TRAJETÓRIA LONGITUDINAL DE DIFERENTES COMPONENTES RELACIONADOS À APTIDÃO FÍSICA EM IDOSOS RESIDENTES NA COMUNIDADE
Aptidão física, Envelhecimento, Teste de caminhada de seis minutos, Levantar e caminhar
O objetivo deste estudo foi verificar a trajetória da aptidão física em diferentes faixas etárias de pessoas idosas e os fatores associados a essas mudanças. Trata-se de um estudo longitudinal de quatro anos, realizado na cidade de Natal – RN, com pessoas idosas saudáveis de 60 a 75 anos residentes na comunidade. A aptidão física foi verificada por meio de indicadores de força (teste de sentar e levantar, teste de flexão do cotovelo, força de preensão manual), potência (absoluta, relativa, alométrica e específica), equilíbrio e agilidade (teste Timed Up and Go e Escala de Equilíbrio de Berg) e capacidade cardiorrespiratória (teste de caminhada de seis minutos). Um total de 163 pessoas foram incluídas (71% mulheres; 27,7 km/m²), avaliadas em 2018-19 e reavaliadas em 2022-23. Os participantes foram categorizados em três faixas etárias (60-65, 65-70 e 70-75 anos). O desempenho no Teste de Caminhada de Seis Minutos diminuiu apenas no grupo mais jovem (β=-35,8; IC: -58,9, -12,7), enquanto o teste Timed Up and Go diminuiu nos grupos de 60-64 (β=0,7; IC: 0,4, 1,0), 65-69 (β=1,0; IC: 0,5, 1,5) e 70-75 (β=1,2; IC: 0,5, 1,8) anos. Não foi observada redução em nenhum outro indicador de aptidão física. Idade avançada (≥65 anos), polifarmácia e consumo inadequado de alimentos ultraprocessados foram associados a pior desempenho no teste Timed Up and Go, enquanto a inatividade física foi associada a pior desempenho no Teste de Caminhada de Seis Minutos. A perda de equilíbrio ocorre em todas as faixas etárias de idosos, especialmente nos mais velhos, naqueles que fazem uso de polifarmácia e naqueles com ingestão alimentar inadequada. A aptidão cardiorrespiratória, por outro lado, diminui apenas nos idosos mais velhos, particularmente naqueles que são fisicamente inativos.