Banca de DEFESA: NATÁLIA GUIMARÃES BARBOSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NATÁLIA GUIMARÃES BARBOSA
DATA: 26/02/2016
HORA: 14:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA
TÍTULO:

Análise do fluxo salivar e do fator de necrose tumoral alfa em pacientes com ardor bucal antes e após tratamento com laserterapia e ácido alfa lipoico.


PALAVRAS-CHAVES:

Síndrome da Ardência Bucal; Diagnóstico; Salivação; Fator de Necrose Tumoral alfa; Terapia a Laser de Baixa Intensidade.


PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
SUBÁREA: Clínica Odontológica
RESUMO:

A síndrome do ardor bucal (SAB) é caracterizada pela sensação de queimação oral na ausência de alterações locais e sistêmicas associadas. Na presença destes fatores, a queimação oral é denominada ardor bucal secundário (ABS). A etiopatogenia da SAB ainda é desconhecida, apesar das descobertas recentes do envolvimento neuropático a nível central e periférico. A laserterapia de baixa intensidade (LTBI) e o uso do ácido alfa lipoico (AAL) são terapias atualmente utilizadas no tratamento do ardor bucal, ambas com a finalidade de reduzir o provável processo inflamatório presente e ajudar na reparação das fibras nervosas, reduzindo os sintomas. O objetivo deste trabalho foi caracterizar clinicamente uma amostra de pacientes com SAB e ABS, e avaliar a eficácia da LTBI e do AAL no tratamento destas condições, através da avaliação do fluxo salivar não estimulado, sintomatologia e níveis de TNF-α antes e após o tratamento. A amostra foi constituída por 44 pacientes, 15 com SAB e 29 com ABS, os quais foram randomizados em quatro grupos de tratamentos: SAB/laser (n=10), SAB/AAL (n=5), ABS/laser (n=15), ABS/AAL (n=14). Ainda, foram incluídos oito pacientes no grupo controle, para comparação dos níveis de TNF-α antes do tratamento. O fluxo salivar em repouso foi determinado nos quatro grupos antes e após os tratamentos, sendo a saliva coletada e armazenada a -20ºC até o momento de análise dos níveis de TNF-α, através de ELISA. Para os pacientes tratados com a LTBI, foi realizada uma sessão semanal durante quatro semanas, e para os pacientes dos grupos tratados com AAL, foram prescritas três cápsulas (200mg) ao dia, durante 30 dias. A sintomatologia foi avaliada antes e após os tratamentos através da escala visual analógica (EVA) de dor. A média de idade dos pacientes foi 60.2 anos, sendo a maioria do gênero feminino (n=36) e na menopausa (n=26). A maior parte dos homens da amostra (n=6) e dos pacientes com menor mediana de idade estiveram no grupo SAB (p=0.007 e p<0.001, respectivamente), e o período da menopausa esteve significativamente associado ao ABS (p=0.002). A hipertensão e o uso de anti-hipertensivos foram os fatores sistêmicos mais frequentemente associados ao ABS. A ardência foi o sintoma mais relatado, seguido da xerostomia. O local mais acometido foi a língua e a mediana de duração dos sintomas foi de cinco anos. Não foram observadas diferenças quanto ao tipo, duração e localização dos sintomas entre os grupos SAB e ABS. A mediana do fluxo salivar em repouso, da EVA e dos níveis de TNF-α foram 0.4ml/min, cinco e 25.0pg/ml, respectivamente, sem diferenças entre SAB e ABS e destes com o grupo controle. Verificou-se que ambos os tratamentos foram eficazes na redução dos sintomas da SAB (p=0.018) e do ABS (p<0.001), sendo esta redução correspondente ao aumento do fluxo salivar apenas na SAB (p=0.034). Comparando os tratamentos, a LTBI foi mais eficaz na redução dos sintomas do que o AAL (p=0.047), não havendo diferenças entre eles quanto à capacidade de aumentar o fluxo salivar, nas duas condições. Não foram observadas diferenças nos níveis de TNF-α após os dois tipos de tratamentos avaliados, em nenhumas das condições estudadas (SAB e ABS). Conclui-se que a SAB e o ABS são condições com características clínicas semelhantes, porém com etiopatogenias distintas. A LTBI e o AAL são terapias eficientes na redução dos sintomas do ardor bucal, sendo a LTBI mais eficaz neste aspecto do que o AAL. Sugerimos uma avaliação mais aprofundada da influência do fluxo salivar sobre os sintomas da SAB e a investigação dos níveis de outras citocinas que possam estar envolvidas no surgimento do ardor bucal.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 347125 - ANA MIRYAM COSTA DE MEDEIROS
Interno - 2492713 - ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA
Interno - 2644142 - PATRICIA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - EMELINE DAS NEVES DE ARAUJO LIMA - UFS
Externo à Instituição - MARIA SUELI MARQUES SOARES - UFPB
Notícia cadastrada em: 18/02/2016 09:32
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