosos. Enquanto menores de 30 anos consomem menos. Com relação ao grau de confiança, pessoas que possuem até o nível fundamental apresentaram maiores médias em relação aos indivíduos com ensino médio incompleto que demonstraram confiar pouco ou indiferença. Indivíduos com renda mensal superior a 3142,68 dólares se destacaram por exibirem interesse em pagar mais por um queijo orgânico funcional em relação aos com renda inferior à 571,95 dólares. Com relação à frequência de consumo, houve diferença estatística entre as regiões Norte e Sul, onde os respondentes da região Sul demonstraram consumir com maior frequência. Já residentes das capitais e interiores apresentaram comportamentos semelhantes para todas as variáveis. De maneira geral, as mulheres se destacam em relação aos homens no interesse em consumir alimentos com apelo de saudáveis e nutritivos e os jovens com idade inferior a 30 anos, viúvos e pessoas com rendas acima de 2000,00 dólares se destacam como os que mais consomem residentes do Norte do Brasil e pessoas com renda abaixo de 571,95 dólares são os que menos consomem.



6
  • ISIDRO ARGENTINA CHEMANE
  • VINAGRE PIROLENHOSO DE Eucalyptus sp. COMO ALTERNATIVA ANTIMICROBIANA NA DIETA DE FRANGOS DE CORTE

  • Orientador : ELISANIE NEIVA MAGALHAES TEIXEIRA
  • Data: 24/09/2018
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  • O Brasil é o segundo maior produtor mundial de carne avícola desde 2015, com uma produção anual de 12 milhões de toneladas e, o primeiro maior exportador mundial, exportando para 155 países. Parte significativa dessa produção é assegurada pelo uso de antibióticos promotores de crescimento (APC), banidos nos principais mercados mundiais, por promoverem a resistência bacteriana e o seu efeito residual. Fenômenos estes que se presume que estejam na origem do surgimento de bactérias super- resistentes, que anulam os efeitos de fármacos usados na medicina humana, constituindo assim, uma grave ameaça à saúde pública. Esta realidade tem estimulado a busca por APCs alternativos aos antibióticos, sendo o objetivo deste estudo avaliar o efeito dos diferentes níveis de utilização do vinagre de madeira (VM) como promotor de crescimento alternativo ao uso do antibiótico convencional (enramicina). Para tal foram utilizados 504 frangos de corte de linhagem Cobb 500 com um dia de idade, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado, em sete tratamentos (0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5% de EP e o 115 ppm de enramicina), com seis repetições e 12 aves por parcela. Foram avaliadas as variáveis: ganho de peso, peso final, consumo da ração e conversão alimentar nas fases de 1-7; 8-21 e 22-42 dias de idade. As aves foram abatidas aos 21 e 42 dias de idade para avaliar os pesos da carcaça, peito, sobrecoxa, coxa, intestino, coraçaõ, comprimento do intestino, rendimento da carcaça e das partes, o peso do fígado e a deposição de lipídeos no fígado. Os efeitos dos níveis do EP foram estimados por meio de modelos de regressão linear e quadrática e análises de contrastes ortogonais. Na fase 1-7 dias não houve efeito no peso vivo, ganho de peso e no consumo da ração; entretanto, houve efeito linear crescente na conversão alimentar (P< 0,05). Nas fases 8-21, 22-42 dias de idade não houve efeito do vinagre de madeira; na análise das vísceras, pesos de cortes e rendimento da carcaça e das partes dos animais abatidos aos 21 dias de idade, em nenhuma das variáveis investigadas apresentaram diferença (P>0,05) entre os tratamentos avaliados. Houve efeito linear (P< 0,05) do peso vivo dos animais abatidos aos 42 dias de idade; entretanto, não houve efeito (P> 0,05) nas demais variáveis avaliadas nessa fase. Em relação a altura e profundidade da cripta das vilosidades nos três segmentos dos animais abatidos aos 21 e 42 dias de idade, não foram observados diferenças (P>0,05) entre os tratamentos. Diante dos resultados observados, conclui-se que o vinagre de madeira não apresenta efeito como promotor de crescimento em ambiente sem desafio sanitário, assim como o uso de antibiótico.

2017
Dissertações
1
  • NATHÁLIA RAFAELA FIDELIS CAMPOS
  • Suplementação alimentar de matrizes em pasto diferido: desempenho de ovelhas e cordeiros até o desmame

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 20/02/2017
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  • Objetivou-se avaliar a influência da suplementação alimentar de ovelhas mantidas em pasto diferido durante o terço final de gestação e a fase de lactação e sobre o desempenho e características biométricas dos cordeiros do nascimento ao desmame. O experimento foi conduzido na área experimental do Grupo de Estudos em Forragicultura (GEFOR), localizado no Campus Macaíba da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, no período de 30 de dezembro de 2015 a 19 de junho de 2016. Foram utilizados 61 cordeiros, sem padrão racial definido, oriundos de 55 matrizes, sem padrão racial definido, com média de 120 dias de gestação no início do experimento. As matrizes foram distribuídas de forma aleatória em três tratamentos (suplementação com mistura múltipla, suplementação concentrada a 0,4% e 0,8% do peso vivo). As matrizes permaneceram em pasto diferido de Brachiaria brizantha cv. Marandu em período diurno, sendo recolhidas a baias coletivas onde ocorreu a oferta dos suplementos. Foram realizadas coletas de leite das matrizes para análises dos seus constituintes e células somáticas. As amostras coletadas foram do colostro e aos 7, 14, 21 e 28 dias após o parto. O desempenho das crias foi avaliado a partir do peso ao nascer, com pesagens semanais até a idade de 90 dias (idade de desmame). Dessa forma, foi possível acompanhar o ganho médio diário (GMD) e o ganho total (GT). A coleta das medidas biométricas foram iniciadas aos 30 dias de idade e de forma quinzenal até atingir os 90 dias de idade de cada cria. Houve efeito (P<0,05) da suplementação alimentar da matriz, do sexo da cria, do tipo de parto e da raça do reprodutor sobre o peso vivo da cria, ao nascimento, aos 30, 60 e 90 dias de idade. Para as medidas biométricas o efeito foi significativo (P<0,05) apenas para a suplementação alimentar da matriz e o tipo do parto. Não houve efeito (P>0,05) da suplementação alimentar da matriz para a composição e qualidade do leite das ovelhas. A utilização de pasto diferido associado à suplementação concentrada em níveis de 0,4% ou 0,8% para matrizes em gestação e lactação, promove melhor desempenho produtivo e reprodutivo para esses animais, melhor desenvolvimento dos cordeiros do nascimento ao desmame, com ganhos de peso que possibilitam peso vivo acima de 18 kg no desmame, além de melhores medidas biométricas, que asseguram carcaças com melhor conformação.

2
  • CLAUDIANA DA SILVA SOUZA
  • Adição de blends de óleos vegetais na dieta de suínos em terminação


  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 24/02/2017
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  • Objetivou-se avaliar a adição de diferentes Blends de óleos vegetais em rações para suínos em terminação. Foram utilizados 24 suínos machos castrados, com peso médio inicial de 66 ± 5.4 Kg/PV em delineamento em blocos casualizados contendo quatro tratamentos e seis repetições. Os tratamentos consistiram de: Ração controle - 100 % de óleo de soja; e da combinação dos diferentes óleos formando: Blend 1- (50 % óleo de soja, 25 % óleo de linhaça, 12.5 % óleo de oliva e 12.5 % óleo de canola); Blend 2- (25 % de óleo de soja, 50 % de óleo de linhaça, 12.5 % oliva e 12.5 % canola); e Blend 3- (25 % de óleo de soja, 12.5 % óleo de linhaça, 12.5 % óleo de oliva e 50 % óleo de canola). Foram avaliados o desempenho, os parâmetros quantitativos e qualitativos da carcaça, o perfil de ácidos graxos e a viabilidade econômica das dietas. O uso dos Blends, nas dietas não influenciou o desempenho nem a qualidade da carcaça, mas aumentou o marmoreio, e o rendimento de carcaça. O perfil de ácidos graxos do lombo apresentou maiores quantidades de ácido esteárico no Blend 3 e maior percentual de ácidos graxos insaturados nos animais do Blend 1, o tecido adiposo apresentou maior quantidade de ácido mirístico no Blend 1 e ácido oleico no Blend 3. A ração controle foi a mais econômica. Os Blends não ofereceram prejuízo no desempenho e características de carcaça e melhorou o perfil de ácidos graxos da carne. 

3
  • ANA LUIZA GUERREIRO
  • Palma forrageira Miúda e Orelha de Elefante Mexicana em dietas para ovinos confinados

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 26/04/2017
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  • Objetivou-se avaliar o consumo e digestibilidade aparente da matéria seca e nutrientes, o comportamento ingestivo e o desempenho de ovinos de dois grupamentos genéticos (Soinga e mestiços) alimentados com genótipos de palma forrageira resistentes à cochonilla do carmin (Miúda e Orelha de Elefante Mexicana). Foram utilizados 28 ovinos, sendo 14 Soingas e 14 mestiços com peso médio inicial de 17,9 kg ± 1,58 kg, distribuídos aleatoriamente em delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2x2. Os animais permaneceram confinados por 102 dias, sendo os 30 primeiros para adaptação dos animais às instalações e manejo experimental, os 72 dias restantes destinados à coleta de dados. A ingestão de MS, MO, MOD, PB, FDN, EE, CNF e NDT em kg/dia não foi afetada pelas dietas experimentais (1,009; 0,910; 0,686; 0,139; 0,298; 0,030; 0,557 e 0,732, respectivamente). O consumo de matéria seca e nutrientes e a conversão alimentar não foram diferentes entre os grupamentos genéticos (p>0,05). No entanto, houve interação siginificativa entre espécies de palma e grupamentos genéticos para o consumo de fibra em detergente neutro. Os coeficientes da digestibilidade da MS, MO, PB, EE e CNF foram maiores quando os animais consumiam a palma Orelha de Elefante Mexicana (p<0,05), não houve interação entre as espécies de palma e os grupamentos genéticos estudados para a digestibilidade aparente dos nutrientes. Houve interação entre as espécies de palma e os grupamentos genéticos para as variáveis comportamentais tempo de ócio e tempo de alimentação.  Não foram verificados efeitos das palmas, grupamentos genéticos e interação entre ambos para o ganho de peso médio diário, que apresentou média de 0,132 kg/dia, sendo 0,118 kg/dia para os ovinos Soinga consumindo palma miúda e para os mestiços 0,150 kg/dia. Para os animais que consumiram a palma Orelha de Elefante Mexicana os ganhos médios foram de 0,128 kg/dia para os Soingas e 0,135 kg/dia para os mestiços. Os grupamentos genéticos Soinga e mestiço apresentaram desempenho semelhante quando alimentados com as diferentes espécies de palma, todavia, diante dos resultados verificados para a digestibilidade, recomenda-se a utilização da palma Orelha de Elefante Mexicana na dieta de ovinos confinados.

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  • ALINE GUEDES VERAS
  • DESEMPENHO E PERFIL LIPÍDICO DA CARNE DE CODORNAS EUROPEIAS COM RAÇÕES ENRIQUECIDAS COM ÓLEO DE CANOLA E COCO

  • Orientador : ELISANIE NEIVA MAGALHAES TEIXEIRA
  • Data: 10/07/2017
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  • A coturnicultura brasileira se destaca de forma crescente nos aspectos de criação e da nutrição, passando de uma atividade familiar a uma atividade de exploração em escala comercial. Este crescente aumento do interesse pela coturnicultura é percebido devido ao crescimento de estudos acadêmicos sobre o melhoramento genético, nutrição, manejo, equipamentos voltados para este tipo de criação, associada a visitas técnicas levando ao produtor informações precisas para o melhor manejo a ser empregado, desenvolvendo assim, toda a cadeia produtiva. Desta forma pesquisas sugerem que a adição de óleo vegetal nas rações pode melhorar o desempenho e a qualidade da carne, pois a disponibilidade de ácidos graxos favorece a obtenção de produtos com perfil nutricional diferenciado principalmente em relação ao perfil dos ácidos graxos. Os ácidos graxos essenciais não são sintetizados pelo organismo animal, mas são essenciais à sua saúde, no entanto devem ser fornecidos via dieta, esses são representados pelos ácidos graxos das famílias ômega-3 (ácido α-linolênico) e ômega-6 (ácido linoleico) sendo este último atuação sobre as funções enzimáticas, a fluidez e sobre os receptores das membranas celulares dos animais. Para consolida essa hipótese, objetivou-se com a pesquisa avaliar a utilização do óleo de canola e o óleo de coco na alimentação de codornas europeias sobre o desempenho e perfil lipídico e a sua viabilidade econômica. O experimento foi desenvolvido no Setor de Avicultura da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias/EAJ/UFRN, Macaíba – RN, foram utilizadas 192 codornas europeias (Coturnix coturnix coturnix) de sexo misto com 8 dias de idade distribuída em delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e seis repetições com oito aves cada. Os tratamentos consistiam de quatro rações com adição de óleos vegetais, sendo 1% (dieta 1) e 2% (dieta 2) óleo de canola, 1% (dieta 3) e 2% (dieta 4) óleo de coco. As codornas receberam rações isocalóricas e isoproteícas. Avaliou-se o peso vivo (g/ave/dia), ganho de peso (g/ave), consumo de ração (g/ave) e a conversão alimentar (g/g-1), rendimento e a composição de ácidos graxos na carne de codornas, além da viabilidade econômica da utilização do óleo de canola e coco nas rações por meio da margem bruta relativa das dietas. Não houve efeito significativo sobre o peso vivo, consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar. Em relação ao rendimento houve efeito sobre o peso da ave em jejum e o peso do fígado. O custo operacional efetivo e a receita bruta apresentou-se efeito significativo.

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  • EMMANUEL LIEVIO DE LIMA VERAS
  • Morfogênese e acúmulo de biomassa de diferentes cultivares de Brachiaria no Nordeste brasileiro

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 26/07/2017
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  • Objetivou-se avaliar as características morfogênicas de diferentes cultivares forrageiras nas condições edafoclimáticas do Nordeste brasileiro. O experimento foi conduzido na área experimental do Grupo de Estudos em Forragicultura (GEFOR), situado na Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias-UFRN, Macaíba/RN, com duração de 356 dias, de abril de 2016 a abril de 2017. As forrageiras avaliadas foram das espécies de Brachiaria brizantha (cultivares Marandú, Paiaguás, Piatã e Xaraés) e Brachiaria decumbens (cultivar Basilisk). A área experimental foi de 750 m2, com 20 parcelas divididas em quatro blocos. A dimensão de cada parcela foi de 2,0 m X 2,0 m = 4,0m2. As variáveis analisadas foram: massa de forragem e componentes morfológicos (lâmina foliar, colmo e material morto), taxa de acúmulo, relação folha:colmo e vivo:morto, comprimento final da folha, filocrono, duração de vida da folha, taxa de aparecimento de folhas, taxa de alongamento de folhas, taxa de senescência, taxa de alongamento de colmos, número de folhas vivas, classificação e características de perfilhos individuais, altura do dossel, interceptação de luz e índice de área foliar. Não houve interação cultivar x corte para a massa de forragem total (MFT) (P=0,7857), entretanto, foram observadas diferenças entre cultivares (P=0312), sendo observada a maior MFT na cultivar Xaraés e a menor no Paiaguás. A maior produção de lâminas foliares foi registrada para o capim-xaraés (P=0,0000), e colmo no capim-basilisk (P=0,0000). O paiaguás registrou maior proporção de material morto (P=0,0012). Houve efeito sazonal para avaliação das características morfogênicas, os menores filocronos e números de folhas vivas foram registrados na época das águas, esse período registrou menor duração de vida da folha, maiores taxas de aparecimento e alongamento de folhas. Para as características de perfilhos individuais foi observado efeito de cultivar (P=0,0000), o capim-xaraés apresentou maior comprimento do perfilho no período da seca e das águas, e interação cultivar x corte (P=0,0151) para o peso seco dos perfilhos com o maior peso registrado no cultivar Xaraés. Para a densidade populacional de perfilhos foi verificado efeito de cultivar (P=0,0224), o capim-basilisk apresentou a maior população de perfilho. Houve grande similaridade nas respostas morfogênicas e estruturais entre as forrageiras avaliadas, o Basilik e o Xaraés mostraram melhores respostas produtivas quando comparadas as demais. 

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  • CLARA VIVIANE SILVA DA COSTA
  • SUBSTITUIÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO DA RACTOPAMINA POR ÓLEO DE CÁRTAMO E COCO EM DIETAS PARA SUÍNOS EM TERMINAÇÃO

  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 28/07/2017
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  • Objetivou-se avaliar à substituição da suplementação da ractopamina pelo uso dos óleos de cártamo e coco na dieta de suínos em terminação. Foram utilizados 24 suínos machos castrados mestiços com peso médio de 78,00 ± 8,76 kg, distribuídos em delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos e seis repetições. Os tratamentos constituíram de T1 – Ração Basal (RB); T2 – RB + 10 ppm de ractopamina; T3 – RB + 4g de óleo de coco e T4 – RB + 4g de óleo de cártamo. Avaliou-se os parâmetros de desempenho, peso dos órgãos, características de carcaça, qualidade da carne e perfil de ácidos graxos por cromatografia gasosa. Os animais alimentados com ractopamina e o óleo de cártamo apresentaram melhor conversão alimentar. O maior ganho de peso foi observado (p ≤ 0,05) nos animais suplementados com o óleo de coco e a ractopamina. Em relação ao peso dos órgãos, observou-se redução (p ≤ 0,05) no peso do estômago dos animais suplementados com o óleo de coco. Constatou-se redução significativa (p ≤ 0,05) na espessura de toucinho no ponto 3 dos animais suplementados com óleo de cártamo e para área de olho de lombo houve efeito significativo (p ≤ 0,05) nos alimentados com ractopamina. Os demais parâmetros de carcaça não foram observados (p > 0,05) diferença entre os tratamentos utilizados. Nas avaliações do perfil de ácidos graxos, observou-se maior concentração (p ≤ 0,05) de C12:0 e C14:0 no tecido adiposo dos suínos suplementados com óleo de coco. No músculo Longissimus dorsi houve o enriquecimento com ω-9, redução do C18:1n9t nos animais suplementados com óleo cártamo e elevação de C16:1 nos suplementados com óleo de coco. Recomenda-se a utilização do óleo de cártamo em substituição a ractopamina, por apresentar melhor conversão alimentar, reduzir a espessura de toucinho e promover o enriquecimento da carne com ω-9.

7
  • IASMIM SANTOS MANGABEIRA E SILVA
  • TRANSCRIPTOMA DO ABOMASO DE OVINOS E POSSÍVEIS MECANISMOS DE RESPOSTA A Haemonchus contortus

  • Orientador : LILIAN GIOTTO ZAROS DE MEDEIROS
  • Data: 31/07/2017
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  • A presença de nematoides gastrintestinais em sistemas de produção de ovinos é um dos principais problemas sanitários enfrentados pelos produtores em todo o mundo, gerando perdas econômicas. O objetivo desta pesquisa foi compreender os mecanismos moleculares subjacentes à resistência do hospedeiro. Comparamos o transcriptoma da mucosa do abomaso de 17 ovinos mestiços ½ Santa Inês e ½ Dorper, previamente classificados como infectados (resistentes e suscetíveis) e não infectados, distribuídos em dois sistemas de alimentação (ad libitum e alimentação restrita) em resposta a infecção por Haemonchus sp. utilizando a tecnologia RNA-Seq. A preparação das bibliotecas, o sequenciamento do genoma e a análise de dados foram realizadas no Laboratório de Biotecnologia Animal - ESALQ, Piracicaba, Brasil. A média de sequências por amostra antes e depois da filtragem foi de 12.522.573 milhões e 9.626.457 milhões, respectivamente, ea média da taxa de mapeamento das leituras filtradas contra o genoma de referência do ovinoOar_v4.0 foi de 79,66%. Um total de 421, 1123, 13, 36 e 881 genes foram classificados como diferencialmente expressos nos testes 1, 2, 3, 4 e 5, respectivamente. A análise de enriquecimento funcional mostrou que termos como sinalização, resposta imune, sistema de complemento, ciclo celular, matriz extracelular e citocinas foram significativamente enriquecidos (Benjamini <0,05). Nossos achados sugerem que além dos genes que participam diretamente do sistema imunológico, genes que participam de outras vias biológicas como o metabolismo do ácido araquidônico, via de sinalização e sistema de complemento, por exemplo, são essenciais na resposta do hospedeiro ao Haemonchus contortus, gerando, assim, uma maior resistência aos animais. Além disso, a alimentação não apresentou um efeito significativo no perfil de expressão gênica dos animais infectados e não infectados, mostrando que a maior diferença entre a expressão dos genes foi devido à infecção por H. contortus.

8
  • MARIA IZABEL BATISTA PEREIRA
  • Avaliação do cultivo mixotrófico da spirulina platensis utilizando soro de queijo mozzarella de búfala como fonte de carbono orgânico

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 18/08/2017
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  • O soro de queijo bubalino, um resíduo rico em carbono gerado por indústrias laticinistas, podem causar poluição ambiental, caso não sejam tratados de forma correta ou descartado erroneamente em cursos d’água. Resíduos agroindustriais ricos em nutrientes têm sido estudados como alternativa promisssora para viabilização dos custos de produção de microalgas. Objetivou-se avaliar os efeitos da utilização do soro de queijo bubalino como meio alternativo para cultivo da microalga Spirulina platensis. O delineamento experimental foi distribuído em quatro tratamentos e três repetições, sendo os tratamentos constituídos por diferentes percentuais de solução Zarrouk e soro bubalino. O tratamento controle constituiu-se apenas de solução Zarrouk. Ao atingirem a fase estacionária, os cultivos foram colhidos, lavados e filtrados para retirada de sais e em seguida liofilizados para posteriores análises químico-bromatológicas e físico-químicas. Foram avaliados crescimento, produção de biomassa, compostos bioativos e perfil lipídico da biomassa. As curvas de crescimento foram realizadas mediante dados de absorbância dos cultivos e determinação do peso seco da biomassa.  O uso de diferentes percentuais de inclusão do soro de queijo bubalino influenciou no aumento do crescimento e produção de biomassa. Para os compostos bioativos, houve aumento  nos teores de compostos fenólicos em relação ao tratamento controle. O perfil de ácidos graxos apresentou maior quantidade de ácidos graxos insaturados, destacando-se o ácido merístico. Contudo, pode-se concluir que o soro de queijo bubalino promoveu melhorias nos valores quantitativos e qualitativos da biomassa, podendo ser utilizado como fonte alternativa de carbono na produção de microalgas.

9
  • EDINE ROBERTA DE LIMA
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO LEITE DE TANQUES COMUNITÁRIOS E INDIVIDUAIS NO SEMIÁRIDO NORTE RIOGRANDENSE

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 21/08/2017
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  • O objeto dessa pesquisa foi avaliar e quantificar o impacto do produtor sobre a ccs e determinar se existem diferenças entre produtores com alta e baixa ccs. Foram selecionados 21 tanques de resfriamento do leite bovino e entrevistados os produtores responsáveis pelo abastecimento dos mesmos. Com questionários aplicados no mês de abril e acompanhados até o mês de setembro de 2016, os dados foram submetidos a um analise descritiva. Os resultados obtidos demonstraram que 66% do leite processado pela cooperativa vêm de tanques individuais, que são caracterizados por produtores de médio e grande porte. Os tanques coletivos representam 25% do volume total captado pela cooperativa e os demais vêm de deposito na plataforma. A presença da mastite nos rebanho é freqüente e mesmo com essa convivência de perdas nenhuma medida preventiva é tomada pela falta de assistência técnica. A idade média dos produtores é  acima de 50 anos com apenas o ensino fundamental incompleto. Produtores com maiores rebanho têm pouca eficiência na sua produção devido a pouca quantidade de animais não lactantes, assim diminuindo o potencial produtivo na fazenda e da região.

10
  • MARIA VITÓRIA SERAFIM DA SILVA
  • VALOR NUTRITIVO DO MANDACARU SEM ESPINHOS, PALMA MIÚDA E ORELHA DE ELEFANTE MEXICANA NA ALIMENTAÇÃO DE OVINOS

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 30/08/2017
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  • Objetivou-se avaliar o consumo voluntário de matéria seca e nutrientes, a digestibilidade aparente dos nutrientes de dietas à base de cactáceas associadas a feno de sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia), e o comportamento ingestivo dos ovinos mestiços (½ Soinga x ½ Santa Inês) alimentados com essas dietas. As dietas experimentais foram compostas por 43,09 a 52,57% da matéria seca de uma cactácea - palma Miúda (Nopalea cochenillifera), palma Orelha de Elefante Mexicana (Opuntia stricta) e mandacaru sem espinho (Cereus hildmannianus K. Schum), 19,47% a 23,38 de feno de sabiá, constituindo a porção volumosa da dieta, 27,95% a 31,33% de concentrado e 1,84% a 2,20% de sal mineral. Foram utilizados quinze ovinos machos, não castrados, com quatro meses de idade e peso corporal inicial médio de 17,27 kg ± 1,05 kg, alojados em gaiolas de metabolismo, distribuídos em um delineamento experimental inteiramente casualizado, com três tratamentos e cinco repetições. O período experimental teve duração de 21 dias – 14 dias para adaptação às dietas e sete dias para coleta de dados. Não foi observado diferenças (P&gt; 0,05) de consumo de matéria seca (CMS) e de consumo para a maioria dos nutrientes. Também não houve diferença de ingestão voluntária de água pelos animais. O consumo de proteína bruta (CPB) foi influenciado (P&lt;0,05) pelas dietas experimentais, havendo maior ingestão pelos animais que receberam o tratamento composto pelo mandacaru sem espinhos, com 145,10 g dia -1 de CPB. Os animais que consumiram palma Orelha de Elefante Mexicana (OEM) apresentaram maior ingestão de água via dieta e total, com média de 4.478,61g de água/dia e 4.625,94 g/dia, respectivamente. Não foram verificadas diferenças (P&gt;0,05) para os coeficientes de digestibilidade da MS, MO, FDN e NDT entre as dietas experimentais, com valores médios de 68,10%; 69,78%; 56,37% e 65,57%, respectivamente. Houve diferença significativa (P&lt;0,05) para coeficiente de digestibilidade da PB entre as dietas compostas por palma orelha de elefante mexicana e palma miúda, com maior CDPB para primeira dieta, com média de 64,05%. As variáveis comportamentais, tempo de ruminação, eficiência de alimentação e ruminação não foram influenciadas pelas dietas (P&gt;0,05). O tempo gasto com alimentação foi maior (P&lt;0,05) pelos animais alimentados com a dieta composta por OEM. As cactáceas, palma miúda, palma OEM e o mandacaru sem espinhos associadas ao feno de sabiá podem ser utilizadas para ovinos, podendo representar opções de alimentos forrageiros estratégicos no semiárido brasileiro.

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  • JOSÉ JONAS LEITE DE ANDRADE
  • USO DE MODELOS PARA ESTIMAR O CONSUMO VOLUNTÁRIO DE OVINOS EM PASTAGENS

  • Orientador : HENRIQUE ROCHA DE MEDEIROS
  • Data: 27/11/2017
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  • Os modelos (teóricos, conceituais, físicos, matemáticos) podem ser usados para descrever e entender um sistema. Com esta informação, é possível prever, simular e estimar as respostas do sistema modelado em situações, por exemplo, muito onerosas ou difíceis de medir. Por estas razões, o objetivo desta pesquisa é propor uma aplicação que use modelos para estimar a ingestão voluntária de ovelhas sobre o sistema baseado em pastagem no orçamento de forragem e o planejamento das estratégias de uso de forragem. Para isso, foram criadas bases de dados com informações de animais (peso vivo, peso de referência de um animal adulto, ganho e consumo médio diário) e pastagens (massa forrageira antes e depois do pastagem) de revistas científicas, dissertações e tese que possuem esses dados . Foram utilizados dois modelos, denominados modelos 1 e 2. O modelo 1 estimou a ingestão voluntária de ovelhas em função do peso vivo animal (kg / cabeça) e ganho de peso vivo (Kg / cabeça / dia). O modelo 2 usa as mesmas variáveis do que o 1 e, além disso, usa o peso de referência do animal adulto para estimar o consumo voluntário. Os resultados usando o modelo 1 não apresentaram diferenças significativas com o banco de dados usado para executá-lo. Por outro lado, não ocorreu quando o modelo 2 foi executado usando o mesmo banco de dados. Portanto, o modelo 1 estimou o orçamento de forragem e o planejamento da produção de ovelhas em um sistema baseado em pastagens.

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  • GÉSSICA VITALINO DIÓGENES
  • Efeito do Extrato pirolenhoso como aditivo na ração de codornas europeias criadas em dois tipos de cama

  • Orientador : ELISANIE NEIVA MAGALHAES TEIXEIRA
  • Data: 22/12/2017
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  • A coturnicultura de corte vem se tornando uma atividade altamente promissora no país, se fazendo necessária a busca por alternativas para redução nos custos, otimizando a produção de carne aliado a sustentabilidade. Alguns produtos podem ser utilizados como melhoradores do desempenho, porém, podem causar problemas na comercialização se distribuídos em países mais exigentes. Uma alternativa seria o uso do extrato pirolenhoso (EP), que é um produto que atua como melhorador de desempenho natural por conter em sua composição compostos fenólicos, aldeídos e cetonas que tem propriedades bactericidas, antifúngicas e antioxidantes. Desse modo, objetivou-se avaliar o desempenho e rendimento de carcaça de codornas europeias alojadas em dois tipos de cama suplementadas com extrato pirolenhoso. O experimento foi conduzido utilizando 400 codornas de corte de 1 a 42 dias, distribuídas em um delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 5x2, com cinco níveis de extrato pirolenhoso (0,0; 1,0; 1,5; 2,0 e 2,5%) e dois tipos de cama (nova e usada), totalizando 10 tratamentos e 4 repetições sendo 10 aves por unidade experimental, alojadas em boxes. As aves foram pesadas no inicio e no final do período experimental para avaliação dos parâmetros de desempenho (ganho de peso (GP), consumo de ração (CR) e conversão alimentar (CA)). Ao final do período experimental, foram abatidas 8 aves de cada tratamento para avaliação da carcaça (rendimento de carcaça (RQ) e peso dos órgãos). Foram avaliados ainda a analise econômica da utilização do extrato na ração, através dos cálculos de custo da ração, coeficiente operacional efetivo, receita bruta, margem bruta do coeficiente operacional efetivo, lucro operacional efetivo e índice de lucratividade. Os níveis de suplementação de extrato pirolenhoso utilizado nas rações, não influenciaram (P>0,05) o GP e CA das aves alojadas em cama nova. Para as codornas alojadas em cama usada, foi observado efeito linear para CR, GP e CA. Observou-se melhor RQ para as aves alojadas em cama nova quando comparadas as alojadas em cama usada. Já para o peso dos órgãos e a analise econômica, a inclusão de EP na ração não foi observada efeito. Portanto, a inclusão de até 2,5% de extrato pirolenhoso na ração de codornas europeias alojadas em cama usada diminuiu o consumo sem alterar o ganho de peso melhorando a conversão alimentar. Porém quando alojadas em cama nova apresentaram melhor rendimento de carcaça. Em relação ao peso dos órgãos e viabilidade econômica, não foram encontradas diferenças tanto de aves alojadas em cama nova quanto em aves alojadas em cama usada.

2016
Dissertações
1
  • JOELMA DA SILVA SOUZA
  • ESTRATÉGIAS DE MANEJO INTERMITENTE NO CAPIM-MASSAI PARA PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 18/02/2016
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  • Objetivou-se avaliar as características estruturais de capim-massai submetido a dois níveis de interceptação luminosa e duas alturas de pós-pastejo e o desempenho de ovinos de corte em lotação intermitente. Os tratamentos avaliados foram: 90/15; 95/15; 90/25; 95/25. Os animais foram manejados em pasto de capim-massai pelo método de pastejo intermitente, durante três ciclos de pastejo com taxa de lotação variável, onde o início do período de ocupação de cada piquete foi determinado pelo nível de interceptação de luz (IL) pelo dossel, enquanto que o final foi determinado pela altura dos resíduos. O pasto foi avaliado quanto à massa de forragem total no pré e pós-pastejo, as porcentagens de participação dos constituintes morfológicos e as taxas de acúmulo de forragem.  Para as avaliações de desempenho e produção animal foi mensurado o consumo total de matéria seca, o ganho de peso vivo médio diário e o ganho de peso vivo total. O comportamento ingestivo dos ovinos foi avaliado em intervalos de cinco minutos, determinando-se o tempo despendido em pastejo, ruminação, ócio (minuto) e taxa de bocado (bocado/minuto). A massa de foragem foi semelhantes entre os tratamentos, não foi verificado efeito (P<0,05) para o acúmulo e taxa de acúmulo de forragem entre os tratamentos e os ciclos de pastejo. Os estratos acima de 15 e 25 cm foram os que apresentaram as maiores massa de lâmina foliar e menor massa de colmo. Nos tratamentos 90/15; 90/25 e 95/25 foram encontradas as maiores porcentagens de folhas no pré-pastejo. O ganho de peso vivo total não diferiu entre os tratamentos, porém o ganho de peso médio foi maior para os animais dos tratamentos 90/15; 90/25 e 95/25. O capim-massai pode ser manejado com interceptação luminosa no pré-pastejo e altura de pós-pastejo de 90/15; 90/25 e 95/25, pois apresentam maior porcentagem de folhas, menor intervalo de pastejo e melhor desempenho de ovinos em pastejo intermitente.

2
  • FERNANDA CAVALCANTE SILVA
  • RESPOSTA DE OVINOS ÀS INFECÇÕES NATURAIS POR NEMATOIDES GASTRINTESTINAIS EM PASTOS DE CAPIM-MASSAI EM DIFERENTES ALTURAS

  • Orientador : LILIAN GIOTTO ZAROS DE MEDEIROS
  • Data: 26/02/2016
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  • Difundida em todo território brasileiro, a ovinocultura é uma atividade economicamente relevante para o Nordeste, pois é a principal fonte de proteína animal da população de baixa renda. No entanto, tem a helmintose gastrintestinal como principal entrave neste sistema, devido aos prejuízos com queda na produção, aumento dos custos pela aquisição de anti-helmínticos e perda de animais. Métodos alternativos de controle de parasitos, como o manejo da pastagem e a escolha da espécie forrageira, visam controlar a contaminação do ambiente e consequentemente diminuir a infecção dos animais, além de reduzir a aquisição de fármacos, bem como a resistência adquirida pelos helmintos. Sabendo que a forragem é via de contaminação, faz-se necessário identificar a altura que proporciona um menor risco de infecção para os animais. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta de ovinos mestiços Santa Inês às infecções naturais por nematoides gastrintestinais em pastos de Panicum maximum cv. Massai em diferentes alturas de pastejo. Para isso foram utilizados 36 ovinos mestiços Santa Inês, divididos em quatro grupos e distribuídos aleatoriamente nos piquetes de capim-massai naturalmente contaminados por nematoides gastrintestinais. Dentre o período de outubro de 2013 a maio de 2014, os animais foram acompanhados semanalmente por exames hematológico (volume globular) e parasitológicos (contagem de ovos por grama de fezes e coprocultura), a fim de monitorar o nível da infecção dos ovinos, bem como foram avaliados quanto ao peso, escore de condição corporal e coloração da mucosa ocular pelo método FAMACHA©. Além disso, houve a recuperação de larvas infectantes no pasto nos momentos de pré-pastejo e pós-pastejo.  Aos 35 Kg de peso vivo, os animais foram abatidos e necropsiados, para a coleta dos conteúdos do abomaso e intestinos delgado e grosso para recuperação dos parasitos adultos, realização da contagem e identificação dos mesmos. Os animais mantidos em pastos com altura de 40 cm de pré-pastejo obtiveram valor inferior de ovos de nematoides nas fezes (1.608 ovos/g) e aqueles em 33 cm de pré-pastejo, a maior média (2.539 ovos/g). Os animais nos diferentes grupos apresentaram valores médios de volume globular inferiores a 23% (P>0,05). Quanto ao FAMACHA, os animais pertencentes aos grupos 40 e 50 cm de pré-pastejo permaneceram com mais de 50% dos indivíduos entre os FAMACHA 1 e 2 e os animais dos grupos de 33 e 45 cm de pré-pastejo apresentaram sua maioria entre os FAMACHA 3, 4 e 5 (69,06% e 58,93%, respectivamente). Na cultura de larvas em fezes e na recuperação de larvas do pasto no pré e pós-pastejo foram encontrados os seguintes gêneros, em ordem de prevalência, HaemonchusTrichostrongylusOesophagostomum e Strongyloides. O pasto com 33 cm de pré-pastejo proporcionou o maior número de larvas recuperadas tanto no pré quanto no pós-pastejo (1.081 e 715 L3/100g de matéria verde, respectivamente). Dentre os diferentes grupos, os ovinos apresentaram média de peso entre 23 e 26 Kg e variação entre os escores corporal 1 e 3, com maior frequência dos escores 1,5 e 2. Pode-se observar que os animais mantidos em diferentes alturas de pastejo obtiveram respostas distintas diante da carga parasitária. Os animais mantidos em 40 cm de pré-pastejo expressaram uma resposta satisfatória em relação aos demais grupos (33, 45 e 50 cm), suportando melhor a ação dos endoparasitos. Além disso, nesta mesma altura, foi recuperado um menor número de larvas infectantes no pasto nos momentos de pré e pós-pastejo.
3
  • EMMANUELLA DE OLIVEIRA MOURA
  • PERFIL MICROBIOLÓGICO E DE CELULARIDADE DO LEITE DE BÚFALAS

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 17/03/2016
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  • O aumento na demanda mundial por leite e seus derivados de qualidade é um tema recorrente quando se decide investir em agregação de valor, por consequência, a aquisição de alimentos saudáveis e seguros por parte dos consumidores. Dentre as diferentes espécies leiteiras, a bubalina aparece como alternativa para a disponibilidade de alimentos de alto valor biológico, porém semelhantes às outras espécies, possuem problemas sanitários como as mastites, mesmo tendo como característica maior resistência contra infecções. O agente patogênico de maior relevância é o Staphyloccocus aureus, que além de está envolvido diretamente com a saúde de glândula mamária, produzem toxinas que causam riscos a saúde dos que ingerem produtos contaminados. Assim, objetivou-se com esse estudo avaliar o perfil microbiológico e celular do leite para um diagnóstico mais preciso de mastite subclínica em búfalas leiteiras, analisando fatores ambientais e fisiológicos, bem como a detecção de genes codificadores de enterotoxinas de S. aureus. Para o estudo foram escolhidos aleatoriamente 30 búfalas da raça Murrah pertencente 15 ao grupo de maior produção e 15 do grupo de menor produção, submetidos à ordenha mecânica. Na primeira etapa, foram analisadas nas amostras de leite os parâmetros microbiológicos de identificação das espécies, contagem padrão em placas (CPP), perfil de resistência a antimicrobianos por discos-difusores, contagem de células somáticas (CCS), condutividade elétrica do leite (CEL), quantificação de lactoferrina (Lfe) e a identificação dos fatores de risco associados à mastite subclínica como o grau de hiperqueratose, higienização de teteiras através de swabs para análise microbiológica e observação do local. Na etapa seguinte realizou-se o isolamento de Staphylococcus aureus para detecção de genes de 8 enterotoxinas (EEA-EEI).  No exame microbiológico, as bactérias mais frequentes foram Staphylococcus spp, Streptococcus spp e Corynebacterium spp. No teste de sensibilidade aos antimicrobianos 17 antibióticos testados, 10 (58,82%) foram sensíveis a todos os isolados, entre os resistentes encontrou-se que Streptococcus uberis e dysgalactiae foram resistentes a cefalexina, gentamicina e neomicina, o S. haemolyticus foi resistente a ampicilina+colistina e o E.coli a oxacilina, amoxacilina e novobiocina+ penicilinaG. Observou-se ainda que as teteiras e sala de espera dos animais encontravam-se com higienização deficiente. Na análise do perfil de celularidade em relação ao exame microbiológico observou-se que, para o rebanho, os valores de referência para o diagnóstico de mastite foram de animais com CCS média ≥537.000 mil células/mL e a CEL com média ≥3,0 mS/mL e positivos no exame microbiológico, além disto, nos isolados de S.aureus, foi possível identificar em 12 animais os genes enterotoxigênicos sea, seh e sei, com maior freqüência para os dois últimos.

4
  • DANIELLE CAVALCANTI SALES
  • QUEIJO MOZZARELLARENDIMENTO E SUA RELAÇÃO COM O LEITE, O PROCESSAMENTO E A RECUPERAÇÃO DE CONSTITUINTES

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 18/03/2016
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  • Na fabricação da mozzarella bola, queijo tradicional da Itália, os laticínios brasileiros se baseiam na tecnologia de produção italiana, usando necessariamente o leite bubalino integral e empregando um processamento similar. O rendimento industrial deste produto sofre efeito de variados fatores sendo necessário melhor conhecimento sobre sua relação com o processo produtivo. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo identificar a relação do rendimento industrial do queijo mozzarella bola com a composição do leite bubalino, os parâmetros do processamento e a recuperação dos constituintes no soro. Foi acompanhada a fabricação de 30 lotes de queijo mozzarella de búfala (bola) em um laticínio no estado do Rio Grande do Norte, entre março e novembro de 2015. Os parâmetros acompanhados foram volume de ingredientes, de soro residual e de queijo produzido; tempo de duração das etapas; e de outros parâmetros importantes para o processo, como o pH. Foram coletadas amostras de leite cru e soro para análise química (gordura, proteína total, caseína, lactose, sólidos totais e sólidos não gordurosos) e os resultados foram usados para o cálculo da recuperação de constituintes no soro (RES). Para o cálculo do rendimento industrial (RI) foi considerada a relação volume de leite empregado para cada kg de queijo obtido. Os dados foram submetidos ao método estatístico de análise descritiva, de correlação de Pearson e multivariada (componentes principais e regressão múltipla). Os parâmetros físico-químicos do leite estavam dentro do ideal para o processamento e de acordo com a literatura revisada. O RI teve média geral de 4,74 ± 0,40 L/kg e a RES, de 8,98 ± 2,13; 25,50 ± 0,85; 95,46 ±1,97; 44,18 ± 1,14; e 65,37 ± 1,49 para gordura, proteína, lactose, sólidos totais e sólidos não gordurosos, respectivamente. O processamento damozzarella atingiu de forma geral um rendimento adequado para este tipo de queijo, abaixo de 5,0 L/kg. As variáveis que tiveram relação mais estreita com o rendimento da mozzarella bola foram o volume do leite empregado e os seus teores de gordura e lactose; a idade do soro-fermento utilizado; a temperatura de coagulação e os tempos decorridos entre os cortes e durante a fermentação da massa. A metodologia de análise multivariada por regressão múltipla foi mais eficaz de que por componentes principais na investigação da relação entre o rendimento e as demais variáveis do estudo. Conhecendo a recuperação dos constituintes do leite no soro e o rendimento industrial e controlando melhor os fatores do processamento, principalmente relacionados ao soro-fermento e tempos decorridos durante as etapas, é um caminho para que a indústria obtenha uma eficiência mais estável na fabricação da mozzarella bola. 

5
  • RAFAELA DE OLIVEIRA CAPISTRANO
  • GERMINAÇÃO E VIGOR DE SEMENTES DE Citrullus lanatus cv. Citroides

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 29/07/2016
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  • A Melancia forrageira (Citrullus lanatus cv. Citroides) é uma cucurbitácea, oriunda da África, introduzida no Nordeste pelos escravos, que se hibridizou com outras espécies do mesmo gênero e que tem sido muito utilizada no arraçoamento animal, no entanto, pouco se conhece sobre a fisiologia de germinação de suas sementes. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da temperatura e do substrato na germinação de sementes de Melancia forrageira. Testou-se o efeito de cinco temperaturas (20, 25, 30, 35, 20-30 e 25-35 ºC) e quatro substratos (areia, vermiculita, papel e rolo de papel) na germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento de raiz, parte aérea e total de plântulas e massa seca de plântulas. Para tanto, utilizaram-se quatro repetições de 50 sementes para cada tratamento. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 6 x 4 (temperatura x substrato) e os resultados foram submetidos a análise de variância e, quando necessário, ao teste de Tukey (5%) para a comparação entre as médias dos tratamentos. Houve efeito das temperaturas, dos substratos e da interação entre os fatores sobre as variáveis testadas. O substrato que permitiu melhor desempenho foi o rolo de papel a 35 °C.

2015
Dissertações
1
  • KAREN LUANNA MARINHO CATUNDA
  • CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS, SENSORIAIS E PERFIL DE ÁCIDOS GRAXOS DO LEITE DE CABRAS SAANEN ALIMENTADAS COM CACTÁCEAS

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 12/02/2015
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  • Objetivou-se com esta pesquisa avaliar a influência do fornecimento de cinco tipos de cactáceas nativas e exóticas do semiárido do Nordeste brasileiro, sobre as características físico-químicas, sensoriais e o perfil de ácidos graxos do leite de cabras da raça Saanen. Foram utilizadas cinco cabras multíparas com nove semanas de lactação, pesando em média 50 kg, confinadas e distribuídas em um delineamento quadrado latino 5 x 5, com cinco dietas experimentais e cinco períodos. Cada período teve duração de 17 dias, sendo 10 dias de adaptação dos animais às dietas e sete dias para coleta de dados. Os tratamentos, definidos com base na matéria seca, consistiam em: 47,33 a 50,12% de uma cactácea (xiquexique, mandacaru, facheiro, palma miúda ou palma orelha de elefante mexicana) mais 18,80 a 19,80% de feno de sabiá e 31,10 a 32,90% de concentrado (constituído de farelo de soja, farelo de milho e mistura mineral). Não foi observado efeito das dietas experimentais na composição físico-química do leite para os teores de gordura, sólidos totais e sais, que apresentaram valores médios de 3,24%; 11,30% e 0,66%, respectivamente. No entanto, os teores de proteína, lactose, extrato seco desengordurado e ponto de crioscopia foram influenciados pelas dietas. O perfil dos ácidos graxos não sofreu alterações entre os tratamentos, exceto para o ácido butírico (C4:0), cujos valores médios foram de 4,24% a 6,05%, na qual, o tratamento que continha facheiro que obteve maior concentração desse ácido. Os resultados da Análise Descritiva Quantitativa (ADQ) mostraram que a utilização dessas cactáceas na alimentação de cabras leiteiras não confere mudanças sensoriais perceptíveis no leite para os parâmetros: odor, flavor, sabor residual e apreciação global.

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  • FABRICIO EHM MARTINS
  • COMPOSIÇÃO MINERAL DA DIETA DE PEQUENOS RUMINANTES NO SERTÃO DE CRATEÚS, CEARÁ

  • Orientador : HENRIQUE ROCHA DE MEDEIROS
  • Data: 06/03/2015
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  • As  pastagens  no  Brasil  em  geral  são  pobres  em  minerais  e  como
    consequência  os  caprinos e ovinos em regime de pastejo são afetados por deficiências
    em  minerais.  o  objetivo  deste  estudo  foi  estabelecer  o  conteúdo  de  minerais  na  dieta
    consumida  por  caprinos  e  ovinos  em  pastagem  nativa,  e  estabelecer  o  incremento
    mineral do conteúdo endógeno  na dieta de caprinos e ovinos.  A pesquisa foi  realizada
    no  período  de  maio  a  julho  de  2014,  no  município  de  Independência,  Ceará.  Foram
    coletas amostras de extrusas,  durante seis dias consecutivos a cada mês, de caprinos e
    ovinos  fistulados  no  rúmen  para  estabelecer  o  perfil  de  minerais  consumidos.  Para
    estabelecer a contaminação mineral da saliva sobre a dieta  foram coletadas amostras de
    extrusas  de  caprinos  e  ovinos  alimentados  no  cocho,  em  que  se  conhecia  o  perfil
    mineral  da  dieta  fornecia,  por  três  dias  consecutivos.  As  analises  foram realizadas  no
    laboratório de solos da UFV, foram realizada analises para os minerais P, K, Ca, Mg, S,
    Cu, Fe, Zn, Mn, Se, Mo, Co e Cr.  Foi  utilizado delineamento inteiramente casualizado
    com  esquema  fatorial  de  3x2  e  2x2.  Com  exceção  do  manganês  e  cromo,  todos  os
    minerais  estudados  apresentaram  diferença  significativa  no  conteúdo  mineral  entre
    caprinos e ovinos. Para variável tempo (mês) não houve interferência no conteúdo de P,
    Ca, Fe, Zn, Mn e Mo  consumido pelos animais.  No  estudo da contaminação  endógena
    sobre  a  dieta,  com  exceção  do  manganês,  todos  os  minerais  de  origem  endógena
    interferiram  no  conteúdo  mineral  da  dieta.  Não  houve  diferença  significativa  entre
    caprinos e ovinos sobre a contaminação endógena.  Não existe diferença no consumo de
    alguns minerais entre caprinos e ovinos e entre os meses estudados, o  conteúdo  mineral
    endógeno de P, K, Ca, Mg, S, Cu, Fe, Zn, Mo e Cr são  responsáveis por contaminar via
    dieta ingerida por caprinos e ovinos.

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  • FERNANDA DANIELE GONCALVES DANTAS
  • Lâminas de água salina e doses de adubação orgânica na produção de palma Miúda adensada no semiárido

  • Data: 09/03/2015
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  • A palma é uma importante forrageira para a pecuária no semiárido do Brasil, pela adaptação às condições climáticas dessa região, produtividade e valor nutricional. A produção dessa cactácea tem respondido positivamente a técnicas como adensamento, adubação e manejos de corte, todavia, no Rio Grande do Norte, apenas certas áreas possuem clima favorável ao desenvolvimento dessa cultura e a irrigação, com pouca quantidade de água, tem se revelado uma alternativa para a viabilização do cultivo desse vegetal. Diante disso, objetivou-se avaliar os efeitos de diferentes lâminas de água salina e doses de adubação orgânica com esterco bovino, sobre as características morfológicas e produção de matéria verde e seca da palma Miúda (Nopalea cochenillifera Salm Dick) em plantio adensado. O experimento foi realizado na Estação Experimental de Terras Secas (EMPARN), Pedro Avelino, latitude 5°31’21” Sul e longitude 36°23’14” Oeste. O solo foi classificado como Cambissolo Háplico Carbonático Típico e a água utilizada na irrigação, C4S1T3 (5,25 dS.m-1), com plantio em espaçamento de 2,0 x 0,25 m (20.000 plantas ha-1). Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado em parcelas subdivididas, onde as lâminas de água salina (0; 7,5, 15,0 e 30,0 mm mês-1) com intervalo de 10 dias, constituíram as parcelas principais e as adubações orgânicas (0, 25 e 50 Mg ha-1 ano-1) as subparcelas, com quatro repetições. As características morfológicas mensuradas foram número de cladódios, altura e volume da planta; comprimento, largura, perímetro, espessura, área e índice de área de cladódios, produções de matéria verde e seca, teor de matéria seca, eficiência do uso da água e danos causados pela cochonilha de escama e podridão mole. Não houve influência da adubação orgânica com esterco bovino sobre a maioria das variáveis estudadas, particularmente em relação às produções de matéria verde e seca. As lâminas de irrigação tiveram influência significativa sobre a maioria das variáveis, promovendo altura e volume de plantas superiores, cladódios maiores e mais espessos e elevações das produções de matéria verde e seca. A ausência da irrigação promoveu significativa expansão da praga da cochonilha de escama e quando irrigada com diferentes lâminas incrementou os danos e perdas de estande, ocasionados pela podridão mole, com mais intensidade na maior lâmina.

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  • KIVYA DIAS DE ANDRADE
  • QUALIDADE DO LEITE DE BÚFALAS SUPLEMENTADAS COM DIFERENTES NÍVEIS DE SELÊNIO

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 16/03/2015
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  • O leite bubalino apresenta uma melhor qualidade microbiológica e menor contagem de células somáticas (CCS). A adequação nutricional de minerais pode ser utilizada como estratégia para melhorar a defesa da glândula mamária. O selênio (Se) por seu potencial antioxidante há uma ação efetiva sobre a diminuição da CCS, além de funcionar como reforço imune também na saúde humana. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da dieta com diferentes níveis de selênio sobre a composição físico-químico e da contagem de células somáticas do leite de búfalas, assim como verificar o resíduo de selênio no leite e do queijo Minas Frescal. Para a análise da composição físico-químico e da CCS foram utilizados 2264 dados de búfalas da raça Murrah, pertencentes a empresa Tapuio Ltda, localizada na região agreste do estado do Rio Grande do Norte, no período de 2010 a 2014. Para verificar a quantidade do resíduo de selênio presente no leite bubalino e no queijo minas frescal, foram utilizadas 100 búfalas Murrah divididas em 5 lotes. Os lotes foram formados de acordo com os níveis de produção dos animais, onde a quantidade do concentrado fornecido vária dentro de cada lote, onde receberam 0,08 ppm/Se/kg de concentrado. Coletou-se 300 mL de leite do tanque e de cada lote, assim como 300 gr de queijo Minas Frescal, no período de Agosto à Novembro de 2014, sendo a coleta dos lotes realizada apenas no mês de Novembro. As amostras foram enviadas para o Instituto de Tecnologia de Pernambuco para a análise de resíduo de selênio. As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se os procedimentos disponíveis no pacote computacional SAS® (SAS, 2002). A CCS e os constituintes do leite apresentaram uma redução à medida que ocorreu o aumento do uso do Se, no entanto como a produção de leite também aumentou, estes fatores também podem estar ligados ao fator diluição. Não foi observado nenhum resíduo de selênio nas amostras do leite dos lotes, tanque e do queijo minas frescal.

     

     

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  • APAULIANA DANIELA LIMA DA SILVA
  • Farelo do bagaço de caju na restrição alimentar qualitativa para suínos em terminação


  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 26/03/2015
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  • Objetivou-se com este estudo avaliar os efeitos do farelo do bagaço de caju (FBC) como ingrediente de rações em programas de restrição alimentar sobre as características da carcaça, qualidade da carne, peso dos órgãos e morfometria intestinal de suínos machos castrados e fêmeas. Foram utilizados vinte e quatro suínos mestiços (machos castrados e fêmeas) com peso médio inicial de 57,93 ± 3,67 kg/PV. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados em um esquema fatorial 3x2, sendo três níveis (0%, 15% e 30% de FBC), dois sexos e quatro repetições. Totalizando 24 parcelas. Os tratamentos foram compostos por uma dieta basal (DB), contendo milho, farelo de soja e núcleo comercial para suínos em terminação, sendo suplementada com diferentes níveis de FBC. No final do período experimental os animais foram abatidos para a avaliação da carcaça, qualidade da carne, Peso Absoluto (PA) e Peso Relativo (PR) dos órgãos e estudo morfométrico de fragmento do intestino delgado. A inclusão de FBC nas dietas não afetou a qualidade das carcaças das fêmeas, mas interferiu positivamente nas carcaças dos machos castrados, aumentando o rendimento de carne na carcaça resfriada e reduzindo a espessura de toucinho, sem afetar o perfil dos ácidos graxos. Observou-se aumento do peso dos órgãos e volume parcial da mucosa absortiva (Vv) das fêmeas. Quando se comparou os resultados entre sexo, os machos apresentaram maior peso do fígado e densidade de superfície da mucosa absortiva (Sv). Neste contexto, o FBC apresentou-se como um ingrediente a ser utilizado em programas de restrição alimentar qualitativa para suínos na fase de terminação.

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  • ERNESTO GUEVARA BEZERRA SILVA
  • Utilização do farelo de palma gigante com adição de enzimas exógenas na nutrição de suínos em crescimento

  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 26/03/2015
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  • A pesquisa foi desenvolvida para avaliar a digestibilidade da energia bruta do farelo de palma gigante, o desempenho de suínos em crescimento, peso dos órgãos e a viabilidade econômica das dietas compostas de diferentes níveis de inclusão do farelo de palma gigante, com e sem adição de complexo enzimático (CE). No ensaio de digestibilidade, foram utilizados dez suínos machos castrados com peso médio de 34,3 ± 6,35kg. Cinco destes foram alimentados com uma ração-referência, e os outros cinco receberam a ração-teste, com 30% de substituição da ração-referência pelo farelo de palma gigante, por um período de quinze dias. Neste período, realizou-se diariamente (às 8h) a coleta total de fezes sem uso de marcador, sendo retirada uma alíquota de 20% e armazenada em freezer. Posteriormente, essas amostras foram analisadas em laboratório seguindo as recomendações de Silva & Queiroz (2002). No ensaio de desempenho, utilizaram-se vinte suínos fêmeas, distribuídos em blocos ao acaso, com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram em níveis de inclusão do farelo de palma gigante, associado ao complexo enzimático, seguindo tal distribuição: 0%; 5%; 10%; 5% + CE; 10% + CE, onde os tratamentos com adição do CE tiveram um déficit de 100 kcal/kg nas dietas. O valor digestível da energia bruta do farelo de palma gigante para suínos na fase de crescimento foi de 1113,83 kcal/kg. Observou-se que o ganho de peso e o peso absoluto dos órgãos dos suínos não foram influenciados pelas dietas. No entanto, a conversão alimentar, o consumo de ração e peso relativo dos órgãos apresentaram diferenças entre si (P<0,05). Também constatou-se que a inclusão do complexo enzimático associado ao farelo de palma gigante supriu o déficit de 100 kcal/kg, uma vez que o ganho de peso e conversão alimentar foi de acordo com as tabelas exigência nutricionais de Rostagno et al. (2005). Conclui-se que os animais no período de crescimento podem receber dietas contendo farelo de palma gigante em níveis de até 10% quando suplementadas com complexo enzimático.

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  • LEONARDO EUFRAZIO SOARES
  • Respostas de Panicum maximum cv. Massai a doses de biofertilizante ou adubação com nitrogênio e fósforo

  • Orientador : GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA
  • Data: 19/06/2015
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  • A utilização da adubação mineral e principalmente da adubação orgânica em sistemas de produção a posta ainda são pouco adotadas no Nordeste do Brasil. Objetivou-se nesse trabalho avaliar diferentes doses de biofertilizante e de adubação mineral em Panicum maximum cv. Massai na região Litorânea do Estado do Rio Grande do Norte. O experimento foi conduzido em campo com delineamento experimental em blocos ao acaso com seis tratamentos e quatro repetições, sendo os tratamentos: 0, 10, 20, 30 e 40 t/ha de biofertilizante. Além destes, utilizou-se um tratamento com adubação mineral (NP). As variáveis analisadas nos experimentos foram altura do pasto (AL), interceptação de luz (IL), índice de área foliar (IAF), clorofila total (CLO), produção de matéria seca (PMS), taxa de acúmulo de MS de forragem (TAF), acúmulo de folha (AFo), acúmulo de material morto (AMM) e acúmulo de invasoras (PIn) de pasto de campi-massai. A coleta dos dados foram feitas a cada 60 dias durante seis meses, totalizando três coletas. Os dados foram retirados da área útil de cada parcela (8,16 m²). Houve efeito linear positivo para todas variáveis estudadas a medida que aumentou-se a dose de biofertilizante, exceto para as variáveis AMM e AIn. A adubação mineral promoveu melhores resultados que as doses de biofertilizante para as variáveis IL, IAF, PMS, TAF e AFo e se assemelhou a dose de 40 t/ha, dose máxima, para variáveis AL, CLO, AMM e AIn. Recomenda-se novos experimentos para avaliação de doses maiores que 40 t/ha, a fim de identificar a máxima produção do capim-massai adubado com biofertilizante.

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  • VITOR DAMAZIO MENDES DE SOUZA
  • FARELO DE CACAU PARA FRANGOS DE CORTE: VALORES ENERGÉTICOS E DESEMPENHO

  • Orientador : ELISANIE NEIVA MAGALHAES TEIXEIRA
  • Data: 03/08/2015
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  • Diversos trabalhos têm sido realizados com o objetivo de avaliar os efeitos da utilização de alimentos alternativos no desempenho e viabilidade econômica para avicultura. Os ingredientes tradicionais utilizados nas dietas de aves, milho e farelo de soja, tiveram elevação de preço, refletindo em uma menor lucratividade da atividade. O possível uso dos alimentos alternativos na alimentação de frango de corte depende de uma série de fatores, reconhecimento das suas potencialidades e restrições, além da sua disponibilidade. Dentre vários resíduos existentes, surge como opção de alimento alternativo o farelo de cacau, face sua composição química e disponibilidade, podendo apresentar grande potencial para utilização na alimentação de não ruminantes. Por ser o subproduto da produção industrial, o farelo de cacau é encontrado no mercado com preços acessíveis. Diante dessa realidade, objetiva-se com o experimento determinar a composição química e os valores energéticos do farelo de cacau para aves. O experimento I foi conduzido para determinar os valores energéticos (energia metabolizável aparente – EMA e energia metabolizável aparente corrigida pelo balanço de nitrogênio – EMAn) do farelo de cacau em dietas para aves através do método de coleta total de excretas. Foram utilizados 108 pintos de corte da linhagem Cobb com 22 dias de idade, que foram distribuídos em 2 tratamentos, com 9 repetições de 6 aves cada. Os tratamentos foram constituídos de uma dieta referência, formulada para atender as necessidades nutricionais dos frangos de corte, em que a ração referência foi substituída em 30% pelo farelo de cacau. O valor de EMA encontrada no ensaio de metabolismo para o Farelo de Cacau foi de 1945,11 kcal/kg e o valor de EMAn foi 1834,74 kcal/kg. Confirmando, o possível uso do farelo de cacau em dietas para frangos de corte.

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  • PRISCILLA FERNANDES DE FARIA
  • OCORRÊNCIA DE LEITE INSTÁVEL NÃO ÁCIDO NAS MESORREGIÕES OESTE E CENTRAL DO RIO GRANDEDO NORTE E SUA CORRELAÇÃO COM A QUALIDADEDO LEITE

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 05/08/2015
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  • O objetivo deste trabalho foi identificar a ocorrência de leite instável não ácido nasmesorregiões oeste e central do Rio Grande do Norte, bem como avaliar a qualidade doleite. Foram analisadas 92 amostras, ao longo de 4 meses, provenientes de 23 tanques deresfriamento. Foi realizado o teste do álcool a 68%, 72% e 76%, além da mensuração dopH, acidez, gordura, proteína, sólidos totais, nitrogênio ureico, lactose, caseína e contagemde  células  somáticas.  A incidência  de  LINA foi  de  15,91%,  e  não  houve  diferençasignificativa  na  composição  do  LINA em  relação  ao  leite  estável  em  nenhuma  dasgraduações  alcoólicas. Nenhuma amostra  de  LINA apresentou  coagulação na prova dafervura. Tais resultados permitem concluir que apesar das inúmeras adversidades climáticase nutricionais existentes na região, o LINA não representa um problema aparente

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  • JULLY ANNE LEMOS BATISTA
  • OCORRÊNCIA DE INFECÇÃO POR Toxoplasma gondii EM MATRIZES OVINAS DA RAÇA MORADA NOVA E SUAS CRIAS

  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 31/08/2015
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  • A exploração de pequenos ruminantes domésticos, por muito tempo, tem sido considerada uma atividade de grande importância econômica e social, realizada em todos os continentes, especialmente nos países que possuem regiões áridas ou semiáridas. No entanto, a adoção de práticas adequadas de manejo dos animais se constitui um verdadeiro desafio para os criadores em todo o mundo. Nesse contexto, fazem-se necessários conhecimentos epidemiológicos sobre as espécies de parasitos de importância patogênica presentes nas diferentes regiões, para fundamentar as práticas de manejo e a promoção da saúde dos animais. O que significa poder estimar o risco de ocorrência de doenças determinadas por esses agentes etiológicos, tais como os parasitos, que interfiram no estado geral dos animais, e, por consequência, no desempenho produtivo dos rebanhos. Em algumas áreas do semiárido brasileiro tem sido demonstrado que as infecções por Toxoplasma gondii determinam perdas econômicas devido ao fato deste parasito estar implicado na determinação de abortamento e ocorrência de natimortos. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a ocorrência de T. gondii em matrizes da raça Morada Nova e em suas crias, exploradas em regime de manejo semi-intensivo, na zona semiárida da microrregião de Angicos, RN. Mensalmente, foram feitas colheitas de amostras de sangue de 47 matrizes, desde o início da estação de monta até o desmame das crias. Também foram colhidas amostras de sangue de 44 crias (sendo 22 machos e 22 fêmeas), do primeiro ao quinto mês de vida, no caso dos machos; e do primeiro ao décimo segundo mês, no caso das fêmeas. Foi feita a pesquisa de anticorpos IgG específicos anti-Toxoplasma,  através do teste imunoenzimático (ELISA), no soro desses animais; e realizado o teste de avidez dos anticorpos para as amostras das crias. Todas as matrizes apresentaram positividade para IgG anti-T. gondii, em algum momento do estudo. Os resultados mostraram também que 18,2% das cordeiras apresentaram soropositividade já no primeiro mês de vida (níveis de IgG de avidez variando de 52,6 a 88,3). No terceiro mês de vida, mais 13,6% das cordeiras tornaram-se soropositivas (níveis de IgG de avidez variando 21,5 a 40,0); e no quinto mês de vida todas estavam soropositivas para T. gondii (níveis de IgG de avidez variando 28,5 a 95,1). Dos cordeiros, 9,1% tornaram-se soropositivos no segundo mês de vida (níveis de IgG de avidez de 77,4 e 98,5) e até o quinto mês de vida apenas 36,4% dos cordeiros apresentavam-se soropositivos (níveis de IgG de avidez variando 38,0 a 96,6). Esses resultados mostram que a infecção por T. gondii é muito prevalente no rebanho e que a soroprevalência é maior e mais precoce nas cordeiras, do que nos cordeiros. Oito animais (18,2%) apresentaram anticorpos de baixa avidez o que indica primoinfecção pós-natal.

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  • RODRIGO COUTINHO MADRUGA
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO LEITE DE TANQUE EM REBANHOS COMERCIAIS DAS RAÇAS GUZERÁ E GUZOLANDO ½ SANGUE

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 18/09/2015
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  •   A participação das raças zebuínas na atividade leiteira no Brasil vem aumentando a cada ano, tendo em vista o grande número de animais Zebu e seus mestiços utilizados nos sistemas de produção de leite. Objetivou-se avaliar a composição e qualidade higiênico-sanitária do leite em tanques de expansão em rebanhos comerciais da raça Guzerá PO e Guzolando nas estações secas e chuvosas no estado do Ceará. O trabalho foi realizado nas Fazendas Potrinha (rebanho Guzerá-PO) e São Carlos (rebanho Guzolando ½ sangue), ambas particulares, localizadas no município de Madalena-CE. Foram analisados dados referentes a 15 meses de coletas: de julho de 2012 a setembro de 2013. As coletas foram realizadas diretamente nos tanques de expansão, após homogeneização após homogeneização por meio de agitação mecânica do leite armazenado. Foram coletadas 214 amostras, sendo 107 em frascos (450 ml) contendo o conservante Bronopol® e 107 em frascos (450 ml) contento Azidiol®. Após a amostragem,o leite foi armazenado em recipientes térmicos refrigerados e, encaminhadas para à Clínica do Leite (ESALQ/USP), onde foram realizadas análises de gordura, proteína, lactose, contagem de células somáticas (CCS) e contagem bacteriana total (CBT). Além dos grupamentos genéticos (Guzerá e Guzolando), foram definidas também como variáveis experimentais as estações climáticas. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste “F” de Fischer. As diferenças entre as médias foram comparadas utilizando-se o teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade para o erro tipo I. Verificou-se a seguinte composição média para o leite de animais Guzerá e Guzolando, respectivamente: 4,57 e 4,05% de gordura; 3,71 e 3,39% de proteína; 4,67 e 4,61% de lactose. O teor de gordura do leite não variou de acordo com o ano e estações do ano. Para a proteína, verificou-se maior percentual da mesma no leite no ano de 2012, sem variações de acordo com as estações do ano. O teor de lactose foi maior durante o ano de 2012 e durante o inverno e primavera. Já para a CCS e CBT, foram observados, no ano de 2012, valores bem inferiores aos obtidos durante o ano de 2013. No que diz respeito às estações do ano, a CCS e CBT apresentaram os menores valores durante a primavera, com variações nas demais estações do ano. Os animais da raça Guzerá produzem leite com maior concentração de gordura, proteína e lactose e podem contribuir para a melhoria da qualidade do leite no rebanho guzolando. No rebanho Guzolando ½ sangue  estudado a   composição e a qualidade higiênico-sanitária do leite são influenciadas pelo ano e pelas estações climáticas. 

2014
Dissertações
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  • LEONARDO SANTANA FERNANDES
  • PRODUÇÃO DE OVINOS EM PASTAGEM DE CAPIM-MASSAI SUPLEMENTADOS NA ESTAÇÃO SECA

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 07/02/2014
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  • A baixa qualidade dos pastos tropicais na estação de seca justifica o uso de suplementos alimentares para atender as necessidades nutricionais dos ovinos de corte. Assim, objetivou-se com este experimento avaliar suplementos proteicos para produção de ovinos de corte em pastejo e seu efeito nas características do pasto de capim-massai. Os tratamentos constituíram dos suplementos proteicos farelo de soja, feno de Leucena, feno de Gliricídia e mistura múltipla. Os animais foram manejados em pastos de capim-massai sob lotação intermitente e suplementados diariamente. Foram utilizados 24 ovinos ½ Santa Inês x ½ SPRD (sem padrão racial definido), machos não castrados, com idade média de 90 dias em delineamento inteiramente casualizado. Foi avaliado o desempenho dos ovinos quanto ao ganho de peso vivo médio diário, ganho por área e a taxa de lotação (animais de 25 kg/ha). O pasto foi avaliado quanto à massa de forragem total no pré e pós-pastejo e quantificada as massas dos constituintes morfológicos, o valor nutritivo e as taxas de acúmulo de forragem. A massa de forragem total diminuiu ao longo da estação seca. Teores de proteína bruta e digestibilidade in vitro da matéria orgânica da lâmina foliar foram superiores no estrato superior a 15 cm do dossel. O ganho de peso médio diário dos animais suplementados com feno de leguminosas foi semelhante ao ganho obtido pelos animais suplementados com farelo de soja nos quatro ciclos de pastejo. O ganho de peso vivo total foi maior do que os animais suplementados apenas com mistura múltipla nos dois primeiros ciclos de pastejo. Os fenos de Leucena e de Gliricídia podem ser indicados para suplementação de ovinos mantidos em pasto.

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  • DEBORAH GALVAO PEIXOTO GUEDES DE ARAUJO
  • AVALIAÇÃO GENÉTICA DA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA EM VACAS PARDO-SUÍÇAS POR MEIO DA ANÁLISE DE SOBREVIVÊNCIA

  • Orientador : ELIZANGELA EMIDIO CUNHA
  • Data: 20/02/2014
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  • Dentre as características de importância econômica para a pecuária leiteira, aquelas relacionadas com a precocidade sexual e a longevidade do rebanho são determinantes para o sucesso da atividade, uma vez que o tempo de permanência de uma vaca num rebanho é determinado por sua vida produtiva e reprodutiva. No Brasil, existem poucos estudos sobre a eficiência reprodutiva de vacas Pardo-Suíças e não foi encontrado nenhum estudo abordando o uso da metodologia de análise de sobrevivência aplicada a esta raça. Assim, no primeiro capítulo deste trabalho, a idade ao primeiro parto de novilhas Pardo-Suíças foi analisada como o tempo até o evento por meio do método não paramétrico de Kaplan-Meier e do modelo de fragilidade compartilhado gama, sob a metodologia de análise de sobrevivência. Foram estimadas curvas de sobrevivência e de taxa de risco associadas com este evento e verificada a influência das covariáveis consideradas sobre o tempo. Os tempos médio e mediano ao primeiro parto foram 987,77 e 1.003 dias, respectivamente; e as covariáveis significativas pelo teste de Log-Rank, na análise por Kaplan-Meier, foram estação de nascimento, ano de parto, touro (pai da vaca) e estação de parto. Na análise pelo modelo de fragilidade, foram preditos os valores genéticos e as fragilidades dos touros (pais) para o parto, modelando-se a função de risco de cada vaca em função da covariável fixa estação de nascimento e da covariável aleatória touro. A fragilidade seguiu a distribuição gama. Touros com valores genéticos positivos e altos possuem fragilidades altas, o que significa menor tempo de sobrevivência de suas filhas ao evento, ou seja, redução na idade ao primeiro parto delas. O segundo capítulo teve como objetivo avaliar a longevidade de vacas leiteiras utilizando o estimador não paramétrico de Kaplan-Meier e os modelos de riscos proporcionais de Weibull e de Cox. Foram simulados 10.000 registros da característica longevidade de fêmeas Pardo-Suíças englobando seus respectivos tempos até a ocorrência de cinco partos consecutivos (evento), considerados aqui como típicos de uma vaca longeva. As covariáveis consideradas no banco de dados foram a idade da vaca ao primeiro parto, o rebanho e o pai da vaca. Todas as covariáveis exerceram influência sobre a longevidade das vacas de acordo com os testes de Log-Rank e Wilcoxon. Os tempos médio e mediano para a ocorrência do evento foram de 2.436,285 e 2.437 dias. Touros com maior valor genético também possuem um maior risco de que as suas filhas alcancem os cinco partos aos 84 meses.

     

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  • JOELMA VASCONCELOS CELESTINO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DO RESÍDUO DE CAJU NA ALIMENTAÇÃO DE CODORNAS DE CORTE (Coturnix coturnix coturnix): DESEMPENHO, VIABILIDADE ECONÔMICA E MORFOMETRIA INTESTINAL

  • Orientador : JANETE GOUVEIA DE SOUZA
  • Data: 21/02/2014
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  • O cultivo da cultura do caju ocupa lugar de destaque no Rio Grande do Norte entre as plantas frutíferas tropicais e seu consumo é basicamente de três formas: in natura, conserva ou sucos. O pseudofruto do cajueiro (Anacardium occidentale L.) é um subproduto da indústria do suco do caju, normalmente desperdiçado e que pode ser utilizado na alimentação animal. Objetivou-se avaliar o desempenho produtivo, a qualidade de carcaça, os índices econômicos de rações de codornas de corte alimentadas com o resíduo do caju nos níveis de 0, 7, 14 e 21% em substituição ao milho e a morfometria dos órgãos do trato gastrointestinal. O experimento foi realizado no Setor de Avicultura da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias/EAJ. Foram utilizadas 280 codornas europeias (Coturnix coturnix coturnix) machos, alojadas em boxes (1,00x0,50m²), distribuídas em  delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos, cinco repetições de 14 aves. As rações foram formuladas para atender às exigências nutricionais das codornas em fase de crescimento (1 a 21 dias) e terminação (22 a 42 dias). Foram avaliados: peso vivo, consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar nos intervalos de 1-7; 8-21 e 22-42 dias de idade. Aos 42 dias foram selecionadas aleatoriamente, duas aves por unidade experimental, para serem sacrificadas para avaliação das características de carcaça (peso e rendimento de peito, coxa, sobrecoxa, asas e peso da gordura abdominal, coração, moela, fígado e vísceras) e histomorfometria intestinal (comprimento e peso do trato gastrointestinal e segmentos do intestino delgado, assim como a altura e largura das vilosidades; altura da túnica muscular e muscular da mucosa; volume parcial e densidade de superfície; células caliciformes do intestino delgado) e, os índices econômicos (custo da ração, custo operacional efetivo, receita bruta, margem bruta em relação ao custo operacional efetivo, lucro operacional efetivo e índice de lucratividade). A análise estatística foi realizada através do SAEG-UFV e as médias foram comparadas utilizando o teste de Student Newman Keuls (P<0,05) e realizado análise de regressão em função os níveis do resíduo de caju desidratado. Na fase de crescimento houve efeito quadrático sobre o peso vivo, ganho de peso e conversão alimentar e efeito linear crescente para o consumo de ração em relação aos níveis do resíduo do caju. Não houve efeito dos níveis do resíduo de caju na fase de terminação sobre nenhuma variável estudada. Os percentuais de carcaça mostraram que os principais cortes não foram afetados pela inclusão do resíduo do caju nas dietas em até 7%, entretanto ao nível de 14% foram maiores os valores de peso vivo, carcaça e gordura abdominal. Em relação às vísceras, apenas o coração e a moela sofreram influencia do resíduo do caju à medida que o nível de inclusão do resíduo aumentava. A análise econômica do uso do resíduo do caju nas dietas basearam-se nos dados do peso final da carcaça dos animais (sem vísceras, cabeça, pés e penas) ao fim do período experimental. O custo de cada dieta experimental foi calculado de acordo com os preços dos ingredientes, no período de novembro de 2013. Os índices econômicos apresentaram resultados satisfatórios aos níveis de 7% e 14%, no entanto a sua utilização dependerá da relação dos preços entre os ingredientes. O nível máximo de inclusão do resíduo do caju apresentou o pior índice de lucratividade, margem bruta e receita bruta. Houve efeito do resíduo do caju sobre o comprimento do trato gastrointestinal e duodeno; peso do íleo; largura da vilosidade do íleo; a altura da túnica muscular e mucosa muscular de todos os segmentos intestinais, a densidade de superfície do duodeno e jejuno, redução das células caliciformes no intestino delgado. Conclui-se que o resíduo do caju pode ser utilizado nas dietas de codornas de corte na proporção de até 12,73% da ração total sem prejudicar o desempenho das codornas em na fase de 1 a 7 dias e de até 21% de 8 a 21 dias, o rendimento de carcaça e de cortes e, os índices econômicos apresentam melhores resultados a 14% de inclusão do resíduo do caju. A inclusão em até 19,88% do resíduo do caju não compromete a morfometria das codorna europeias.

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  • LORENA CUNHA MOTA
  • IMPACTO DO FARELO DO BAGAÇO DO CAJU NA ALIMENTAÇÃO DE SUÍNOS DOS 60 AOS 90 KG: ESTUDO DA DIGESTIBILIDADE DOS NUTRIENTES, DESEMPENHO E VIABILIDADE ECONÔMICA. 

  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 21/02/2014
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  • O Nordeste brasileiro é um dos maiores produtores de castanha de caju, sendo que o pseudofruto do caju é em grande parte descartado pelas indústrias tornando-o um subproduto de baixo custo e com maior oferta na estação seca da região. Em virtude disto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o desempenho de suínos em terminação,alimentados com rações de diferentes níveis de inclusão do farelo do bagaço do caju (FBC), assim como a digestibilidade dos nutrientes e viabilidade econômica das rações. O estudo foi realizado em duas etapas. No 1º experimento foram desenvolvidas a análise química das rações, ensaio de digestibilidade com coleta total de fezes de 10 suínos machos castrados com média de peso inicial de 60kg, alojados em gaiolas metabólicas, dos quais cinco receberam ração referência e cinco receberam ração teste com 30% de FBC. O 2º experimento foi composto por 40 animais com média de 60kg delineados em esquema fatorial de blocos casualizados, contendo 5 tratamentos de FBC (0%, 7,5%, 15,0%, 22,5% e 30%) e 4 repetições para realizar o ensaio de desempenho e avaliação econômica das rações. Foram submetidos à análise de variância e regressão os dados de consumo diário de ração, ganho de peso diário e conversão alimentar. Conclui-se como este estudo que suínos em terminação podem ser alimentos com dietas contendo até 30% de FBC, sem comprometer o desempenho. Contudo, o nível que melhor garantiu rentabilidade, através do estudo de viabilidade econômica foi o de 7,5% de inclusão de FBC.

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  • PRISCILA TORRES NOBRE
  • CARACTERIZAÇÃO E MODELAGEM DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE CAPRINOS LEITEIROS
  • Orientador : HENRIQUE ROCHA DE MEDEIROS
  • Data: 21/02/2014
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  • A caprinocultura leiteira é uma atividade tradicional, especialmente na agricultura familiar e/ou nos pequenos produtores rurais, que vem crescendo em importância ao longo dos anos no agronegócio brasileiro. Na região Sudeste (SE) do país essa atividade vem crescendo significativamente em termo de investimentos na produção de caprinos, focando principalmente na produção de leite dos seus rebanhos.Por esses motivos, este trabalho objetivou realizar a caracterização de sistemas produtivos de leite caprino de fazendas afiliadas a ACCOMIG/Caprileite no estado de Minas Gerais. As propriedades foram selecionadas por serem afiliadas a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Estado de Minas Gerais–ACCOMIG/Caprileite; possuírem sistemas de produção e manejo de caprinos leiteiros semelhantes e terem parceria e/ou buscarem orientações técnicas com os docentes da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Os dados foram coletados por meio de entrevistas estruturadas, utilizando questionários aplicados com os produtores, e o acompanhamento dos sistemas de produção durante visita as suas propriedades. Os dados obtidos foram analisados utilizando estatística descritiva e a planilha eletrônica Excel® do Office®. Com os resultados obtidos foi possível identificar que todas as propriedades foram classificadas como minifúndios, porém com sistema intensivo de produção e bom nível tecnológico. Essas condições resultam em desempenho individual dos animais do rebanho, que apresentaram média de 63,75 cabras em lactação perfazendo assim 153,38 litros de leite/dia. A média de leite produzido foi de 2,33 ± 0,63 l/cab./dia. Em todas as propriedades selecionadas há a preocupam com a qualidade do leite devido às bonificações por essa característica recebida ou na busca de um produto final (derivados lácteos) diferenciado. Um ponto favorável é que a região se destaca pela diversa variedade de canais de comercialização do leite fluido e derivados lácteos. Com relação a mão de obra é de suma importância aperfeiçoar o sistema e/ou diminuir o tempo de contenção e retorno às baias, pois essas ações contabilizaram juntas uma média aproximada de 25 minutos/dia, o que representa mais de 20% do tempo total de ordenha. 

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  • ITANIA MARIA MEDEIROS DE ARAUJO
  • Desempenho de novilhos alimentados com dieta suplementar em pastos de capim-mombaça

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 27/02/2014
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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de suplementos na recria de bovinos em pasto de Panicum maximum cv. Mombaça na época seca.  Utilizou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso, com três tratamentos e três repetições. Os tratamentos constituíram-se de: sal mineral; mistura mineral (MM), fornecida a 0,2% do peso vivo (PV); e, suplemento concentrado (SC), fornecido a 0,7% do PV. Foram utilizados 36 bezerros desmamados, com idade média de oito meses e peso médio inicial de 192 kg. Foram avaliados as massas e os componentes da forragem, o valor nutritivo e a taxa de acúmulo. O desempenho animal foi avaliado quanto ao ganho médio diário (GMD) e ganho de peso vivo (GPV). A quantidade de suplemento foi ajustada a cada pesagem. Não houve diferença entre períodos para a massa de forragem e relação folha: colmo.  Os maiores valores para massa de forragem verde, massa de lâmina foliar e porcentagem de colmo foram observados no primeiro período de avaliação. A altura do dossel e a oferta de forragem não diferiram entre os tratamentos. A porcentagem de colmo foi maior nos últimos períodos. A relação folha: não folha e a porcentagem de folha foram maiores no segundo período. Houve diferença entre os tratamentos para o GMD (250,460 e 770 g/dia para o sal, MM e SC, respectivamente). O maior GPV foi observado no tratamento SC. Os teores de PB, DIVMO, FDN e LDA nas lâminas foliares, colmo e material morto não diferiram entre os tratamentos. O uso de suplemento concentrado em pastos de capim-mombaça proporcionou maiores ganhos individuais e por unidade de área. Independente do uso de suplementos, a cultivar mombaça mostra-se como uma alternativa adequada para a utilização na época seca do ano.

     

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  • PEDRO ETELVINO DE GOES NETO
  • DESEMPENHO DE CABRAS LEITEIRAS ALIMENTADAS COM DIFERENTES ESPÉCIES DE CACTÁCEAS

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 28/02/2014
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  • O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da utilização de cactáceas nativas e exóticas ao nível de 50% na MS de inclusão na dieta total, sobre o consumo de nutrientes, ingestão de água, produção e composição físico-química do leite, com cabras em lactação. Foram utilizadas 5 cabras Saanen pluríparas (50±4 kg) alocadas em quadrado latino de acordo com cactáceas fornecidas nas dietas, constando de cinco períodos de 17 dias, sendo 10 dias de adaptação e 7 para coleta de dados,  cinco tratamentos com as seguintes cactáceas: xiquexique, mandacaru, facheiro, palma miúda e palma orelha de elefante mexicana. O consumo de matéria seca variou de 1.967,58 a 2.602,46 (g/dia) entre as cactáceas e teve uma média de 2.251,84 (g/dia). Observou-se que o consumo de matéria seca CMS (g/kg0,75) variou de 102,75 à 136,78 entre as cactáceas estudadas. O consumo de matéria seca (%PV) variou de 3,84 à 5,11 com média de 4,47. A produção de leite em (g/dia) variou de 1.692,60 a 2.090,40.  O consumo de água oferecida variou entre 4.549g (xiquexique) a 8.749 (palma miúda). As cabras alimentadas com palma miúda apresentaram-se com as maiores produções de leite (g/dia) com valores médio de 2.091. Não houve diferença na composição físico-química do leite estando os teores de gordura, proteína bruta, lactose e sólidos totais a cima do mínimo permitido pela legislação para leite de cabra no Brasil. A utilização de cactáceas ao nível de 50% MS na inclusão da dieta total proporcionou consumo de nutrientes suficientes para atender as exigências dos animais para a produção de leite sem alterar a sua composição físico-química.

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  • RAFAEL LEANDRO RAMOS DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE CARCAÇA E PERFIL DOS ÁCIDOS GRAXOS EM SUÍNOS NA FASE DE TERMINAÇÃO, ALIMENTADOS COM DIETAS CONTENDO FARELO DE BAGAÇO DE CAJU

  • Orientador : JOSE APARECIDO MOREIRA
  • Data: 28/02/2014
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  • Fornecer carnes mais saudáveis aos consumidores tem exigido dos suinocultores uma adequação da nutrição e do manejo alimentar. A nutrição é um dos fatores primordiais na definição dos aspectos qualitativos da carne suína, pois através dela podemos modificar o perfil dos ácidos graxos. O objetivo do trabalho foi analisar os efeitos da inclusão do farelo do bagaço do caju (FBC) nas dietas de suínos em terminação, sobre as características das carcaças e qualidade da carne. Foram utilizados 20 suínos mestiços, machos castrados com peso médio inicial de 60 ±7,42 kg/PV As dietas foram formuladas a base de milho e farelo de soja, contendo óleo vegetal, núcleo comercial e diferentes níveis de inclusão do farelo do bagaço do caju (0,0; 7,5%; 15,0%; 22,5% e 30,0%). O delineamento experimental foi de blocos casualizados, sendo 5 tratamentos e 4 repetições. Foram avaliados os parâmetros quantitativos, qualitativos, perfil de ácidos graxos no músculo Longissimus dorsi e na área de gordura. Observou-se que com a inclusão do FBC, os parâmetros de rendimento de carcaça, espessura de toucinho, área de gordura tiveram efeito linear negativo e a relação carne/gordura efeito positivo. Em relação ao perfil de ácidos graxos na área de gordura, o teor do ácido graxo linoleico no nível de 30% de FBC foi 18,2% superior (P<0,05) ao nível de 0,0% e no araquidônico o nível de 22,5% foi superior 33,3% e 37,5% aos níveis 0,0% e 15,0% (FBC) respectivamente. Conclui-se que os suínos em terminação podem ser alimentos com dietas contendo até 30% de FBC, melhorando a qualidade da carcaça pela menor deposição de gordura e modificação no perfil de ácidos graxos.

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  • LARISSA FERNANDA DO NASCIMENTO SILVA
  • Perfil de Produtores da Associação de Criadores de Cabras Leiteiras do Leste-agreste Potiguar 
  • Orientador : HENRIQUE ROCHA DE MEDEIROS
  • Data: 26/03/2014
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  • A criação de programas governamentais de distribuição de alimentos fomentou a caprinocultura leiteira. O Rio Grande do Norte encontra-se entre os principais produtores de leite de cabra no Brasil. Por isto, o primeiro capítulo desse trabalho teve por objetivo traçar um perfil de produtores localizados nas microrregiões Agreste e Macaíba. Utilizou-se para isso um questionário estruturado, de múltipla escolha. Os treze caprinocultores envolvidos nessa pesquisa pertencem à Associação de Criadores de Cabras Leiteiras do Leste - Agreste Potiguar (ACLAP). A seleção desses produtores tomou, como base, o método de amostra não-probabilística intencional, pois a associação vende aproximadamente 19% do leite de cabra produzido na região para a principal usina de beneficiamento do Estado. Os dados obtidos foram analisados pela estatística descritiva. Os resultados mostram que a maioria dos produtores apresenta idade média de 55 anos ± 12 anos e média de 10 anos ± 7 anos na atividade e ensinos médio e superior completos. Os produtores dessas duas microrregiões do Estado sinalizaram, como principal preocupação, a pouca qualidade da mão de obra, indicando a necessidade de capacitação dos trabalhadores envolvidos na caprinocultura leiteira. O segundo capítulo teve por objetivo realizar a caracterização da pastagem e do manejo alimentar de cabras leiteiras em treze propriedades localizadas nas microrregiões Agreste e Macaíba no Rio Grande do Norte. Os dados foram obtidos por meio de um levantamento, com a utilização de um questionário estruturado, o que permitiu identificar: o regime de manejo; as principais espécies forrageiras cultivadas, a utilização de concentrados e os ingredientes nas misturas. Também foi realizado um levantamento fitossociológico na pastagem. O regime de manejo adotado pelos produtores é o semi-intensivo. O milho em grão moído e o farelo de soja são a principal base na ração concentrada dos animais. O capim elefante é a forrageira, na forma de capineira, presente em 83% das propriedades. No levantamento fitossociológico, foi observado que as maiores frequências foram de espécies nativas no estrato herbáceo. Os valores médios para o NDT (44,65%), sugerem a incorporação de suplementos energéticos na dieta dos animais. Realidade encontrada nas propriedades avaliadas. A área de pastagem durante o período de estudo, apresentou grande heterogeneidade de espécies. O manejo alimentar de cabras leiteiras nas fazendas consiste principalmente, no uso de pastagens nativas, capineiras de capim elefante e de concentrados a base de milho em grão e farelo de soja.

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  • THALITA POLYANA MONTEIRO ARAUJO
  • EFEITO DO ESCORE DE CONDIÇÃO CORPORAL NAS CARACTERÍSTICAS PRODUTIVAS DE VACAS ZEBUÍNAS
  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 28/03/2014
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  • Na bovinocultura leiteira, o desempenho econômico de um sistema de produção está relacionado à eficiência do rebanho. Assim, o escore de condição corporal (ECC) tem sido amplamente aceito como o mais prático método para avaliar as mudanças na energia reservas em muitas espécies, incluindo gado de leite. Por isso, tem sido bastante estudada a relação do ECC com o desempenho produtivo e reprodutivo, pois há implicações para a produção e composição do leite, e da rentabilidade agrícola em geral. Desse modo, no primeiro capítulo deste trabalho, verifica-se o efeito do ECC, dos dias de lactação e da CCS sobre as características produtivas dos zebuínos. Assim, foram utilizadas 98 vacas das raças zebuínas (Gir e Guzerá), pertencentes à EMPARN e estes animais foram divididos em classes quando ao estagio fisiológico, período de lactação, CCS e ECC. Portanto, observou a influencia do escore com o teor de gordura do leite, no qual, a cada aumento de 0,5 no ECC há um aumento 0,25 no teor de gordura. De tal modo, os dias de lactação aumentaram os constituintes do leite, na classe I, o mesmo ocorreu com CCS. O segundo capitulo tem por objetivo verificar o desempenho da produção e composição do leite, além constatar a tendência genética dos animais Gir e Guzerá pertencente à Empresa de pesquisa do Rio Grande do Norte. Para isso, foram utilizadas as estimativas de DEP (Diferença esperada na progênie) e fenótipos para as características produtivas de leite das raças estudadas. Os dados de produção de leite e constituintes usados nas avaliações genéticas foram obtidos a partir de controles leiteiros mensais e as DEP para produção de leite, gordura e proteína, todas em quilogramas (kg), foram estimadas anualmente. As análises descritivas para as diferentes características foram realizadas utilizando os procedimentos estatísticos disponíveis no pacote computacional SAS® (Statistical Analysis System). Observou uma tendência fenotípica e genética positiva para a produção de leite das duas raças, porém quando se verificou os constituintes o Gir apresentou tendência positiva para gordura e proteína e o Guzerá apresentou tendência genética baixa, porém positiva e a tendência fenotípica foi negativa para a gordura e a proteína.

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  • TABATTA CRISTINE CHAVES DE LIMA
  • POLIMORFISMO NO GENE DA BETA-CASEÍNA EM REBANHOS ZEBUÍNOS LEITEIROS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 05/06/2014
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  • Diversos problemas vêm sendo relacionados ao leite, destacando-se os alergênicos, ocasionados pela reação imunológica do corpo às proteínas lácteas. Sabendo-se disto e da importância do leite como fonte de proteína de origem animal, encontrar soluções para tais fatos são extremamente necessárias. Estudos apontam que as raças zebuínas apresentam alta frequência do alelo A2 da β-caseína. Este alelo em homozigose propicia um leite não nocivo à saúde humana, mostrando a importância fisiológica de sua detecção. Neste contexto, este estudo teve como objetivo identificar a presenças das variantes alélicas A1 e A2 do gene da β-caseína em rebanhos zebuínos leiteiros, bem como avaliar as características produtivas desses rebanhos. Foram utilizados 156 animais zebuínos leiteiros (68 da raça Gir e 88 da raça Guzerá) provenientes do rebanho da Estação Experimental Felipe Camarão - EMPARN. As extrações de DNA foram feitas a partir do folículo piloso dos animais, o gene foi amplificado e sequenciado. As sequências obtidas foram submetidas a análise no programa Geneious 5.6.5®. Para análise estatística utilizou-se o programa Statistical Analysis System (SAS, 2002), para a análise de variância com comparação de médias, através do teste de Tukey a 5% de significância e para a correlação, através do PROC CORR. As frequências alélicas e genotípicas dos animais Gir e Guzerá foram 98% e 97% para o alelo A2; e 0,96 e 0,93 para o genótipo A2A2. As médias das características produtivas de ambas as raças se encontram dentro do padrão para a espécie, porém diferiram significativamente nos teores de proteína, lactose e extrato seco desengordurado. Os animais da raça Gir obtiveram correlação positiva com o teor de gordura e sólidos totais, enquanto que a raça Guzerá apresentou correlação significativa para as seguintes variáveis: gordura e sólidos totais, proteína e sólidos totais, e lactose e extrato seco desengordurado. Os resultados demonstram à alta frequência do alelo A2 na raça Gir e Guzerá, portanto pode-se afirmar que é possível produzir um leite não alergênico com as raças estudadas. Este trabalho é de grande importância para a produção leiteira, pois raras são as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas sobre este fato e a seleção de raças que apresentam este alelo com alta frequência, desponta como uma alternativa viável para a produção de um leite não alergênico. 

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  • LARISSA MAGNA SOUZA SEABRA
  • Identificação depolimorfismos em genes candidatos associados à resistência a nematoides gastrintestinais em caprinos por sequenciamento de nova geração (NGS)

  • Orientador : LILIAN GIOTTO ZAROS DE MEDEIROS
  • Data: 06/06/2014
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  • Um dos maiores entraves na produção de caprinos é a endoparasitose gastrintestinal, ocasionada principalmente por nematoides dos gêneros Haemonchus e Trichostrongylus. O método de controle mais utilizado é a administração de anti-helmínticos, porém vem ocasionando resistência dos parasitos, além de deixar resíduos no produto final. Recentemente, alternativas de controle vêm sendo estudadas, e dentre elas, as novas tecnologias na área da genômica animal, que podem auxiliar na seleção de animais mais resistentes as endoparasitoses. O presente trabalho teve como objetivo identificar polimorfismos de genes candidatos associados à resistência a nematoides gastrintestinais em caprinos mestiços. Para isso, foram selecionados 59 caprinos F2 (Anglo-Nubiano x ½ Saanen) com diferentes graus de resistências às endoparasitoses gastrintestinais mediante utilização de marcadores fenotípicos.  Esses animais foram monitorados por um período de 93 dias, sendo coletados sangue e fezes a cada 7 dias. O sangue coletado durante o período da caracterização fenotípica foi utilizado nesse estudo para extração de DNA. O DNA extraído foi submetido à leitura em espectrofotômetro para mensuração da sua concentração e avaliação do grau de pureza, e eletroforese em gel de agarose para verificar a sua integridade. Foram escolhidos cinco genes para serem investigados os polimorfismos desta população de caprinos F2: IL-2, IL-5, IL-8, IL-12 e IFN-ᵧ, que foram amplificados através de PCR, confeccionadas as bibliotecas de DNA genômico e sequenciadas em sequenciador MiSeq Illumina®. Os dados gerados foram submetidos à análises de bioinformática e os SNP´s (single nucleotide polimorphisms) identificados pelo software CLC Bionfomatics. Foram encontrados 17 SNP´s no gene IL-2, 8 SNP´s no IL-5, 19 SNP´s no IL-8, 6 SNP´s no IL-12 e 21 SNP´s no IFN-ᵧ. Os resultados obtidos permitem a indicação dos polimorfismos do tipo SNP, aqui apresentados, como marcadores moleculares, os quais são ferramentas importantes para programas de melhoramento de caprinos e posterior associação entre a ocorrência de polimorfismos nos genes e as características fenotípicas dos animais a fim de identificar os mecanismos de resistência a nematoides gastrintestinais.

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  • RENATO ANDRADE DOS SANTOS
  • Caldo de cana desidratado na ração de codornas de corte

  • Orientador : ELISANIE NEIVA MAGALHAES TEIXEIRA
  • Data: 25/08/2014
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  • A coturnicultura brasileira vem se destacando por apresentar vários aspectos positivos de criação: pequena exigência de espaço, alta adaptabilidade em diferentes regiões, baixo consumo de ração, boa taxa de crescimento, pequenos intervalo entre gerações, idade de maturidade sexual precoce e alta taxa de produção de ovos favorecem a utilização da codorna. No Brasil, a coturnicultura de corte é uma atividade recente que promove uma carne apreciada pelo consumidor por ser macia e saborosa, rica em vitamina, minerais e ácidos graxos. Contudo, a nutrição avícola é responsável por aproximadamente 80% do custo da produção, por essa razão, frente à necessidade em diminuir os custos das rações, faz-se necessária a busca por alimentos alternativos para alimentação das aves. A cana-de-açúcar é uma cultura plurianual, economicamente produtiva por três anos consecutivos, que vem se destacando por ser uma gramínea rica em energia, com variável teor de sacarose presente no colmo, desta forma, pode ser usado como alimento alternativo para ruminantes e não ruminantes. A substituição parcial do milho pelo caldo de cana desidratado na alimentação de codorna é uma forma alternativa de inclusão a ser estudada, podendo resultar no melhor desempenho, sabor e qualidade de carcaça das aves, quando em substituição parcial ao principal alimento energético usado na alimentação animal, o milho. Portanto, com o objetivo de avaliar o efeito dos níveis de caldo de cana de açúcar desidratado (CCD) (0,0; 1,5; 3,0 e 4,5%) na ração de codornas européias (Coturnix coturnix coturnix) sobre o desempenho, característica de carcaça e os índices econômicos aos 22 dias de idade, 192 codornas de corte, foram distribuídas em delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos e seis repetições de oito aves por unidade experimental. No desempenho, não foi verificado diferenças até 35 dias de idade, contudo de 35 a 42 dias a conversão alimentar piorou com o aumento da suplementação de CCD nas rações. Houve efeito quadrático dos níveis de CCD sobre o peso da carcaça (y=173,71 + 4,2767x - 1,2644x², R² = 0,99), coxa mais sobre-coxa (y = 36,055 + 1,1263x - 0,2256x², R² = 0,91) e gordura abdominal (y = 3,3295 - 0,8903x + 0,19x2, R² = 0,97) onde os níveis ótimos estimados foram 1,69; 2,50 e 2,34%, respectivamente. Houve efeito linear decrescente dos níveis de CCD sobre o peso de peito com pele (y = 66,267 - 0,5653x, R² = 0,83) e sem pele (y = 60,286 - 0,7193x, R² = 0,58). Na análise econômica, pode-se observar maior lucro ao produtor com a utilização da ração convencional. Contudo, entre os níveis de inclusão de caldo de cana observa-se que o nível 1,5% de CCD obteve os melhores resultados na análise econômica, obtendo apenas uma diferença de margem bruta relativa de 0,47% em relação ao convencional. Recomenda-se 1,69 e 2,50% de CCD para maior peso de carcaça, coxa+sobre coxa de codornas de corte. 

     

     

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  • MARCIO GLEYBSON DA SILVA BEZERRA
  • UTILIZAÇÃO DA ÁGUA RESIDUÁRIA DA MANDIOCA COMO FERTILIZANTE ORGÂNICO EM PASTO DE BRACHIARIA BRIZANTHA CV. MARANDU


  • Orientador : GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA
  • Data: 28/08/2014
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  • O Brasil destaca-se como 2º maior produtor de mandioca do mundo, sendo a maior parte desta produção utilizada para fabricação de farinha e fécula, o qual gera grande quantidade de resíduo, manipueira, em torno de 600 L/t de matéria prima processada. Em geral, esse resíduo é descartado diretamente no solo e cursos d’águas, causando sérios impactos ambientais. Diante disto, objetivou-se com este trabalho avaliar o uso da água residuária da mandioca (manipueira) como fertilizante orgânico em pasto de Brachiaria brizantha cv. Marandu. O experimento foi conduzido no Campus de Macaíba da UFRN. Para os tratamentos foram utilizados doses crescentes de manipueira, aplicados no solo, como fertilizante orgânico. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com seis tratamentos e quatro repetições, sendo os tratamentos: T1 = 0; T2 = 15; T3 = 30; T4 = 60; T5 = 120 m³ ha-1; e o T6 Adubação Mineral (AM) com NPK 140, 30 e 40 kg/ha. Foram realizados três cortes com intervalo de 60 dias. As variáveis avaliadas foram: altura da planta; acúmulo de componentes morfológicos da forragem; Interceptação de Luz (IL); Índice de Área Foliar (IAF); Clorofila Total (CT); Produção de Matéria Seca (PMS). Diante dos resultados, observou-se que a produção de matéria seca no T5 teve um acréscimo quantitativo, totalizando uma produção de 2796 kg de MS ha-1 no segundo corte, proporcionando um aumento de 493% em relação à testemunha, e o efeito residual observado no terceiro corte promoveu um acréscimo de 100 % quando comparado ao T1. Comparando-se a PMS obtida com a utilização de AM e os demais tratamentos observou-se que no segundo corte houve equivalência para a dose 120 m³/ha e no terceiro corte a equivalência foi nas doses 60 e 120 m³/ha. Para as variáveis altura da planta, IL, IAF, CT e Massa de Folhas a adição de manipueira no solo promoveu um aumento linear positivo para os três cortes. Porém, com a AM o IAF se mostrou superior aos demais tratamentos. A massa de colmo atingiu sua maior produção (838 kg/ha de MS) no segundo corte quando se utilizou a dose de 120 m³/ha. Na massa de material morto no segundo e terceiro cortes, verificou-se resposta linear positiva totalizando aumento de 322 e 452% respectivamente, em relação ao T1. O uso da manipueira apresentou efeito herbicida para a variável massa das indesejáveis, resultando em resposta linear negativa diminuindo a quantidade com o aumento das doses do resíduo. Portanto, a manipueira pode ser utilizada como fertilizante orgânico em pasto de Brachiaria brizantha cv. Marandu visando melhorias nas características produtivas, pois promoveu aumentos significativos na maioria das variáveis estudadas, principalmente quando foi utilizada a dose de 120 m³/ha, trazendo consequentemente benefícios para o meio ambiente por ser uma alternativa para o descarte orientado da manipueira.

15
  • MARIA GABRIELA DA TRINDADE SILVA
  • Efeito do uso da palma forrageira e fenos de leguminosas na alimentação de ovinos em confinamento

  • Orientador : MARCONE GERALDO COSTA
  • Data: 29/08/2014
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  • Objetivou-se com este trabalho avaliar o uso da palma forrageira associada a fenos de leguminosas na alimentação de ovinos em sistema de confinamento. Foram utilizados 24 ovinos ½ Soinga X ½ SRPD (sem padrão racial definido) com peso médio inicial de 21,38kg ± 2,53, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos e seis repetições. Os animais foram alojados em baias individuais para acompanhamento de ganho de peso (com pesagens semanais), medição de consumo alimentar, predição do consumo de matéria seca e nutrientes, e digestibilidade aparente dos nutrientes. As dietas foram compostas por quatro tratamentos, sendo estes representados pelos diferentes tipos de fenos de leguminosas associados à palma: PAFC: palma forrageira + feno de catanduva; PAFS: palma forrageira + feno de sabiá; PAFT: palma forrageira + feno de catingueira; PAFG: palma forrageira + feno de gliricídia; todos os animais receberam farelo de soja. Observou-se efeito do tratamento (P<0,05) sobre os consumos de matéria seca (CMS), CMS como porcentagem de peso vivo e CMS em função do peso metabólico, consumo de matéria orgânica (CMO) 1,09kg, consumo de fibra em detergente neutro (CFDN) 0,463kg e consumo dos carboidratos totais (CCHOT) 0,867kg, com maiores médias para o tratamento PFFC. Os ganhos de peso vivo médios diários foram 0,243kg; 0,225kg; 0,221kg e 0,211kg para os tratamentos PFFC, PFFS, PFFA e PFFG respectivamente. Não foi observada influência dos tratamentos sobre, peso vivo final 33,19kg, ganho de peso vivo total 11,83kg, ganho de peso vivo médio diário 0,225kg, ganho de peso ponderal 0,196kg, conversão alimentar 6,48, eficiência alimentar 16,04%, consumo de proteína bruta (CPB) 0,216kg, consumo de extrato etéreo (CEE) 0,015kg e consumo de carboidratos não fibrosos (CCNF) 0,414kg. Para ganhos médios diários satisfatórios não influenciados pelos tratamentos, pode-se inferir que a palma forrageira associada a fenos de leguminosas pode ser indicada para a alimentação de ovinos em confinamento.

16
  • MARIANA CAMPELO MEDEIROS
  • Características da carcaça e qualidade de ovinos confinados alimentados com palma forrageira e fenos de leguminosas

  • Orientador : MARCONE GERALDO COSTA
  • Data: 29/08/2014
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  • O confinamento é um sistema sustentável quando utilizado associado a alternativas alimentares que supram as necessidades nutricionais dos animais e torne-se viável economicamente para o produtor. Assim, objetivou-se com esse estudo avaliar as características de carcaça, a qualidade e composição tecidual da carne de ovinos em confinamento. Foi utilizada a palma forrageira associada a quatro diferentes tipos de feno de leguminosas: gliricídia, catingueira, sabiá e a catanduva. Os animais foram alojados em baias individuais dotadas de comedouro e bebedouro. Utilizou-se 24 ovinos 1/2 SPRD (sem padrão racial definido) x 1/2 Soinga, machos não castrados, com peso vivo médio de 21,4 kg. Ao atingirem 60 dias de experimento os animais foram submetidos ao abate. Nessa etapa foram avaliados subjetivamente quanto à condição corporal por meio de escores, submeteram-se ao jejum de sólidos por 16 horas e foram abatidos. Em balança de precisão pesaram-se todas as vísceras, bem como os componentes não comestíveis. Após 24 horas do abate foi realizada as medidas morfométricas, escores de conformação, acabamento e gordura pélvico renal. As carcaças foram serradas longitudinalmente em dois antímeros (direito e esquerdo), na porção esquerda obtiveram os cortes comerciais e seus rendimentos calculados. A composição tecidual do pernil foi obtida pela dissecação da perna. Para as medidas biométricas apenas o perímetro da coxa (P<0,05) apresentou influência da dieta, somente a variável perímetro do tórax apresentaram significância nas medidas morfométricas, para o rendimento de carcaça apenas o conteúdo do TGI e o peso de corpo vazio apresentou influência (P<0,05). Na composição regional foi observado influência (P<0,05) sobre os cortes paleta e lombo. Palma forrageira associada ao feno de leguminosas pode ser indicada na alimentação de ovinos em confinamento.

2013
Dissertações
1
  • JULIANA JUSTINO DE ANDRADE
  • Caracterização da caprinocultura nas microrregiões da Chapada do Apodi e de Angicos do estado do Rio Grande do Norte

  • Orientador : HENRIQUE ROCHA DE MEDEIROS
  • Data: 19/02/2013
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  • Os objetivos desta pesquisa foram caracterizar os sistemas de produção de caprinos, identificar os fatores limitantes e formular soluções que promovam a melhoria da caprinocultura no Estado do Rio Grande do Norte. Para isso, foram aplicados 162 questionários contendo parâmetros produtivos, econômicos e sociais. O levantamento foi realizado nas microrregiões de Chapada do Apodi e Angicos, essas foram escolhidas, por deterem o maior efetivo e maior densidade de caprino. Identificou-se que a maioria dos produtores entrevistados é do sexo masculino, está na faixa etária de 31 a 50 anos, cursou apenas o ensino fundamental incompleto, participa de afiliações e reside com sua família na propriedade. Suas principais preocupações são com a alimentação do rebanho e o roubo de animais. Sua propriedade tem em torno de 11 a 50 hectares. A caprinocultura de corte é mais praticada na Chapada do Apodi e a de leite na microrregião de Angicos. O sistema de produção mais utilizado é o extensivo. Quanto à produção e comercialização dos produtos, nota-se que existe uma deficiência na diversidade de produtos e uma necessidade de ampliar o mercado consumidor, assim percebe-se que a caprinocultura apresenta grande potencial para tornar-se um setor lucrativo da região, porém necessita de políticas que incentivem os produtores na adoção de medidas para organizar a cadeia produtiva.

2
  • MAYARA LEILANE DE JESUS BARRETO
  • AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO
    E FRAÇÕES PROTEICAS DO LEITE BOVINO EM PROPRIEDADES LEITEIRAS
  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 27/02/2013
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  • Mediante a crescente importância da composição
    centesimal do leite e suas frações proteicas, para a indústria de
    laticínios e
    para os produtores, em função da relação direta com o processamento,
    rendimento
    industrial e preço do leite, torna-se relevante verificar possíveis
    causas de
    variação desses componentes. Dessa forma, objetivou-se com este estudo
    avaliar
    o efeito das estações do ano, da ordem de parto e da fase de lactação
    sobre a
    composição do leite e suas frações proteicas em propriedades nas
    mesorregiões agreste
    e leste do Rio Grande do Norte - RN. O experimento foi separado em dois
    capítulos. O primeiro foi realizado em sete propriedades, com coleta de
    leite
    realizada em tanques de expansão e no segundo em uma propriedade, com
    coleta de
    leite por amostragem do lote de vacas de maior produção e de novilhas. No
    primeiro capítulo observou-se a resposta da estação do ano (seca e
    chuvosa) enquanto
    no segundo o efeito da ordem de parto e da fase de lactação na
    composição do
    leite e frações proteicas do leite.Foram realizadas análises de
    composição (nos
    dois capítulos) e sensorial (no segundo capítulo) e os resultados foram
    analisados por meio da análise de variância (ANOVA) com as possíveis
    diferenças
    entre as médias (p<0,05) pelo teste de Tukey. Houve resposta significativa
    (p<0,05) da estação do ano apenas em virtude do efeito fazenda. A estação
    chuvosa obteve médias superiores na proteína, lactose, sólidos totais e no
    extrato seco desengordurado. Vacas pluríparas tiveram maiores teores de
    contagem de células somáticas, nitrogênio ureico do leite e porcentagem
    da caseína na proteína total. Já entre os atributos sensorias as
    primíparas obtiveram maior média
    para a cor.  O terço final da lactação
    foi responsável pela elevação dos teores de quase todos os componentes
    do leite
    e suas frações proteicas. Portanto, a ordem de parto, a fase de
    lactação e a estação do ano são variáveis capazes de influenciar os
    componentes do leite
    e suas frações proteicas.
3
  • VANESSA NUNES SILVA
  • CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS E SUA CORRELAÇÃO COM OS COMPONENTES DO LEITE

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 28/02/2013
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  • Objetivou-se com o presente estudo verificar a ocorrência de mastite

    subclínica em animais da raça Girolando e a relação da produção e composição

    química do leite com a contagem de células somáticas (CCS) e escore de condição

    corporal (ECC). O experimento foi conduzido em uma propriedade localizada no

    Município de São José de Mipibu, RN, Brasil. As amostras de leite foram

    coletadas nos períodos da manhã e da tarde, e

    encaminhadas ao Laboratório para que se procedesse à análise dos componentes do

    leite. Foram avaliados os teores de proteína, gordura, lactose, caseína,

    sólidos totais, extrato seco desengordurado e nitrogênio urico, além da

    contagem de células somáticas. Os dados foram submetidos à análise de

    variância, análise de correlação e teste de comparação de médias (Tukey, 5%),

    no programa estatístico SAS. O mês de coleta, a ordem de parto, o escore de

    condição corporal e o período de lactação são variáveis que afetam a contagem

    de células somáticas no leite bovino. A contagem de células somáticas influência

    na composição do leite bovino, correlacionando-se com seus constituintes,

    podendo causar grandes prejuízos aos sistemas produtivos. As correlações entre

    o escore de condição corporal e componentes do leite, assim como a de contagem

    de células somáticas e os componentes do leite respondem de forma diferente

    quando avaliados separando os animais por ordem de parto.

4
  • DYEGO FELIPE DE LIMA LEITE
  • Consumo e digestibilidade aparente de dietas com níveis crescentes do subproduto do caju em ovinos.

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 15/03/2013
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  • O presente estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar o consumo e a digestibilidade aparente de dietas contendo níveis crescentes do subproduto do caju em ovinos, fazendo-se uso de substâncias indicadoras. Foram utilizados 16 ovinos ½ sangue Dorper x ½ Santa Inês, com peso vivo de ±19,5kg e 45 dias de idade, distribuídos em um delineamento experimental inteiramente casualizado, sendo quatro tratamentos (0%, 20%, 40%, 60%) de inclusão do subproduto do caju e quatro repetições, perfazendo-se 16 observações. Os indicadores utilizados foram a Lignina Purificada e Enriquecida - LIPE® e o Dióxido de Titânio (TiO2). Ambos foram administrados de forma manual diretamente na boca dos animais, sendo o TiO2 fornecido no formato de balas de papel manteiga na quantidade de 5g/animal/dia por um período de sete dias de adaptação e cinco de coletas. Já o indicador LIPE® foi administrado no formato de cápsulas de 250mg/animal/dia por um período de dois dias de adaptação e cinco dias de coletas sendo o mesmo, fornecido com a ajuda de uma mangueira de plástico e um dispositivo que permitisse o lançamento da cápsula no esôfago dos ovinos. Os indicadores foram capazes de estimar os resultados de consumo e digestibilidade dos nutrientes, havendo efeito de regressão (P<0,01) do consumo em função dos níveis crescentes do subproduto do caju nas dietas com a estimativa do indicador LIPE® apresentando melhores resultados de consumo e digestibilidade para as dietas sem inclusão do subproduto do caju, (tratamento 1 = 0%). Para o indicador dióxido de titânio não houve efeito de regressão (P>0,05) dos níveis crescentes do subproduto do caju sob as variáveis estudadas, sendo observados melhores resultados de consumo e digestibilidade dos nutrientes nos níveis mais elevados de inclusão do subproduto do caju, (tratamento 4 = 60%). Com base nas estimativas de ambos os indicadores, o consumo e digestibilidade das dietas dos ovinos não foi satisfatório com a inclusão deste subproduto, havendo a necessidade de mais estudos com este subproduto do caju nas diversas categorias de animais.

5
  • JOSÉ ANDRÉ JÚNIOR
  • Sistema de produção misto de caprinos na mesorregião Central
    Potiguar do estado do Rio Grande do Norte.
  • Data: 19/03/2013
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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar um sistema de
    produção misto de caprinos em regime de manejo semi-intensivo na zona
    semiárida da mesorregião Central Potiguar, microrregião de Angicos no RN a
    partir de parâmetros, reprodutivo e produtivo. O trabalho foi conduzido na
    Estação Experimental Terras Secas, em Pedro Avelino , de propriedade da
    EMPARN e teve a duração de dois anos. Foram usados 84 animais, adultos,
    sendo 82 matrizes e tres reprodutores e ao final de cada ciclo de produção
    foram feitas as análises dos indicadores zootécnicos e econômicos.
6
  • ALBERTO LUIZ FREIRE DE ANDRADE JUNIOR
  • PARÂMETROS PARASITOLÓGICOS E DESEMPENHO PRODUTIVO DE OVINOS NATURALMENTE INFECTADOS COM NEMATOIDES GASTRINTESTINAIS MANTIDOS EM DIFERENTES PASTAGENS TROPICAIS
  • Orientador : LILIAN GIOTTO ZAROS DE MEDEIROS
  • Data: 10/04/2013
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  • O controle dos nematoides gastrintestinais de pequenos ruminantes usualmente é feito pela administração de anti-helmínticos. Porém, devido ao aparecimento cada vez mais crescente da resistência parasitária a estas drogas, busca-se a cada dia um controle alternativo para as parasitoses. Uma das alternativas buscadas está no manejo das pastagens, já que estas são as fontes de contaminação dos animais pelas larvas infectantes L3 dos helmintos. Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a resposta de ovinos frente às infecções naturais por nematoides gastrintestinais mantidos em pastagens de Panicum maximum cv. Massai e cv. Aruana, e Brachiaria brizantha cv. Piatã e cv. Marandu. O experimento foi realizado de Maio a Agosto/2011, utilizando 48 carneiros mestiços SRD x Santa Inês, naturalmente infectados por nematoides gastrintestinais e mantidos em quatro diferentes cultivares de gramíneas forrageiras tropicais naturalmente contaminadas por ovos e larvas de nematoides gastrintestinais. Os animais foram caracterizados fenotipicamente através de exames parasitológicos (ovos por grama de fezes – OPG, e coprocultura), exames hematológicos (hematócrito e contagem de eosinófilos sanguíneos), pelo método FAMACHA (de avaliação da mucosa ocular), e pelas medidas de escore de condição corporal e ganho de peso. Nas pastagens foi feita a recuperação das larvas infectantes, a fim de determinar a quantidade de L3 presentes no pasto. O delineamento experimental usado foi o de blocos casualizados com duas repetições, e antes da entrada dos animais nos piquetes, os mesmos foram vermifugados. O período experimental foi finalizado quando os animais atingiram 32,0 kg de peso vivo, e em seguida foram abatidos e realizada a necropsia para recuperação e identificação dos parasitos do abomaso, intestino delgado e intestino grosso. Os resultados obtidos foram submetidos a análise de variância, usando o programa SAS. Os animais mantidos na pastagem Marandu apresentaram menores contagens de OPG, maior porcentagem de volume globular e maior média de peso; os que permaneceram na pastagem Piatã apresentaram menores contagens de eosinófilos por microlitro de sangue. O FAMACHA de maior prevalência foi o FAMACHA 2, e o escore de condição corporal oscilou entre os índices 2 e 3. Os resultados das coproculturas e a recuperação das larvas nas pastagens evidenciou presença de larvas de Trichostrongylus sp., bem como na necropsia este também foi o parasito de maior prevalência. Portanto, pode-se concluir que a pastagem influencia na carga parasitária dos ovinos, pois cria um microclima favorável à eclosão dos ovos e desenvolvimento das larvas infectantes, tendo sido, neste estudo, a pastagem Marandu que propiciou um melhor desenvolvimento ponderal aos animais. O FAMACHA, juntamente com o OPG e VG é uma técnica que pode ser usada para o controle das verminoses gastrintestinais. O Trichostrongylus sp. é o parasito de maior prevalência nos ovinos no período chuvoso.

7
  • CARLA LAILANE DIAS DE LIMA
  • ESTRUTURA DO DOSSEL E ACÚMULO DE FORRAGEM DOS CAPINS PIATÃ E MARANDU SOB PASTEJO COM OVINOS

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 17/05/2013
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  • O Brasil é o principal produtor de carne e leite à pasto e devido a crescente demanda por alimentos, a concorrência com mercados externos e as questões ambientais torna-se necessário intensificar a produção animal, ou seja, produzir mais carne e leite, de melhor qualidade, sem aumentar as áreas de plantio. O nordeste possui condições edafoclimáticas que dificultam o cultivo da maioria das forrageiras utilizadas em outras regiões do país, porém existe a possibilidade de utilizar forrageiras melhoradas e mais produtivas que as espécies nativas, desde que estudos sobre o crescimento e fisiologia da planta sejam realizados. Um dos métodos mais eficientes de identificar a persistência e a produtividade de uma forrageira a determinado manejo e local é o estudo das características estruturais, dentre elas a densidade e a dinâmica do perfilhamento associadas à produção de massa de forragem. O objetivo deste trabalho foi avaliar o perfilhamento e produção de massa dos capins Brachiaria brizantha cv. Piatã e cv. Marandu com duas alturas no pós-pastejo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições. O período experimental foi de março a outubro de 2012. A meta de altura no pré-pastejo 50 cm e no pós-pastejo 15 e 25 cm, para cada cultivar. Foram analisadas as seguintes variáveis: densidade populacional de perfilhos, massa de forragem, componentes morfológicos, acúmulo e taxa de acúmulo. Foram obtidos três ciclos de pastejo. O capim marandu apresentou uma maior massa de forragem no pré-pastejo e uma menor produção de colmo em relação à piatã. Não foi observada diferença entre as duas cultivares quanto à produção de lâmina foliar. Não houve diferença na produção de massa de forragem, lâmina foliar, colmo e material morto entre as duas alturas de pós-pastejo. Os pastos manejados a 25 cm apresentaram maior acúmulo e taxa de acúmulo em relação aos de 15 cm. Ao avaliar os acúmulos e taxas de acúmulos nas duas cultivares, piatã e marandu, o capim marandu apresentou valores superiores em relação à piatã, sendo superior também para a característica taxa de aparecimento de perfilhos basilares na altura de 15 cm pós-pastejo. O capim piatã manejado a 25 cm desenvolveu uma menor quantidade de perfilhos na segunda geração e uma maior quantidade de perfilhos na terceira geração em relação ao marandu. A maior densidade populacional de perfilhos foi observada nos pastos com 25 cm de pós-pastejo, não houve diferença estatística da densidade entre as duas cultivares e entre os ciclos. Sendo assim, conclui-se que os capim piatã e marandu, podem ser manejados com as alturas de pós-pastejo de 15 cm e 25 cm.

8
  • KARIN KURKJIAN
  • ESTIMAÇÃO DE PARÂMETROS GENÉTICOS PARA RESISTÊNCIA À INFECÇÃO POR IMNV EM CAMARÕES Litopenaeus vannamei POR MEIO DE ANÁLISE DE SOBREVIVÊNCIA

  • Orientador : ELIZANGELA EMIDIO CUNHA
  • Data: 19/06/2013
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  • A principal espécie de camarão marinho cultivado no Brasil e no mundo é o Litopenaeus vannamei, que teve entrada no Brasil nos anos 80. Contudo a entrada do vírus da mionecrose infecciosa (IMNV), causador da doença da mionecrose infecciosa em camarões marinhos, trouxe prejuízos econômicos a carcinicultura nacional, com mortalidades de até 70% na produção de camarões. Dessa maneira objetivou-se avaliar a sobrevivência de camarões Litopenaeus vannamei infectados pelo vírus da mionecrose infecciosa utilizando o estimador não paramétrico de Kaplan-Meier e um modelo de fragilidade para dados grupados. Foram conduzidos três testes de desafios virais com duração de 20 dias cada, em diferentes épocas do ano, mantendo-se os parâmetros de pH, temperatura, oxigênio e amônia controlados diariamente. Foram avaliadas 60 famílias de irmãos completos de camarões marinhos L. vannamei infectadas pelo IMNV em cada desafio viral. Foi feita a confirmação da infecção pelo IMNV através da técnica de PCR em tempo real utilizando o corante Sybr Green. Através do Estimador de Kaplan-Meier foi possível detectar diferenças significativas (p<,0001) entre as curvas de sobrevivência das famílias e tanques e também na análise conjunta dos desafios virais. Foram estimados, em cada desafio, parâmetros genéticos como o valor genético de família e sua respectiva taxa de risco (fragilidade), e a herdabilidade na escala logarítmica por meio do modelo de fragilidade para dados grupados. A herdabilidade estimada foi respectivamente 0,59; 0,36; e 0,59 nos desafios virais 1; 2; e 3; e também foi possível identificar as famílias que possuem as menores e maiores taxas de risco para a doença. Esses resultados podem ser utilizados para seleção de famílias mais resistentes à infecção pelo IMNV e a inclusão da característica de resistência a doença em programas de melhoramento genéticos de L. vannamei.

     


9
  • IGOR DE PAULA LOPES AURELIANO
  • Curva de crescimento e produção de matéria seca da palma forrageira (Opuntia fícus indica Mill e Nopalea cochenillifera Salm Dick) em resposta à disponibilidade de água e nitrogênio.

  • Orientador : GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA
  • Data: 30/08/2013
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  • Objetivou-se neste trabalho avaliar as curvas de crescimento e a produção de matéria seca, da palma cv. Gigante e da cv. Miúda, sob diferentes níveis de irrigação e adubação nitrogenada. Utilizando um delineamento experimental em blocos ao acaso, com 4 repetições, para cada cultivar. Os tratamentos foram dispostos em arranjo fatorial 4 x 2, sendo 4 níveis de irrigação (0, 30, 60 e 90% da água evapotranspirada) e 2 níveis de adubação nitrogenada (0 e 200 kg ha). Para a avaliação das curvas de crescimento foram mensurados: largura, comprimento, perímetro, espessura, peso médio dos cladódios, área dos cladódios, número de cladódios por planta e a área fotossintética dos cladódios, durante duas coletas, cada uma de 6 meses. Avaliou-se também a produção em matéria natural e seca (t/ha). Os principais resultados encontrados foram uma diminuição na produção de matéria natural das palmas e uma menor produção de cladódios, em relação aos cortes de 6 meses. A curva de crescimento da palma gigante no segundo corte apresentou valores menores. A irrigação não apresentou diferença significativa entre os tratamentos, principalmente no segundo corte. A palma não apresentou um bom desenvolvimento, com cortes de 6 meses, fazendo-se necessário a realização de experimentos com diferentes épocas de cortes, para analisar o desenvolvimento destas plantas.

10
  • LÍVIA ARAGÃO CORREIA DANTAS
  • Caracterização do sistema agropecuário dentro da agricultura familiar como subsidio de políticas públicas

  • Orientador : MARCONE GERALDO COSTA
  • Data: 30/08/2013
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  • No Brasil, as políticas públicas para o espaço rural sempre tenderam a priorizar a agricultura patronal, em detrimento da agricultura familiar. Objetivou-se com este trabalho, caracterizar o perfil socioeconômico dos agricultores familiares que vivem e trabalham no espaço rural brasileiro e destacar a importância do agronegócio familiar através da relação entre algumas variáveis significativas, como o valor da produção total, PIB, participação na área total dos estabelecimentos, produção agropecuária e renda do agricultor, que mostram a importante participação destes agricultores na produtividade agropecuária e consequentemente na economia do país. Portanto, este setor merece uma maior atenção e mais investimentos no desenvolvimento de políticas públicas que levem à uma educação de qualidade no meio rural, disponibilidade de cursos técnicos para os agricultores; uma assistência técnica mais eficiente e efetiva, assim como financiamentos de mais fácil obtenção.

11
  • JOYCE MARIA BATISTA UCHOA
  • VULNERABILIDADE DA AGROPECUÁRIA FAMILIAR PRODUTORA DE LEITE DO SERIDÓ POTIGUAR.

  • Orientador : MAGDA MARIA GUILHERMINO
  • Data: 02/12/2013
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  • Este projeto tem como objetivo estabelecer uma avaliação da viabilidade econômica dos sistemas de produção de bovinos leiteiros dentro da agricultura familiar na Região do Seridó do Rio Grande do Norte, principal bacia leiteira do estado, para a composição de novas estratégias, em nível de campo, que ajudem a fornecer subsídios para os administradores desenvolverem ações que favoreçam a sustentabilidade desses sistemas. Para isso, levou-se em consideração indicadores socioeconômicos como: participação em cooperativas, associativismo, aspectos administrativos e de controle da produção, destino e preço dos produtos produzidos, custo da produção, principais problemas enfrentados pela atividade realizada, entre outros. A coleta de dados foi realizada durante o período da seca, através de aplicação de questionários com 30 produtores da região e os dados coletados foram analisados através da estatística descritiva. Espera-se promover a consolidação dessa metodologia, com a integração entre os outros indicadores de sustentabilidade para a avaliação dos sistemas de produção animal e a sua utilização para apoiar políticas públicas, além de promover um desenvolvimento rural sustentável e a compreensão de sua complexidade.

2012
Dissertações
1
  • MIRELA GURGEL GUERRA
  • FATORES DE INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE LEITE BOVINO SOBRE OS NÍVEIS DA CONTAGEM BACTERIANA TOTAL

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 07/02/2012
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  • Objetivou-se com este trabalho avaliar a influência dos procedimentos de ordenha sobre os níveis da Contagem Bacteriana Total (CBT) no leite bovino. No primeiro estudo foram avaliados a influência dos procedimentos de ordenha higiênica, de limpeza dos equipamentos de ordenha, e no tanque de resfriamento do leite sobre os níveis da CBT. Para tanto, foram coletadas quatro amostras de leite do tanque de oito propriedades, para análise da CBT, pela metodologia de citometria de fluxo. Em cada propriedade aplicou-se um questionário para avaliação da atual situação dos procedimentos de ordenha em cada sistema de produção participante da pesquisa, seguida da capacitação e treinamento dos colaboradores em boas práticas agropecuárias na produção de leite e uma fase de acompanhamento das medidas da CBT. Considerou-se a metodologia para análise de dados longitudinais, com enfoque nos modelos de efeitos aleatórios. Os resultados mostraram que os procedimentos adequados no manejo na ordenha e na limpeza do tanque de resfriamento contribuíram para uma maior redução nos níveis da CBT do leite cru de tanques de resfriamento. No segundo estudo, objetivou-se descrever a proporção de propriedades que atendem à Instrução Normativa nº 51 (IN 51) em relação à Contagem Bacteriana Total (CBT) em leite bovino.  O estudo foi realizado no período de janeiro de 2010 a julho de 2011. Foram coletadas amostras de leite de oito propriedades selecionadas, para análise da CBT pelo método de citometria de fluxo. Em cada propriedade aplicou-se um questionário para avaliação da atual situação dos procedimentos de ordenha em cada sistema de produção participante da pesquisa, seguida da capacitação e treinamento dos colaboradores em boas práticas agropecuárias na produção de leite e uma fase de acompanhamento das medidas da CBT. Para análise estatística considerou-se a metodologia para modelos marginais baseada nas Equações de Estimações Generalizadas (EGGs). Os resultados mostraram que os procedimentos adequados no manejo da ordenha e na limpeza do tanque de resfriamento contribuíram para que uma parcela considerável das propriedades atingisse os limites da CBT estabelecidos pela IN 51.

     

     

     

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  • JOAO VIRGINIO EMERENCIANO NETO
  • AVALIAÇÃO DE PASTAGENS TROPICAIS EM SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE NO NORDESTE BRASILEIRO.

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 16/02/2012
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  • O objetivo deste estudo foi avaliar os caracteres estruturais, o acúmulo de forragem, o valor nutritivo e o desempenho de ovinos em diferentes pastagens tropicais. Os tratamentos constituíram em duas cultivares dos gêneros Panicum e duas de Brachiaria, manejadas sob lotação intermitente e taxa de lotação variável, na época das águas. Foram avaliadas as massas e os componentes da forragem no pré pastejo em dois estratos, e no pós pastejo. Foram feitas análises bromatológicas dos colmos e das lâminas foliares no pré pastejo em dois estratos. Utilizou-se 48 ovinos machos e inteiros para a avaliação do ganho de peso individual e por área, além de fêmeas em anestro para ajuste na taxa de lotação. Na cv. Massai foram observadas as maiores massa de forragem, de lâminas foliares e de material morto, além da maior densidade volumétrica e relação lâmina foliar:colmo no pré pastejo. Não houve diferença entre as cultivares para o percentual de lâminas foliares (PLF) em ambos os estratos, porém o PLF no superior foi maior que no inferior. O maior percentual de material morto (PMM) foi observado nas cvs. Massai e Marandu nos dois estratos. Nas cvs. Massai e Piatã foram observados os menores teores de proteína bruta no colmo e na lâmina foliar. No estrato de 0 – 25 cm foi observado menor valor nutritivo no colmo, nas lâminas foliares o valor nutritivo não deferiu entre os estratos. A massa de forragem, de lâmina foliar, PLF e proporção de colmo no resíduo dos pastos de Massai foram superiores aos da cv. Aruana. Não houve diferença para as eficiências na colheita de lâmina foliar e colmo entre as cultivares estudadas. A cv. Massai obteve os maiores acúmulos de lâmina foliar por ciclo e por dia. Os animais mantidos em pastos de capim Aruana obtiveram os maiores ganhos médios diários. As maiores taxas de lotação e ganhos por área foram observadas nos pastos de capim Massai e Marandu. As cultivares testadas são adequadas a produção de carne ovina na época das águas.

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  • ALANO ALBUQUERQUE LUNA
  • RESPOSTAS MORFOGÊNICAS E ESTRUTURAIS DE GRAMÍNEAS TROPICAIS EM REGIME DE CORTE NO NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : GELSON DOS SANTOS DIFANTE
  • Data: 17/02/2012
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  • Na região semiárida do Nordeste, ainda é baixa a adoção de técnicas de manejo das pastagens sejam elas cultivadas ou nativas, a mudança desse cenário possibilitaria a maximização da produção animal por meio do equilíbrio da produção de forragem e conversão animal. Com isso o objetivo deste trabalho foi avaliar as respostas morfogênicas e estruturais de seis gramíneas forrageiras, Brachiaria brizantha cultivares Xaraés e Piatã, Panicum maximum cultivares Massai e Mombaça e Cenchrus ciliares cultivares Aridus e Biloela em regime de corte. O experimento foi conduzido na área física do Grupo de Estudos em Forragicultura (GEFOR), situado na Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias – UFRN, em Macaíba, RN. O período experimental foi de maio a setembro de 2011, foram feitos cortes a uma altura de 20 cm e repetido a cada quatro semanas sempre na mesma altura inicial. O delineamento utilizado foi em blocos ao acaso com três repetições e seis parcelas por blocos, totalizando 18 parcelas. As maiores produções de forragem foram observadas nas cultivares (P<0,0001) Xaraés, Piatã, Massai e Mombaça. Já para a densidade populacional de perfilhos houve efeito entre as cultivares (P<0,0001), sendo observada maior número de perfilhos por m2 na cultivar Massai. As menores taxas de aparecimento de folhas foram observadas nos meses de agosto e setembro nas cultivares Áridus e Biloela. Conclui-se que, as cultivares do gênero Panicum e Brachiaria podem ser indicadas para sistemas de produção em sequeiro na região Nordeste, desde que sejam desenvolvidos trabalhos mais aprofundados sobre o manejo dessas cultivares nessas condições ambientais. 

     

     

     

     

     

4
  • RENATA MARIA ALVES COUTINHO CAMPERO
  • Marcadores fenotípicos na identificação de caprinos com diferentes níveis de resistência às endoparasitoses gastrintestinais”

  • Orientador : LILIAN GIOTTO ZAROS DE MEDEIROS
  • Data: 28/02/2012
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  • Resumo: O presente trabalho teve o objetivo de avaliar e caracterizar fenotipicamente caprinos com diferentes níveis de resistência a nematoides gastrintestinais. Durante 93 dias, 60 caprinos F2 oriundos do cruzamento de animais ½ Saanen e ½ Anglo-nubiano foram mantidos numa mesma área de pastagem cultivada irrigada de capim Tanzânia (Panicum maximum Jacq. Cv Tanzânia). A cada sete dias, fezes e sangue foram coletados para contagem de ovos por grama de fezes (OPG) e coproculturas, e contagem de eosinófilos, determinação de volume globular e proteína plasmática total, respectivamente. No mesmo dia das coletas, os animais foram pesados e avaliados quanto ao escore da condição corporal e FAMACHA. Com base na média de OPG, os doze animais com as maiores média (grupo susceptível) e os doze animais com as menores médias de OPG (grupo resistente) foram identificados e selecionados para seremabatidos e necropsiados para a recuperação, contagem e identificação dos parasitas presentes. Os animais pertencentes ao grupo resistente apresentaram menor média de OPG (P<0,0001) e 4,7 vezes menos parasitas do que os animais do grupo susceptível. O gênero Haemonchus foi o que apresentou maior prevalência nas coproculturas, seguido por Trischostrongylus e Oesophagostomum. A contagem de nematoides foi maior no abomaso do grupo susceptível do que no grupo resistente. As espécies identificadas foram Haemonchus contortus no abomaso e Trichostrongylus colubriformis no intestino delgado. Conclui-se que OPG, volume globular e proteína plasmática total foram marcadores fenotípicos eficientes para identificar animais resistentes  e susceptíveis às infecções causadas por nematoides gastrintestinais.

     

      

     

     

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  • VITOR BRUNO RODRIGUES BARBOSA
  • CRESCIMENTO E PARTIÇÃO DA BIOMASSA DA ESPÉCIE Opuntia fícus-indica Mill. CULTIVADA EM SISTEMA DE PLANTIO ADENSADO.

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 28/02/2012
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  • O presente trabalho teve como objetivo caracterizar o crescimento da parte aérea e do sistema radicular e a produção e partição da biomassa na planta em cultivo adensado na região agreste do RN / Brasil. Foram avaliados os efeitos do período seco e chuvoso sem e com adubação (200 kg / N / ha), em intervalos de corte de 240 dias. Para a caracterização do crescimento foram mensurados comprimento, largura, espessura, perímetro e área dos cladódios, sendo contabilizado e a distribuídos por ordem, por fim obteve-se o índice de área dos cladódios (IAC). Na determinação da distribuição das raízes e de sua biomassa foram utilizadas amostras com volume de 125,6 cm³, nas camadas de 0-10 e 10-20 cm de profundidade, distribuídos em linha, transição e entrelinha, na área útil da parcela. As produções de biomassa aérea e radicular para as avaliações no período seco (7,91; 1,3), chuvoso sem (8,76; 3,64) e com adubação (9,2; 4,02 t/ha), respectivamente. Os valores para relação raiz / parte aérea nos períodos foram de 0,16 (seco), 0,41(chuvoso sem) e 0,44 (chuvoso 200 kg / N / ha). O IAC médio foi de 0,70. O diâmetro radicular foi > 2,0 e o comprimento teve variação entre os períodos de 5,3 a 28,57 cm, sendo a superfície total média de 20,17 cm². Com isso observa-se que a palma, independente do tratamento aplicado, mobiliza grande parte dos recursos água e nutrientes para a parte aérea. 

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  • SAMARA SUENYA NOGUEIRA SERAFIM DE MELO
  • Consumo e Digestibilidade Aparente de Fenos de Moringa (Moringa Oleifera Lam) Com Quatro Diferentes Idades de Rebrota.

  • Orientador : EMERSON MOREIRA DE AGUIAR
  • Data: 29/03/2012
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  • JOSE GERALDO BEZERRA GALVÃO JUNIOR
  • CARACTERIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE LEITE BOVINO NA MICROREGIÃO SERIDÓ DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : MAGDA MARIA GUILHERMINO
  • Data: 27/04/2012
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  • Objetivou-se contribuir com uma leitura das características e diversidade dos sistemas de produção de leite bovino no Semiárido nordestino, discutir os aspectos socioeconômicos, zootécnicos e ambientais relacionados com a atividade primária da produção de leite e propor estratégias que possam contribuam para o aperfeiçoamento da pecuária leiteira. Foram selecionados, aleatoriamente, 28 estabelecimentos agropecuários que desempenhavam a atividade da bovinocultura leiteira com posterior aplicação de questionário estruturado nos meses de setembro e outubro de 2011. Os dados foram analisados com aplicação de medidas de análise descritiva e determinação do índice de desenvolvimento rural (IDR). Os resultados demonstraram que 53,57% dos entrevistados eram proprietários da terra, a área média das propriedades correspondeu a 286,48 hectares, a média de animais no rebanho bovino foi de 71±77,45 cabeças, 85,72% dos estabelecimentos tinham até 23 vacas em lactação, 100% realizavam ordenha manual com bezerro ao pé, produtividade média de 3,91 litros de leite/vaca/dia, 92,86% dos entrevistados não produziam silagem e/ou fenação, 64,29% não tinham acesso à assistência técnica, a idade média dos entrevistados foi 51±10,85 anos de idade, 78,57% tinham apenas ensino fundamental incompleto. A média geral do IDR calculado da amostra em análise correspondeu a 0,43±0,11 numa escala de 0 a 1. Para melhor análise dos índices, os estabelecimentos foram agrupados em 04 classes, baseando-se no seu IDR. O IDR médio em cada dimensão foi 0,43, 0,55 e 0,34, respectivamente para econômico/zootécnico, social e ambiental. . Conclui-se que é necessária à inclusão de melhores práticas de manejo do rebanho, escrituração zootécnica, assistência técnica e reorganização fundiária. A determinação do índice de desenvolvimento rural - IDR encontrado para a amostra conseguiu agregar os estabelecimentos hierarquicamente, de forma que seja possível o desenvolvimento de ações vinculadas aos indicadores que apresentaram os piores índices.

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  • CYNTHIA GABRIELA FERNANDES DE ARAUJO
  • CARACTERÍSTICAS DA CARCAÇA E QUALIDADE DA CARNE DE OVINOS TERMINADOS EM PASTAGENS CULTIVADAS

  • Orientador : MARCONE GERALDO COSTA
  • Data: 20/07/2012
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  • Araújo, C. G. F. Características da carcaça e qualidade da carne de ovinos em diferentes pastagens. 2012. XXf. Dissertação (Mestrado em Produção Animal. Sub área;  Sistemas de Produção Sustentáveis no Semiárido) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Macaíba - RN, 2012.

     

     

    RESUMO: Objetivou-se com este estudo avaliar a qualidade da carcaça e da carne de ovinos criados em pasto de Brachiaria brizantha e Panicum maximum. O experimento foi conduzido na área física do Grupo de Estudos em Forragicultura (GEFOR), situado na Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias – Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, em Macaíba, RN. Foram utilizados 32 cordeiros SPRD, obtidos de rebanhos do Estado, com peso vivo (PV) médio de 24,5kg, distribuídos aleatoriamente em quatro tratamentos constituídos por gramíneas tropicais, sendo duas cultivares de Brachiaria brizantha, Marandu e Piatã; e duas de Panicum maximum, Aruana e Massai. A área experimental tinha 2,88 ha, dividida em 4 piquetes de 0,72 ha, onde cada piquete consistia de uma cultivar e era dividido em 6 parcelas de 0,12 ha, onde os animais permaneciam sob pastejo rotacionado. O período de adaptação aos piquetes foi de sete dias. No início do experimento os animais foram pesados, identificados com brincos plásticos e colares coloridos de acordo com o tratamento, e tratados contra endoparasitas. Os cordeiros eram soltos nos piquetes às 8 horas e recolhidos às, 16 horas, onde retornavam às baias coletivas. Durante o tempo de pastejo os animais tinham livre acesso ao suplemento mineral Ovinofós® com monensina e água. Antes de entrarem nos piquetes eram colhidas amostras do pasto para caracterização da composição química. A cada sete dias ocorriam às pesagens, com jejum prévio, para o acompanhamento do desenvolvimento ponderal. As cultivares Marandu, Aruana, Piatã e Massai foram pastejadas durante 133, 129, 143 e 142 dias, respectivamente, até os cordeiros atingirem o peso de abate. Ao chegarem aos 32 kg os cordeiros foram avaliados subjetivamente quanto a condição corporal por meio escores, passaram por jejum de sólidos e dieta hídrica de 16 horas e foram abatidos. Foram feitas mensurações internas e externas nas carcaças além de avaliações subjetivas quanto à musculosidade, acabamento e quantidade de gordura pélvico-renal, depois cada uma foi dividida longitudinalmente em duas meias carcaças e foram feitos os cortes comerciais na meia carcaça esquerda, logo após pesados e calculados seus rendimentos. Entre a 12ª e a 13ª vértebras torácicas, foi realizado um corte para expor a secção transversal do músculo Longissimus dorsi, sobre o qual foi traçada a área de olho do lombo (AOL) em película transparente. A espessura de gordura da AOL e a medida GR foram determinadas utilizando-se de paquímetro. A composição tecidual foi determinada através da dissecação das pernas. Foram feitas as análises físicas (cor, perdas por cocção e força de cisalhamento) e a composição centesimal da carne (umidade, cinzas, proteína e lipídios) no músculo Longissimus dorsi. Pastagem de gramíneas tropicais de Brachiaria brizantha cvs. Marandu e Piatã e de Panicum maximum cvs. Aruana e Massai podem ser utilizadas para cordeiros SRPD na época chuvosa, pois não alteraram as características físico-químicas e composição centesimal da carne. 

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  • IRALICE MONTENEGRO DE MEDEIROS
  • Suplementação de zinco orgânico na ração de frangos de corte alojados em cama nova ou reutilizada

  • Orientador : ELISANIE NEIVA MAGALHAES TEIXEIRA
  • Data: 14/12/2012
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  •  

    Vários fatores podem interferir no desenvolvimento do frango de corte, dentre eles

     

    podemos destacar a nutrição e o manejo. No contexto nutricional, a suplementação mineral

     

    é uma prática necessária, pois, de modo geral, as dietas não contêm esses elementos em

     

    quantidade suficientes para atender as necessidades das aves. O zinco é um micromineral

     

    essencial à vida, participando de várias funções importantes ao organismo. Geralmente o

     

    zinco é adicionado a dietas das aves nas formas inorgânicas (oxidos, sufatos ou

     

    carbonatos), entretanto em sua forma orgânica ou quelatada apresenta-se mais

     

    biodisponível. Objetivou-se com o presente estudo avaliar o efeito dos níveis de zinco

     

    orgânico (ZnO) na ração de frangos de corte de 1 a 42 dias, alojados em cama nova ou

     

    reutilizada. O experimento foi conduzido no setor de avicultura da Unidade Especializada

     

    em Ciências Agrárias da EAJ/UFRN. Foram utilizados 576 pintos de 1 dia da linhagem

     

    comercial Cobb, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado em esquema

     

    fatorial 4x2 com quatro níveis de ZnO 0; 40; 80 e 120 ppm e dois ambientes, cama nova

     

    (CNo) e cama reutilizada (CRe), resultando em 8 tratamentos com 6 repetições de 12 aves.

     

    Na fase pré-inicial houve efeito linear crescente dos níveis de ZnO sobre o consumo de

     

    ração e efeito quadrático sobre o peso vivo e o ganho de peso. Os níveis de 72,41 e 70,05

     

    ppm de ZnO na ração de pintos melhoraram o peso vivo e o ganho de peso,

     

    respectivamente. Houve interação entre ZnO e o tipo de cama utilizada. O ZnO não afetou

     

    o desempenho das aves na fase de crescimento. Houve interação entre os níveis de ZnO e o

     

    tipo de cama utilizada. Os níveis de 61,50 e 85,30 ppm de zinco orgânico melhora a

     

    imunidade e aumenta a deposição de zinco na tíbia de frangos de corte aos 42 dias,

     

    respectivamente. O ZnO também aumenta a resistência de pele dos frangos aos 42 dias de

     

    idade. O uso de CRe melhora o desempenho de frangos de corte de 1 a 42 dias de idade.

     

     

     

     

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  • KACIA BEATRIZ DE SOUSA ARAUJO
  • Utilização de bagaço de caju desidratado e complexo enzimático na ração para codornas japonesas em postura

  • Orientador : JANETE GOUVEIA DE SOUZA
  • Data: 14/12/2012
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  • Diante da significativa participação da alimentação nos custos da produção avícola faz-se necessário a utilização de estratégias e técnicas que permitam maximizar o aproveitamento e valor biológico dos componentes das rações, mantendo constante ou melhorando o desempenho animal. Neste contexto, visando a substituição parcial do milho e o melhor aproveitamento dos constituintes da ração, a pesquisa destinou-se a avaliar o efeito da inclusão de bagaço de caju desidratado (BCD) e complexo enzimático (CE) na ração sobre o desempenho e a qualidade de ovos de codornas japonesas em postura. Foram utilizadas 200 codornas japonesas com 87 dias de idade, distribuídas em 25 gaiolas em um delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 2 + 1 (2 níveis de bagaço de caju x 2 níveis de enzimas) + dieta controle, sem bagaço de caju, constituído de 5 tratamentos com 5 repetições e com 8 aves cada repetição. O experimento teve duração de 63 dias, divididos em 3 períodos de 21 dias. Os tratamentos consistiram em: T1- Ração padrão, T2- Ração com 7,5% de BCD com CE, T3- Ração com 7,5% de BCD sem CE, T4- Ração com 15% de BCD com CE e T5- Ração com 15% de BCD sem CE. O complexo enzimático (CE) utilizado é produto de fermentação de Aspergillus niger, e o bagaço de caju foi proveniente da indústria de sucos que passou pelo processo de secagem e trituração para produção do farelo. Foi avaliado o desempenho e a qualidade dos ovos das codornas, sendo as variáveis de desempenho: consumo de ração (CR), conversão alimentar por dúzia de ovos (CAKD) e por massa de ovos (CAMO), Porcentagem de Produção (PO%), Peso Médio dos Ovos (PMO) e a Massa de Ovos (MO), e tendo variáveis de qualidade de ovos, a Gravidade Específica (GE), Unidade Haugh (UH), as relações entre os componentes dos ovos (ovo/casca, ovo/albúmen e ovo/gema) e o Índice Gema (IG). Os dados obtidos foram analisados no programa estatístico SAEG (2007). A inclusão de 15% do bagaço de caju desidratado na ração associado com 0,018% de complexo enzimático melhora o desempenho de codornas japonesas na fase de postura. Os tratamentos com a inclusão do bagaço de caju desidratado e a adição de complexo enzimático apresentaram o menor consumo de ração, o maior peso médio de ovos e a porcentagem de produção semelhante ao tratamento controle. A inclusão de BCD com ou sem complexo enzimático não influenciou a qualidade interna e externa dos ovos.

     

2011
Dissertações
1
  • ALINE MOREIRA PORTELLA DE MELO
  •  

    Avaliação dos impactos ambientais e sociais gerados pela utilização do kit Embrapa de ordenha manual na produção de leite de cabra.

  • Orientador : HENRIQUE ROCHA DE MEDEIROS
  • Data: 26/04/2011
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  • Avaliação dos impactos ambientais e sociais gerados pela utilização do kit Embrapa de ordenha manual na produção de leite de cabra.

     

    Aline Moreira Portella de Melo

     

    RESUMO

     

    Em conseqüência do grande desenvolvimento da caprinocultura leiteira de base familiar nos últimos anos e da necessidade de tecnologias que promovam melhorias na qualidade e na quantidade do que é produzido, a Embrapa desenvolveu um “Kit de ordenha manual para caprinos”, que visa à melhoria das condições de vida dos produtores de leite de base familiar, possibilitando a manutenção deste na sua respectiva cadeia produtiva com um produto de qualidade. Assim, o objetivo do presente trabalho é avaliar o desempenho sócio-ambiental (avaliação ex-ante e ex-post) de 14 propriedades de base familiar selecionadas no município de Monteiro/PB. Para tanto, será utilizado o Sistema de Avaliação de Impacto Ambiental de Inovação Tecnológica, denominado Sistema-Ambitec, que é formado por um conjunto de indicadores organizados em matrizes de ponderação automatizadas. Neste estudo, serão aplicados dois módulos do sistema: Ambitec-Produção Animal e Ambitec-Social. Para análise dos dados serão utilizadas as médias dos módulos de cada indicador e as médias dos índices de impacto para nível de comparação, assim como será utilizada a técnica estatística de análise multivariada de agrupamento por ‘vizinho mais próximo’. Espera-se com o resultado, que sejam identificados os impactos positivos e/ou negativos do uso do kit, tanto no âmbito ambiental como no social, e que estes possam contribuir para a melhoria na produção caprina leiteira a nível nacional, visando bases sustentáveis de produção.

    Palavras-chave: Ambitec, caprinocultura, leite, impacto.

     

     

     

     

2
  • VIRGINIA DE SOUZA BARBOSA
  • Título: Avaliação do  fluxo de biomassa  em uma Caatinga manipulada

     


  • Orientador : HENRIQUE ROCHA DE MEDEIROS
  • Data: 26/04/2011
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  • Resumo: O objetivo do trabalho foi avaliar, no período seco do ano, a capacidade de suporte, a composição florística e valor nutritivo das principais espécies vegetais de uma área de Caatinga manipulada em um sistema agrossilvipastoril com cabras leiteiras sob lotação contínua. A pesquisa foi desenvolvida na fazenda experimental da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral-CE. O período experimental foi de setembro de 2009 a fevereiro de 2010. Foi utilizada três subáreas do sistema agrossilvipastoril (Reserva nativa, pecuária com pastejo e pecuária sem pastejo) onde foram coletadas, mensalmente, para a avaliação de fitomassa 20 amostras de cada área, utilizando moldura de ferro chato com dimensões de 0,25m x 1,0m x 0,8mm, seguindo metodologia proposta por Araújo Filho (1986). Para identificação de espécies foi consultada literatura especializada e acervo de imagens digitalizadas. O valor nutritivo das principais espécies foram avaliados seguindo metodologia descrita por Silva e Queiroz (2002) e Van Soest et al., (1991) no Laboratório de Nutrição Animal da UFRN. Foram encontradas quinze espécies vegetais distribuídas em onze famílias, e a família botânica que contribuiu com o maior número de espécies foi a Leguminosae. A subárea de pecuária com pastejo foi a que apresentou maior produção de fitomassa com 3062,69 kg MS/ha. As espécies que se destacaram em produção (Catingueira, marmeleiro e mofumbo) são consideradas de baixo ou nenhum valor forrageiro. A quantidade e o valor nutritivo da fitomassa disponível no sistema foram baixos. Existe necessidade de se incrementar a produção de fitomassa, especialmente folhas, das espécies forrageiras da Caatinga a fim de se permitir aumentar a capacidade de suporte e a produtividade desta pastagem nativa.

     

     

     

3
  • EDUARDO CESAR DANTAS MUNIZ
  • Desempenho reprodutivo e produtivo de Caprinos de Raça Canindé submetidos à suplementação mineral da pré-estação de monta a puberdade.

  • Data: 27/04/2011
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  • O presente trabalho teve como objetivo conhecer os efeitos da suplementação mineral equilibrada sobre parâmetros reprodutivos e produtivos em caprinos. O trabalho foi conduzido na Base Experimental de Terras Secas, situada no município de Pedro Avelino, RN. Foram usadas 79 matrizes e três reprodutores da raça Canindé. As fêmeas foram submetidas à avaliação da condição corporal e, com base nesta, agrupadas três a três e sorteadas para três tratamentos: T0, TI e TII, com 25, 27 e 27 matrizes, nessa ordem. No período das 17:00 horas às 07:00 do dia seguinte os animais, de cada tratamento, tinham livre acesso a sua respectiva suplementação, sendo a do T0 - cloreto de sódio, TI – mistura mineral completa (MMC) não pronta para uso e TII – MMC pronta para uso. O teste exato de Fisher foi aplicado, ao nível de significância de 5,0%, para verificar o efeito dos tratamentos sobre a fertilidade e a prolificidade. As crias foram pesadas ao nascer, aos 28 dias, 56 dias e 84 dias de idade, sendo esses dados submetidos a análises de variância considerando-se os seguintes esquemas fatoriais: mistura mineral x tipo de nascimento e mistura mineral x sexo, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5,0% de significância. Foram determinadas correlações entre a condição corporal das matrizes nas diferentes fases do experimento, bem como entre os pesos ao nascer e ao desmame das crias. Após o desmame, as fêmeas permaneceram sendo pesadas a cada 28 dias até que estas atingissem a puberdade. Do nascimento a puberdade as crias tiveram acesso livre as misturas minerais das mães e a misturas concentradas a base de milho em grão (72,0%) e farelo de soja (25,0%), triturados, adicionadas dos suplementos minerais usados em cada um dos respectivos tratamentos, na proporção de 3,0% e a feno de Capim Tifton 85. No entanto, a partir do desmame a mistura concentrada foi oferecida na proporção de 2,0% do peso vivo médio. Para identificar as fêmeas em estro foram usados rufiões, untados nas regiões das axilas e do esterno com a mistura de tinta xadrez em pó e graxa lubrificante. A fertilidade e a prolificidade não diferiu (P>0,05) entre os tratamentos. Independente de sexo ao 84º dia, as crias oriundas do TII apresentaram o peso vivo e o ganho de peso maiores em relação às crias do T0 (P<0,05). Das 101 crias, apenas duas (1,98%) morreram no período compreendido entre o nascer e o desmame, ambas do TII Dentre as 53 crias fêmeas, apenas três (5,7%) não apresentaram estro até os 10 meses de idade, sendo todas do TI.  As fêmeas do TII atingiram a puberdade com peso médio de 16,6 kg, essas foram 16,9% (P<0,05) e 6,6% (P>0,05) mais pesadas do que as do T0 e TI, respectivamente. Entretanto, a idade à puberdade não diferiu (P>0,05) entre os tratamentos. Conclui-se que os parâmetros reprodutivos das matrizes não foram influenciados pelas misturas minerais. Entretanto, o peso e o ganho de peso das crias foram influenciados pela suplementação mineral, tendo as crias do TII apresentados os melhores resultados. As misturas minerais não influenciaram a idade a puberdade. No entanto, as cabritas do TII apresentaram maior peso à puberdade em relação as do T0 e TI.

     

4
  • MANOEL PEREIRA NETO
  • Avaliação de Dois Métodos de Análises de Contagem de Células Somáticas no Leite Cru Mantido em Tanque de Resfriamento                                    

  • Orientador : ADRIANO HENRIQUE DO NASCIMENTO RANGEL
  • Data: 27/06/2011
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  • xxx

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  • MIGUEL ANGELLO DA SILVA FERNANDES CAMPOS
  • "CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DE VACAS LEITEIRAS POR MEIO DE MARCADORES MOLECULARES E SUAS IMPLICAÇÕES NA COMPOSIÇÃO E QUALIDADE DO LEITE”

  • Orientador : MAGDA MARIA GUILHERMINO
  • Data: 29/08/2011
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