Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LORENA NOBRE CORTEZ
DATA : 25/10/2024
HORA: 13:00
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação em Biologia Estrutural e Funcional
TÍTULO:
O ESTRESSE OXIDATIVO E O DESENVOLVIMENTO DO CORTEX AUDITIVO EM RATOS MODELO DE AUTISMO: EFEITO DO EXTRATO ANTIOXIDANTE DE LIBIDIBIA FERREA NA FORMACAO DAS REDES PERINEURONAIS
PALAVRAS-CHAVES:
autismo, córtex auditivo, desenvolvimento
PÁGINAS: 48
RESUMO:
Introdução: O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado principalmente por deficiências de comunicação social, comportamentos repetitivos e percepção sensorial alterada. Pessoas com autismo frequentemente apresentam alterações na acurácia auditiva, ou hiper/hipossensibilidade ao som. Sabe-se que os mapas topográficos e a acuidade dos sistemas sensoriais no cérebro são refinados durante o período crítico, no início da vida pós-natal, por meio do amadurecimento dos neurônios inibitórios parvalbumino-positivos e da rede perineuronal ao seu redor. Alterações no período crítico mediadas, por exemplo, pelo estresse oxidativo aumentado, poderiam ter grande impacto no desenvolvimento da percepção sensorial, retardando o desenvolvimento das redes perineuronais nos córtices sensoriais. Objetivo: O presente trabalho tem por objetivo investigar se a administração de moléculas antioxidantes durante o período crítico do desenvolvimento do córtex auditivo primário seria capaz de influenciar no desenvolvimento das redes perineuronais ao redor dos neurônios do córtex auditivo primário (Au1), secundário dorsal (AuD) e secundário ventral (AuV) de roedores modelo de autismo. Metodologia: Para a pesquisa, utilizamos um modelo roedor de autismo tratado com ácido valpróico no dia embrionário 12 (ratos VPA) para induzir características do autismo nos animais. No período crítico do desenvolvimento de Au1, dias pós natais 10 a 12 (P10 a P12), injetamos, por via intraperitoneal, exossomos de macrófagos tipo M2 para transportar o extrato de frutas da planta Libidibia ferrea com moléculas antioxidantes ao tecido cerebral - grupo de ratos tratados com antioxidantes (VPA cOxi). Também injetamos, no mesmo período, exossomos sem o extrato antioxidante, no grupo VPA sOxi. O grupo Controle não recebeu injeção de ácido valpróico nem de exossomos. Para analisar o desenvolvimento das redes perineuronais em AuD, Au1 e AuV realizamos histoquímica para Wisteria floribunda, e quantificamos o número e a densidade de células marcadas com rede perineuronal na camada IV e em todo o córtex AuD, Au1 e AuV dos grupos experimentais Controle, VPA sOxi e VPA cOxi. Resultados: Como resultado observamos que o número e a densidade de células envolvidas pela rede perineuronal em Au1 e AuV era maior no grupo Controle do que nos grupos VPA sOxi e VPA cOxi, seja no quantificação de todas as camadas corticais ou da camada IV. Não houve diferença no número e na densidade de células do grupo tratado com antioxidante, VPA cOxi, e não tratado, VPA sOxi. Conclusão: No presente trabalho foi possível concluir que os ratos modelo de autismo apresentaram prejuízo na formação da rede perineuronal ao redor dos neurônios do córtex auditivo, indicando um déficit no período crítico do desenvolvimento do mapa tonotópico. A administração de extrato de frutas com ação antioxidante no período e/ou na dosagem utilizada pelo nosso estudo não foi capaz de impedir o desenvolvimento das alterações na rede perineuronal ao redor dos neurônios do córtices auditivos dos ratos modelo de autismo.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3550124 - JUDNEY CLEY CAVALCANTE
Interna - 1733434 - RENATA FIGUEIREDO ANOMAL
Externa à Instituição - FABIANA SANTANA KRAGELUND