Banca de DEFESA: ANDRÉ FERREIRA DA FONSECA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRÉ FERREIRA DA FONSECA
DATA : 25/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

ANÁLISE DE EXTREMOS DE PRECIPITAÇÃO HORÁRIA E DINÂMICA DA UMIDADE DO SOLO NO RECIFE, BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Modelagem Probabilística; Dinâmica Hidrológica; distribuição generalizada de valores extremos; deslizamentos rasos; Risco Hidrometeorológico Urbano.


PÁGINAS: 106
RESUMO:

 

A precipitação extrema em escalas subdiárias constitui um dos principais agentes de risco hidrometeorológico em cidades costeiras tropicais, onde respostas rápidas da drenagem urbana e a instabilidade de encostas podem ocorrer em janelas de poucas horas. Esta tese investiga, de forma integrada, (i) a severidade e a recorrência estatística de extremos subdiários de precipitação no Recife e (ii) o papel do pré-condicionamento hidrológico do solo na deflagração de deslizamentos rasos em encostas urbanas. Para isso, foi utilizada distribuição generalizada de valores extremos (GEV) aplicada a máximos em blocos, com base em séries horárias do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (2005–2021), complementadas por registros de desastres do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) (2016–2021) e por registros jornalísticos (2005–2021), visando contextualizar a relevância dos extremos por evidências de impacto. Um estudo de caso comparativo de dois deslizamentos no Recife (07/06/2022 e 06/02/2023) foi analisado, integrando estimativas regionais de umidade do solo do produto Soil Moisture Active Passive (SMAP) L4, medições geotécnicas in situ do Cemaden e acumulados de precipitação em 72h da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). Devido à limitação de pluviometria subdiária contínua em superfície no entorno imediato das encostas analisadas, utiliza-se refletividade de radar como evidência complementar para caracterizar a organização e a intensidade relativa dos sistemas precipitantes próximos ao horário de deflagração. Em conjunto, os resultados sustentam que a quantificação probabilística de extremos subdiários é necessária para contextualizar risco urbano, mas não é suficiente para explicar isoladamente a ocorrência de deslizamentos, que depende criticamente da condição hidrológica antecedente e de sua resposta no tempo e na profundidade.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1752417 - CLAUDIO MOISES SANTOS E SILVA
Interna - ***.212.764-** - DANIELE TÔRRES RODRIGUES - UFPI
Interna - 1346630 - LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
Interno - ***.072.934-** - WEBER ANDRADE GONCALVES - UFCG
Externo à Instituição - TULIUS DIAS NERY
Externo à Instituição - JORIO BEZERRA CABRAL JUNIOR
Notícia cadastrada em: 10/02/2026 10:34
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