CORRELAÇÃO ENTRE DADOS BIOESPECTROSCÓPICOS E VARIÁVEIS CLÍNICAS EM INDIVÍDUOS COM FIBROMIALGIA
Espectroscopia no infravermelho próximo, algoritmo, dor crônica, biomarcadores, fibromialgia.
A fibromialgia tipicamente envolve dor, fadiga e alterações de humor, frequentemente exigindo mais de dois anos e cerca de quatro consultas médicas para o diagnóstico. A combinação de espectroscopia e técnicas quimiométricas se mostra promissora como uma estratégia custo-efetiva e precisa para o rastreamento da fibromialgia, com base na correlação entre os sintomas e os dados espectrais. O estudo teve como objetivo explorar a correlação entre a análise espectroscópica, aliada a técnicas quimiométricas, e os sintomas da fibromialgia. Participaram do estudo 126 indivíduos do grupo controle e 126 pacientes com fibromialgia. O plasma sanguíneo foi analisado por espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier por reflexão total atenuada (ATR-FTIR), em conjunto com técnicas quimiométricas, para posterior correlação entre dor, cinesiofobia, catastrofização da dor, impacto da fibromialgia, qualidade de vida e ansiedade. Os conjuntos de dados foram submetidos à classificação multivariada utilizando modelos supervisionados. Diferentes algoritmos quimiométricos foram testados para classificar os dados espectrais e a correlação entre os sintomas. Observou-se uma clara discriminação de precisão para o grupo com fibromialgia em relação à dor moderada (82,1%) e dor intensa (100%), cinesiofobia moderada (84,6%) e intensa (80,8%), catastrofização moderada (87,5%) e intensa (81,8%), impacto moderado (74,8%) e intenso (77,8%) da fibromialgia e ansiedade moderada (100%) e intensa (76,9%). Além disso, a precisão foi de 93,2% para a qualidade de vida leve e de 81,4% para a qualidade de vida normal. A espectroscopia ATR-FTIR integrada a algoritmos quimiométricos sugeriu um desempenho de classificação favorável para fibromialgia e mostrou correspondência significativa com as principais características clínicas. Trabalhos futuros devem incluir validação externa em coortes independentes, análises de calibração e estudos longitudinais para testar a responsividade à mudança terapêutica e estabelecer limiares operacionais robustos para uso em contextos clínicos e de reabilitação.