Banca de DEFESA: TIAGO JOÃO DA SILVA FILHO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TIAGO JOÃO DA SILVA FILHO
DATA : 02/02/2018
HORA: 08:30
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA DA UFRN
TÍTULO:

VESÍCULAS EXTRACELULARES DERIVADAS DE MACRÓFAGOS ALTERAM O POTENCIAL DE INVASÃO, PROLIFERAÇÃO E MIGRAÇÃO DE LINHAGENS CELULARES DO CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE LÍNGUA



PALAVRAS-CHAVES:

Microambiente Tumoral; Carcinoma de Células Escamosas;  Técnicas de Cultura de Células; Vesículas Extracelulares.


PÁGINAS: 126
RESUMO:

Atualmente, considera-se que o câncer é composto pelas células malignas em proliferação associadas às diferentes células circunjacentes, formando o microambiente tumoral (TME), onde há uma constante troca de informações. Uma das formas de comunicação entre os diferentes tipos celulares do TME se dá por meio da liberação de vesículas extracelulares (EVs), um campo de estudo ainda pouco explorado. O presente estudo se propôs a avaliar os efeitos das EVs liberadas por macrófagos do TME, células  altamente plásticas em seu fenótipo (M1 – perfil antitumoral; M2 perfil pró-tumoral), em diferentes linhagens do carcinoma de células escamosas de língua oral (CCELO) no tocante à capacidade invasiva, proliferativa e migratória. Foi observado que as amostras de EVs extraídas dos macrófagos eram relativamente puras em EVs, porém subtipo inespecíficas. No ensaio de invasão em miomas, foi observado que quando colocadas as células inflamatórias em cocultura com as células HSC-3, as células M1 inibiram a invasão e M2 aumentaram a capacidade invasiva das células malignas. Por outro lado, o tratamento com M1 EVs aumentou a capacidade invasiva das células HSC-3, e o tratamento com EVs de M2 inibiu a invasão dessas células, sendo observado um perfil semelhante nas células SCC-25 e SAS quando submetidas aos mesmos tratamentos. Quando analisada a proliferação das células malignas no IncuCyte®, tratadas com EVs dos diferentes tipos de macrófagos em diferentes concentrações, foi observado um aumento na capacidade proliferativa de células HSC-3 e SAS tratadas com M1 EVs em um padrão dose dependente. Um aumento da capacidade proliferativa seguindo um padrão dose dependente também foi observado quando as células SAS foram tratadas com M2 EVs. Nos demais ensaios de proliferação no IncuCyte® também foram identificados efeitos na capacidade proliferativa, no entanto um padrão dose dependente não foi observado. No ensaio de migração no IncuCyte®, foram observadas diferenças significativas na capacidade migratória de células SCC-25 e SAS tratadas com diferentes tipos de EVs nas diferentes concentrações, quando comparadas ao controle negativo. Os achados deste estudo consolidam as EVs derivadas de macrófagos como fatores importantes na tumorigênese do CCELO, bem como abre discussões sobre os diferentes efeitos das células inflamatórias no TME a depender do tipo de comunicação celular executada.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2220417 - CARLOS AUGUSTO GALVAO BARBOZA
Externo à Instituição - CASSIANO FRANCISCO WEEGE NONAKA - UEPB
Externo à Instituição - DENISE HELEN IMACULADA PEREIRA DE OLIVEIRA - UFRN
Interno - 1258693 - LELIA MARIA GUEDES QUEIROZ
Interno - 1298808 - MARCIA CRISTINA DA COSTA MIGUEL
Notícia cadastrada em: 23/01/2018 10:16
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