Projeto Pedagógico do Curso

O egresso do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte deverá planejar, sistematizar, executar e avaliar as ações pedagógicas da Educação Física como componente curricular na Educação Básica, pautando tais ações na cultura de movimento como identificadora dos conhecimentos que serão transmitidos aos alunos.

 A construção do perfil do licenciado em Educação Física tem como pressupostos: a compreensão da escola e do currículo como espaços dialógicos, em sintonia com o contexto social e existencial dos educandos; b) a concepção da escola como um espaço de formação do ser humano, portanto, lugar de vida, de corpo, de conhecimentos, de aprendizagens diferenciadas.

 Para tanto, a construção desse perfil profissional será consolidada pela apropriação de conhecimentos vinculados ao ensino, à pesquisa e à extensão, os quais possibilitarão ao graduado um domínio de competências relacionadas a “cultura geral e profissional; conhecimento sobre crianças, jovens e adultos; conhecimento sobre a dimensão cultural, social e política da educação; conteúdos das áreas de ensino; conhecimento pedagógico; conhecimento advindo da experiência” (Brasil, 2002, p. 37), todas articuladas entre si e não como parte exclusiva de uma única disciplina.

 A ação do professor de Educação Física caracteriza-se pelo trabalho de natureza pedagógica, delineando-se sua ação na educação básica e em outros espaços sociais, como projetos sociais, culturais e outros de natureza pedagógica.

Para o licenciado, as competências devem ser direcionadas para os diferentes níveis de intervenção pedagógica da Educação Básica e da Educação de Jovens e Adultos, de acordo com as especificidades dos ciclos de escolarização.

a) Competências referentes ao domínio dos conteúdos a serem socializados pelo seu componente curricular, de seus significados nos diferentes ciclos de escolarização e de sua articulação interdisciplinar:

- Elaborar raciocínios argumentativos coerentes com o eixo norteador que define sua área de conhecimento, a cultura de movimento, interpretando-a e relacionando-a com o seu contexto de intervenção pedagógica;

- Conhecer e dominar os conhecimentos pedagógicos da Educação Física como componente curricular, adequando-os às necessidades e interesses dos alunos em conformidade com os diferentes níveis da educação básica;

- Compartilhar saberes com os professores dos diferentes componentes curriculares, articulando sua ação pedagógica às contribuições mútuas destes componentes, como forma de promover a interdisciplinaridade.

 

b) Competências referentes ao comprometimento com os valores inspiradores da sociedade democrática:

- Contextualizar os acontecimentos de sua área profissional com as mudanças estruturais da sociedade contemporânea, exercendo a crítica e apontando possibilidades para contribuir na resolução dos problemas;

- Orientar suas escolhas e decisões metodológicas e didáticas por princípios éticos, políticos e estéticos e por pressupostos epistemológicos coerentes.

- Reconhecer e respeitar a diversidade da cultura de movimento manifestada por seus alunos, em seus aspectos sociais, culturais e físicos.

 

c) Competências referentes à compreensão do papel da escola:

- Compreender o processo de ensino e aprendizagem na escola e nas suas relações com o contexto no qual se inserem as instituições de ensino e atuar sobre ele a partir das intervenções da Educação Física como componente curricular;

- Participar coletiva e cooperativamente da elaboração, gestão, desenvolvimento e avaliação do projeto pedagógico da escola, situando e justificando claramente a presença da Educação Física neste contexto, bem como em outros diferentes contextos do campo profissional que requeiram sua atuação profissional.

 

d) Competências referentes ao domínio do conhecimento pedagógico

- Criar, planejar, realizar, gerir e avaliar situações didáticas eficazes para a aprendizagem e para o desenvolvimento dos alunos, utilizando os conhecimentos da Educação Física a serem ensinados, das temáticas sociais transversais ao currículo escolar, dos contextos sociais considerados relevantes para a aprendizagem escolar, bem como as especificidades didáticas envolvidas;

- Gerir a classe, a organização do trabalho, estabelecendo uma relação de autoridade e confiança com os alunos;

- Utilizar estratégias diversificadas de avaliação da aprendizagem e, a partir de seus resultados, formular propostas de intervenção pedagógica, considerando o desenvolvimento de diferentes capacidades dos alunos;

 

e) Competências referentes ao conhecimento de processos de investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica

- Reconhecer a dinâmica de produção, crítica e divulgação do conhecimento de sua área, assim como ser capaz de dialogar com outras áreas de conhecimento, de acordo com o pressuposto da interdisciplinaridade, ampliando o referencial teórico-metodológico da pesquisa, do ensino e da extensão referente ao conhecimento da cultura de movimento para apropriar-se, criticar e produzir tal cultura;

- Analisar situações e relações interpessoais nas quais estejam envolvidos, com o distanciamento profissional necessário à sua compreensão;

- Usar procedimentos de pesquisa para manter-se atualizado e tomar decisões em relação aos conteúdos de ensino;

 

f) Competências referentes ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional

 - Buscar os meios de garantir sua formação contínua, de acordo com as exigências acadêmica e profissional da área e da sociedade;

- Elaborar e desenvolver projetos pessoais de estudo e trabalho, empenhando-se em compartilhar a prática e produzir coletivamente.

A dimensão metodológica do presente projeto pedagógico se caracteriza por contemplar o princípio da flexibilização na estrutura curricular, considerando a indissociabilidade teoria-prática, em que a prática como componente curricular se insere no contexto programático das diferentes disciplinas, adequando-se às peculiaridades destas, sendo isso viabilizado por meio dos processos de ensinar e aprender, entendidos como “certas ideias mais ou menos formalizadas e explícitas em relação aos processos de ensinar e aprender” (ZABALA, 1998, p. 28). No plano de desenvolvimento institucional 2010- 2019 (PDI - UFRN) há menção sobre o papel da universidade frente aos aspectos contemporâneos na formação profissional e os processos de renovação das práticas docentes

A Universidade recuperará sua legitimidade e reconhecimento social ao se constituir como instituição social, que é o espaço por excelência para a produção do conhecimento e para a aprendizagem de novos conhecimentos. Para tanto, faz-se necessário encontrar uma nova estrutura de formação acadêmica e profissional e renovar suas práticas docentes com a incorporação de novas metodologias de ensino e das novas tecnologias de informação e comunicação. (PDI, 2010, p. 29).

Ensinar e aprender vão tomando outros contornos na sociedade contemporânea e tais situações instituem outros caminhos formativos na formação profissional, assim como outros espaços e tempos no ensinar e no aprender. Nesse sentido o PDI aponta:

 O processo educacional deve ser apreendido pelo estudante e pode ocorrer de for- mas variadas. O aluno pode receber o conteúdo do seu curso em atividades teóricas e, sob orientação docente, em atividades de pesquisas e/ou experimentais, no campo, em laboratórios, em bibliotecas, ou em atividades em estágios supervisionados e práticas profissionais. Para tanto, torna-se imperativa a combinação de metodologias adotadas no ensino presencial e na educação a distância. (PDI, 2010, p. 55).

Ao compreendermos outros aspectos nos procedimentos de ensinar e aprender, mais diversificados e significativos, e instituídos numa relação de compartilhamento de saberes e fazeres, como escreve Libâneo ( 2013, p. 164) “o processo de ensino se caracteriza pela combinação de atividades do professor e dos alunos”.  Tais acordos didáticos apontam para outras maneiras de ensinar e aprender, que se localizam nas salas de aula, nos laboratórios de pesquisa, nos seminários e aproveitamento das experiências vivenciadas e ativadas pelos/as alunos/as em práticas profissionais encenadas nos mais diversos cenários da atuação dos/as professores e professoras de Educação Física na formação inicial, permitindo a aplicabilidade dos conhecimentos construídos no desenvolvimento de seu processo formativo e os compreendendo como ativos nos processos de ensinar e aprender. Como argumenta Libanêo (2013, p. 114) “(…) todo estudo ativo é sempre precedido do trabalho do professor: a incentivação para o estudo, a explicação da matéria, a orientação sobre os procedimentos para resolver tarefas e problemas, as exigências quanto à precisão e profundidade do estudo, etc."

Neste sentido, o presente projeto procura assegurar a articulação do processo ensino-aprendizagem tendo a prática curricular como componente importante para a construção do conhecimento e sua relação com a prática profissional, sendo previsto o mínimo de 420 horas ou 28 créditos distribuídos dentre as disciplinas obrigatórias. Essa distribuição está contemplada no cadastro de disciplinas que acompanha o presente projeto.

Neste sentido, pensar aspectos metodológicos ativos para a formação inicial em Educação Física na contemporaneidade, consiste em assegurar a articulação dos processos de ensinar e aprender nos mais diversos cotidianos em que os/as professores e professoras estarão envolvidos na sua prática profissional. É imprescindível compreender que ensinar e aprender são elementos que estão associados a  princípios éticos, estéticos e políticos (BNCC, 2017) de nossas formações. E que na formação inicial é o momento em que o/a professor/a em formação deverá analisar, criticar, refletir, experimentar e produzir as mais variadas formas de ensinar e aprender, a fim de que ao findar o curso, tais pressupostos sejam norteadores de suas práticas profissionais e ultrapassem os modelos comumente experimentados “como transmissão da matéria aos alunos, realização de exercícios repetitivos, memorização de definições e fórmulas” (LIBÂNEO, 2013, p. 83).  

 o estudo ativo consiste, pois, de atividades dos alunos nas tarefas de observação e compreensão de fatos da vida diária ligados à matéria, no comportamento de atenção à explicação do professor, na conversação entre professor e alunos da classe, nos exercícios, no trabalho de discussão em grupo, no estudo dirigido individual, nas tarefas de casa etc.  

Com relação à interdisciplinaridade dos componentes curriculares, compreendemos a conexão entre as mais diferentes disciplinas, passando a constituir-se como uma das bases metodológicas dessa formação e da busca de uma compreensão indissociável  entre teoria e prática. Apesar de entendermos as especificidades de cada componente curricular, caracterizado pelo conteúdo de cada disciplina, pode-se buscar, em cada área de conhecimento, o que lhe é próprio e o que é comum as outras áreas, de forma a se estabelecer um processo de inter-relação facilitador da formação do aluno.

Outro fator que a dimensão metodológica está contemplando, caracteriza-se em oportunizar o desenvolvimento do estágio ao longo da formação, levando os alunos ao campo de atuação profissional a partir do VI (sexto) semestre letivo, indo até o último semestre, constituindo-se dos estágios I, II e III. Todos os estágios serão desenvolvidos no âmbito escolar, em instituições públicas e privadas e constam de observação do campo de estágio, co-participação do aluno no planejamento e na formulação dos planos de ação, bem como a participação nas atividades com o supervisor de estágio e atuação na docência com supervisão. O estágio l será realizado no ensino infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. O estágio ll no anos finais do ensino fundamental e o estágio lll, envolve o ensino médio e EJA.

Com relação ao Trabalho de Conclusão de Curso, seguindo as orientações da Resolução Nº 171/2013-CONSEPE/UFRN, a sua elaboração é uma atividade acadêmica específica individual de caráter formativo e obrigatório,  sob a orientação de um professor designado para esse fim, para fins de integralização curricular. Deverá ser realizado no 7º período para Introdução ao Trabalho de Conclusão de Curso e 8º período para TCC, visando à aplicação de conhecimentos e princípios metodológicos da pesquisa científica.

A elaboração do trabalho de conclusão de curso é realizada em dois semestres, contabilizando um total de 120 horas. O objetivo geral do TCC é produzir um trabalho científico na área de Educação Física, utilizando os princípios metodológicos adequados ao tipo de pesquisa escolhida, visando contribuir para o aprimoramento da ciência que procura compreender o homem em movimento.

Constitui-se também parte desta dimensão metodológica, o investimento nas práticas pedagógicas que incentivem o protagonismo dos/das estudantes na relação com atividades advindas das experiências acadêmicas, científicas e culturais, dando oportunidade para agregar essa perspectiva de ensino e aprendizagem à sua formação.

A dimensão metodológica se configura, ainda, na articulação que se estabelece no desenvolvimento do processo formativo com o ensino, a pesquisa e a extensão, trabalhados durante o curso, seja no envolvimento dos/as alunos/as em projetos de pesquisa e de extensão desenvolvidos no âmbito da UFRN, seja por assegurar ao aluno uma relação com o processo de pesquisa e da extensão no contexto das disciplinas cursadas, o que implica em novas formas de relação do conhecimento com a formação inicial.

No que tange aos conteúdos de educação ambiental, seguindo a orientação posta no Art.26, inciso 7º da LDB, Lei 9.9394, de 20 de dezembro de 1996 e Lei 9.795, de 27 de abril de 1999. Para dar conta dessa temática foram elencadas as seguintes disciplinas: Educação e Realidade e Práticas Corporais, Lazer e Meio Ambiente. Quanto a temática que se refere a Educação das relações Étnico-Raciais, proposta no Parecer CNE-CP nº 3-2004, de 10 de março de 2004 e Resolução CNE-CP nº 1-2004, de 17 de junho de 2004, foram elencadas as seguintes disciplinas: Atividades Rítmicas e Expressivas, Metodologia das Artes Marciais, Metodologia da Dança e Capoeira.

Concernente ao ensino de Libras, destaca-se que este componente curricular é obrigatório para a Licenciatura, conforme a Lei 10.436, de 24 de abril de 2002 e Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005.

Do Processo Ensino-Aprendizagem:

   É necessário problematizarmos as noções mais hegemônicas dos procedimentos avaliativos, como argumenta Cambi (1999, p. 206) (…) a escola ritualiza o momento do exame atribuindo-lhe o papel crucial no trabalho escolar. O exame é o momento em que o sujeito é submetido ao controle máximo, mas de modo impessoal: mediante o controle do seu saber. Na realidade, porém, o exame age sobretudo como instrumento disciplinar, de controle do sujeito, como instrumento de conformação."  Na universidade essas premissas não são diferentes, o que implica pensarmos em mudanças nas formas e compreensões dos processos de avaliação, para Zabala ( 1998, p. 198) "o objeto da avaliação deixa de se centrar exclusivamente nos resultados obtidos e se situa prioritariamente no processo de ensino/aprendizagem, tanto do grupo/classe como de cada um dos alunos. Por outro lado, o sujeito da avaliação não apenas se centra no aluno, como também na equipe que intervém no processo”. O processo avaliativo na formação inicial abriga um compromisso diferente dos processos avaliativos escolares fundamentais, pois a formação inicial é o início da formação profissional, e os procedimentos avaliativos devem incorporar essa situação de ensinar e aprender em âmbito profissional.

Compreendendo-se a avaliação do processo ensino-aprendizagem como uma “reflexão transformada em ação. Ação, essa, que nos impulsiona as novas reflexões. Reflexão permanente do educador sobre sua realidade, e acompanhamento, passo a passo, do educando, na sua trajetória de construção do conhecimento” (HOFFMANN, 1991 p. 18), necessário se faz repensar a avaliação desse processo no contexto deste projeto pedagógico, a qual tem sido materializada no contexto atual em provas objetivas e, muitas vezes, mais punitivas para os alunos do que para o redimensionar das ações docentes e expressão da interatividade que deve existir entre avaliador e avaliado. Assim, para atender as demandas teórico-metodológicas do presente Projeto Pedagógico sugere-se uma avaliação que leve os alunos à reflexão dos conhecimentos transmitidos, na qual os instrumentos avaliativos sejam diversificados e não apenas numa única prova com conteúdos fechados e de múltiplas escolhas. Para tanto, o colegiado do curso em conjunto com o Departamento de Educação Física e demais Departamentos que ofertam disciplinas para o curso, deverá planejar e desenvolver cursos específicos, de avaliação e outras temáticas, para os docentes, estimulando a mudança de mentalidade no exercício de avaliar e, principalmente, buscando consonância com as matrizes conceituais e metodológicos que norteiam o presente Projeto Pedagógico.

Portanto, com o uso corrente de avaliação formativa, a preocupação não estará no produto, mas sim no processo de compreensão, apropriação e construção do conhecimento, em que seu resultado deve servir para o professor rever o processo, retomar os conteúdos e analisar sua própria prática, assumindo com os alunos a co-responsabilidade pela sua formação. Portanto, é fundamental articular ações em que cada modalidade do curso (licenciatura e bacharelado) e cada professor incorpore, de forma clara, o perfil de profissional que se almeja formar e a compreensão do papel da sua disciplina no contexto dessa formação.

 

Do Projeto Pedagógico

 A avaliação do projeto pedagógico do curso se dará numa perspectiva contínua, objetivando o seu redimensionamento em torno das potencialidades e fragilidades configuradas no seu processo de implementação, levando-se em consideração as reuniões administrativas e pedagógicas realizadas com alunos, professores, a avaliação institucional e as reflexões geradas no âmbito do Núcleo Docente Estruturante - NDE. O referido projeto deverá ser avaliado a cada biênio, por meio de um processo de análise e discussão acerca das proposições relativas ao perfil, objetivos, competências e habilidades desejadas e as ações implementadas no curso. Além desses aspectos, também devem ser avaliadas as condições infra estruturais disponibilizadas para o desempenho das atividades acadêmicas do curso.

Outros procedimentos de avaliação a serem utilizados serão definidos no decorrer do processo de desenvolvimento do projeto, a partir de necessidades evidenciadas pelos agentes envolvidos.

A dinâmica curricular requer um acompanhamento constante para que se possa estabelecer uma relação entre os princípios norteadores do projeto e a prática desenvolvida, de modo a apontar para uma formação de qualidade.

O modelo de gestão prevê a avaliação do Projeto Político-Pedagógico, que deve ocorrer de maneira contínua, de forma a possibilitar a concretização plena dos objetivos propostos, permitindo evidenciar a transmissão, a assimilação ativa e a reelaboração do conhecimento a partir da melhoria da qualidade das atividades acadêmicas e da assimilação dos pressupostos teórico-metodológicos que norteiam o projeto.

  O acompanhamento e a avaliação do Projeto Político-Pedagógico deverá ser realizado a partir do princípio de acompanhamento da implantação da estrutura curricular, por representação dos diversos segmentos que envolvem a oferta de curso pelo Departamento de Educação Física da UFRN. Deverá permitir os ajustes necessários e o planejamento de ações que favoreçam uma implantação sustentável; a assessoria para a construção dos programas de disciplinas e das atividades acadêmicas, bem como a análise continuada dos mesmos; o desenvolvimento de pesquisas sobre o processo de formação, para que se tenha um ‘feedback’ constante do processo formativo.

Um Projeto Pedagógico que se propõe a formar profissionais voltados para um mundo marcado por mudanças tão aceleradas e desconcertantes, sob o ponto de vista da sociedade, das técnicas e da ciência, bem como das exigências profissionais, deve estabelecer instrumentos eficientes e ágeis que lhe permita avaliar, corrigir e reorientar objetivos, metas e estratégias.

Para que ele responda com eficiência a esses desafios, esses instrumentos devem ser aplicados de forma sistemática, permanente e regular, levando-se em conta a participação do corpo docente, do corpo discente e ainda de egressos do curso que estejam integrados ao mundo do trabalho. Uma estratégia adotada pela UFRN para a avaliação institucional dos seus cursos é feita de conformidade com o Sistema Nacional de Avaliação de Educação Superior, através de Comissão Própria de Avaliação (CPA) e as reflexões geradas no âmbito do Núcleo Docente Estruturante – NDE do curso.

Um dos principais parâmetros utilizados pela avaliação dos cursos de graduação é sua taxa de sucesso, onde se observa o número de alunos que ingressa em relação ao número que conclui, buscando entender os fatores que interferem em sua trajetória. Esse parâmetro não deve ser desconsiderado no momento de se avaliar o Projeto Pedagógico.

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