Banca de DEFESA: JÚLIO MACHADO DA CÂMARA NETO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÚLIO MACHADO DA CÂMARA NETO
DATA : 26/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferência.
TÍTULO:

EXPOSIÇÃO DE RATOS AO LABIRINTO EM CRUZ ELEVADO ABERTO INDUZ ANTINOCICEPÇÃO DURANTE A PRIMEIRA FASE DO TESTE DE FORMALINA


PALAVRAS-CHAVES:

Labirinto em cruz elevado aberto; Antinocicepção induzida pelo medo; Teste de formalina; Medo; Estresse.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

Animais expostos a ambientes ameaçadores exibem comportamentos defensivos, dentre eles, a antinocicepção induzida pelo medo. O labirinto em cruz elevado aberto (LCEa) com o teste de formalina tem se mostrado relevante para a compreensão dos mecanismos subjacentes a este tipo de antinocicepção. Embora existam estudos que investiguem essa resposta durante a segunda fase do teste de formalina, dados sobre a primeira fase são poucos. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa foi investigar o efeito da exposição de ratos ao LCEa durante a primeira fase do teste de formalina, bem como avaliar a influência de exposições repetidas ao LCEa sobre a nocicepção. Foram utilizados ratos Wistar adultos, distribuídos em dois experimentos. No Experimento I, os animais receberam injeção de formalina (2,5%, 50 µL) no membro pélvico traseiro direito e foram expostos a três ambientes distintos: caixa de vidro (controle), labirinto em cruz elevado fechado (LCEf) ou labirinto em cruz elevado aberto (LCEa), para registro do tempo de lambidas durante a primeira fase do teste. Nesses mesmos animais, as respostas nociceptivas durante a segunda fase do teste foram avaliadas na caixa de vidro. No Experimento II, animais foram expostos uma, duas, três, quatro ou seis vezes ao LCEf ou ao LCEa (formalina 2,5%, 50 µL, foi injetada somente no último dia de exposição) para registro do tempo de lambidas no membro pélvico traseiro direito. Os resultados do experimento I,, revelaram diferenças significativas no tempo de lambidas entre os grupos controle e LCEa e entre o LCEf e o LCEa , indicando que a exposição ao LCEa durante a primeira fase do teste de formalina induz antinocicepção, a qual é rapidamente atenuada após a remoção do ambiente aversivo. No Experimento II, observou-se que a antinocicepção se manteve em inexperientes e em animais expostos repetidamente ao LCEa, por até seis exposições. Dessa forma, pode-se inferir que a antinocicepção induzida pelo LCEa ocorre durante a primeira fase do teste de formalina e que essa resposta provavelmente émediada por mecanismos não-opioides , uma vez que exposições repetidas não promoveram tolerância antinociceptiva.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2121895 - ALIANDA MAIRA CORNELIO DA SILVA
Interna - 1718086 - DANIELLE BARBOSA MORAIS
Externa à Instituição - LIGIA RENATA RODRIGUES TAVARES - UNESP
Interna - 1720860 - VANESSA DE PAULA SOARES RACHETTI
Notícia cadastrada em: 12/02/2026 08:57
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