Banca de DEFESA: BRUNO ERICK DE MELO FERNANDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BRUNO ERICK DE MELO FERNANDES
DATA : 18/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Departamento de Educação Física - Sala 06
TÍTULO:

A fenomenologia do corpo na Educação Física brasileira

 


PALAVRAS-CHAVES:

Fenomenologia; Corpo; Educação Física; Epistemologia.


PÁGINAS: 93
RESUMO:

Esta dissertação, analisa a produção do conhecimento sobre o corpo mediante a
abordagem fenomenológica, examinando os trabalhos do Grupo de Trabalho Temático
Corpo e Cultura (GTTCC) do Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte (Conbrace)
entre 2015 e 2023. Sustenta-se na premissa de que o corpo transcende as dimensões
biológica e instrumental, configurando-se como realidade experiencial, cultural e
simbolicamente constituída, sendo a fenomenologia de Merleau-Ponty um referencial
teórico-metodológico fundamental para compreendê-lo como sujeito da experiência. A
pesquisa é ancorada no método fenomenológico, mapeou e analisou os trabalhos por
meio de descrição, redução, interpretação e compreensão, delineando três unidades de
sentido corpo, expressão e cultura articuladas esteticamente pela obra Vento Nordeste,
de Newton Navarro, que atuou como dispositivo fenomenológico. O primeiro capítulo
estabelece o arcabouço epistemológico da investigação, dialogando com Bachelard,
Popper, Merleau-Ponty e Morin criticando o racionalismo cartesiano e o determinismo
científico, propondo uma epistemologia não-cartesiana que valoriza a imaginação, a
subjetividade e a experiência sensível como constitutivas do conhecimento. Bachelard
oferece bases para uma ciência aberta ao sensível e ao poético, enquanto Merleau-Ponty
reforça o corpo vivido como medium de acesso ao mundo, fundamentando a defesa de
um "novo espírito educativo" para a Educação Física, que integre razão e sensibilidade.
O segundo capítulo apresenta uma cartografia fenomenológica da produção examinada.
A unidade corpo aborda experiências como peregrinações, Yoga e expressões artísticas,
evidenciando-o como campo de sentido, memória e subjetividade. A unidade expressão
focaliza manifestações como dança, circo e capoeira, compreendendo o gesto como
linguagem e produção de sentido pré-verbal. A unidade cultura examina a corporeidade
em contextos como tradições quilombolas e práticas marciais, destacando-a como lugar
de memória, identidade e pertencimento. A análise identifica a predominância de
pesquisadores da UFRN, uma distribuição nacional da produção e um vocabulário
recorrente centrado em termos como corpo vivido, intercorporeidade e ser-no-mundo,
além de uma combinação metodológica da fenomenologia com etnografia, arte e análise
de discurso etc. As considerações finais reforçam a potência da fenomenologia para
reinventar a Educação Física como campo sensível, ético e político. Ao valorizar a
experiência vivida e a diversidade de saberes, essa abordagem supera visões
reducionistas, reposicionando o corpo como origem de sentido e relação com o mundo.
A reinvenção proposta implica ressignificar as práticas tradicionais mediante uma lógica
que integra rigor e imaginação, técnica e poética, concluindo pela urgência de uma
Educação Física comprometida com a escuta das diferenças e a justiça epistêmica, na
qual o corpo vivido permaneça como fonte inesgotável de saber e transformação.

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1672476 - ROSIE MARIE NASCIMENTO DE MEDEIROS
Interna - 1551552 - MARIA ISABEL BRANDAO DE SOUZA MENDES
Externa ao Programa - 1049922 - TEREZINHA PETRUCIA DA NOBREGA - UFRNExterno à Instituição - RAIMUNDO NONATO ASSUNCAO VIANA - UFMA
Externa à Instituição - SORAIA CHUNG SAURA - USP
Notícia cadastrada em: 09/12/2025 14:17
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