PROCESSOS ARTOGRÁFICOS: EXPERIMENTAÇÕES NA PRÁTICA PERFORMATIVA DE UM ARTISTA/PESQUISADOR/PROFESSOR
Performance; a/r/tografia; educação; criação; experiência.
A presente dissertação relata experiências em Performance vivenciadas com a turma do 8º ano (2024) e, posteriormente, do 9º ano A (2025) da Escola Municipal Diá Azevedo. As práticas descritas aqui foram planejadas e conduzidas a partir da perspectiva metodológica da A/r/tografia, que integra as identidades do artista/pesquisador/professor como espaço de reflexão, conferindo à pesquisa um caráter processual, híbrido e colaborativo desta pesquisa. Os relatos foram organizados em três sequências de atividades, cada uma correspondendo a uma etapa distinta. A primeira surgiu do estudo teórico-prático da performance, com o objetivo de sensibilizar os corpos para a criação a partir de conteúdos individuais e coletivos. A segunda partiu da necessidade de estabelecer uma rotina para as aulas de arte e de incorporar ao processo pedagógico as identidades e referências dos alunos. Esse movimento possibilitou a elaboração da terceira sequência, cujo foco foi a busca por um espaço de criação artística em sala de aula e na escola. Tal contexto possibilitou a investigação da minha prática docente enquanto Professor- Performer (Ciotti, 2014), buscando ampliar e repensar minha prática pedagógica, de modo a torná-la cada vez mais de um fazer artístico. Os resultados desta pesquisa são apresentados sob a perspectiva do particular, do subjetivo e do relativo, sendo construídos a partir dos relatos das experiências (Larrosa, 2017) e das reflexões desenvolvidas ao longo deste trabalho.