Banca de DEFESA: LEANDRO DE CASTRO LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEANDRO DE CASTRO LIMA
DATA: 15/05/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório "C" do Centro de Ciência Humanas, Letras e Artes
TÍTULO:

OS USOS DO TERRITÓRIO NO RIO GRANDE DO NORTE A PARTIR DE EMPREENDIMENTOS RURAIS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA


PALAVRAS-CHAVES:

Uso do território. Economia Solidária. Política Pública. Rio Grande do Norte.


PÁGINAS: 245
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO:

A Economia Solidária como organização da produção, alternativa à dinâmica da economia capitalista, vem promovendo novas formas de organização e de relações sociais que, sob a luz da Geografia, se realiza pelos diferentes usos do território. O território assume novos significados que, influenciado pelo movimento da Economia Solidária, busca racionalidades alternativas a ordem social estabelecida. Entretanto, esses diferentes usos se revelam de forma complexa e contraditória, uma vez que nos empreendimentos solidários diferentes agentes coorporativos passa a atuar, tendo o Estado como intermediário em última instância desse processo. Diante dessa realidade, objetivamos no presente estudo analisar os diferentes usos do território a partir dos empreendimentos econômicos solidários rurais e as relações que estes estabelecem com os diferentes agentes envolvidos na dinâmica sócio-territorial do Rio Grande do Norte. A partir de um estudo crítico que contemple as formas e conteúdos da organização territorial do fenômeno analisado, a metodologia adotada para a realização deste trabalho pautou-se num estudo bibliográfico, tanto de autores da Geografia como de temáticas afins ao estudo da Economia Solidária, além do uso de dados secundários, obtidos juntos aos órgãos oficiais, como o SIES e o IBGE, da pesquisa documental, realizada junto a SENAES, e de campo, com entrevistas efetivadas junto aos empreendimentos solidários do RN, no intuito de fundamentar nossas análises.  Os resultados obtidos no estudo demonstram a complexidade nos usos agrícolas do território pela Economia Solidária no RN, intensificando o uso enquanto recurso, a partir da atuação do Estado e dos grandes agentes econômicos, e regulando o uso enquanto abrigo, que marginalizam trabalhadores solidários, tornando-os sujeitados a uma lógica hegemônica. Dessa forma, concluímos que a Economia Solidária, apesar de configurar como uma nova forma de organização entre os agricultores, dada a expressividades que os empreendimentos solidários rurais apresentam no RN, esta não vem possibilitando um desenvolvimento social pleno, enquanto um instrumento de reprodução e emancipação dos associados. Todavia, os empreendimentos articulados em redes se sobressaem, embora de forma pontual. Tais contradições evidencia que é necessário fortalecer uma construção horizontal e de base popular para Economia Solidária, a fim de superar a ação reguladora do Estado capitalista. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1486670 - CELSO DONIZETE LOCATEL
Interno - 2346233 - FRANCISCO FRANSUALDO DE AZEVEDO
Externo à Instituição - SEDEVAL NARDOQUE - UFMS
Notícia cadastrada em: 30/04/2015 14:40
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