DIREÇÕES FUTURAS PARA O ENSINO NA SAÚDE SOBRE ACOLHIMENTO ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA: UM OLHAR A PARTIR DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Saúde mental; urgência e emergência; ensino na saúde.
A frequência da violência autoprovocada tem aumentado significativamente nas últimas décadas, tornando-se um problema de saúde pública de alcance global. No Brasil, dentre os nortes que garantem atendimento e assistência em saúde às vítimas de violência autoprovocada, está a Reforma Psiquiátrica, a Política Nacional de Saúde Mental, sobretudo no que se refere a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), a Política Nacional de Humanização (BRASIL, 2004), a Portaria nº 1.876/2006 a qual institui Diretrizes Nacionais para Prevenção do Suicídio e ressalta a importância de pesquisas voltadas para a temática, a Portaria nº 1.600/2011 que reformulou a Política Nacional de Atenção às Urgências e instituiu a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde e a Lei nº 13.819/2019, que Institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio (BRASIL, 2019). Muitas vezes e por diversos motivos, os serviços de urgência e emergência, sobretudo as Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPAs), se constitui como a principal porta de entrada para acessar os serviços de saúde mental. Contudo, o perfil dos serviços de urgência e emergência, juntamente com a realidade da alta demanda, repercute desfavoravelmente no atendimento a transtornos psíquicos. Este trabalho pretende sistematizar recomendações para a abordagem do acolhimento às vítimas de violência autoprovocada no ensino na saúde, a partir da percepção e vivências dos profissionais de saúde de nível superior (Enfermeiros, Médicos e Assistentes Sociais) que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Oeste de Natal/RN. Destarte, trata-se de um estudo de caso, de abordagem qualitativa e exploratória em relação ao alcance dos objetivos.