Banca de DEFESA: RODRIGO PORPINO MAFRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RODRIGO PORPINO MAFRA
DATA : 14/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA
TÍTULO:

Estudo imuno-histoquímico e in vitro de proteínas do sistema ativador de plasminogênio em carcinomas de células escamosas de língua oral.


PALAVRAS-CHAVES:

Carcinoma de células escamosas de língua oral; Sistema ativador de plasminogênio; Imuno-histoquímica; Cultivo celular.


PÁGINAS: 141
RESUMO:

O carcinoma de células escamosas (CCE) é a neoplasia maligna mais frequente em cavidade oral e apresenta prognóstico desfavorável. Assim sendo, pesquisas têm buscado esclarecer o papel de biomarcadores no comportamento biológico do CCE oral. Nesta perspectiva, destacam-se o ativador de plasminogênio tipo uroquinase (uPA) e seu receptor (uPAR), além do inibidor do ativador de plasminogênio-1 (PAI-1). O presente trabalho analisou, por meio de imuno-histoquímica, a expressão das proteínas uPA, uPAR e PAI-1 no CCE de língua oral (CCELO) e sua relação com parâmetros clinicopatológicos. Este experimento também avaliou os efeitos in vitro da proteína recombinante humana PAI-1 (rhPAI-1) na linhagem celular SCC-25, derivada de CCELO. A imunoexpressão de uPA, uPAR e PAI-1 foi analisada em 60 casos de CCELO, de forma semiquantitativa, nas células neoplásicas do front de invasão tumoral. Visando a associação dos achados imuno-histoquímicos com variáveis clinicopatológicas, os casos foram classificados nas categorias baixa expressão (≤50% das células positivas) e alta expressão (>50% das células positivas). No experimento in vitro, foram analisados os seguintes grupos: G0 (controle; células cultivadas na ausência de rhPAI-1), G10 (células tratadas com rhPAI-1 a 10 nM) e G20 (células tratadas com rhPAI-1 a 20 nM). Diferenças entre estes grupos foram investigadas através dos ensaios: viabilidade celular (Alamar Blue), ciclo celular (marcação com iodeto de propídio, PI), apoptose/necrose (marcação com Anexina V e PI), atividade migratória (Wound healing) e invasão celular (Transwell). A análise imuno-histoquímica revelou alta expressão do uPA na maioria dos CCELOs, mas sem relações significativas com parâmetros clinicopatológicos (p>0,05). As elevadas expressões do uPAR e do PAI-1, em nível membranar, foram associadas a recidivas locais (p=0,019) e ao alto tumor budding (p=0,046), respectivamente. A análise estatística evidenciou ausência de associações significativas entre as variáveis imuno-histoquímicas (uPA, uPAR e PAI-1) e indicadores de prognóstico do CCELO (sobrevida específica e sobrevida livre da doença) (p>0,05). No estudo in vitro, decorridas 24 horas da administração da rhPAI-1, os grupos G10 e G20 exibiram maior viabilidade celular em comparação ao grupo controle (p=0,020), assim como aumento da progressão para a fase S do ciclo celular (p=0,024). No que concerne aos percentuais de células apoptóticas e necróticas, não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos (p>0,05). Nos grupos celulares cultivados na presença da rhPAI-1, também foi constatado aumento da atividade migratória (p=0,039) e do potencial de invasão (p=0,039), respectivamente, nos intervalos de 24 horas e 72 horas. Os achados deste estudo sugerem o envolvimento das proteínas uPA, uPAR e PAI-1 na patogênese do CCELO. Entretanto, a expressão destes biomarcadores pode não estar relacionada com o desfecho clínico dos pacientes. Os resultados in vitro sugerem que o PAI-1 exerce efeitos estimulatórios na proliferação, migração e invasão celular, podendo assim contribuir para a agressividade biológica dos CCELOs.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2220417 - CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
Externo à Instituição - CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA - UEPB
Externa à Instituição - CYNTIA HELENA PEREIRA DE CARVALHO - UFCG
Presidente - 344668 - LEAO PEREIRA PINTO
Interna - 346077 - LELIA BATISTA DE SOUZA
Notícia cadastrada em: 17/01/2020 11:42
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