A DIMENSÃO MONETÁRIA INTERNACIONAL E A RELAÇÃO CENTRO – PERIFERIA NO DÓLAR FLEXÍVEL
Sistema Monetário Internacional; Dólar Flexível; Centro-periferia
O trabalho parte da tradição estruturalista latino-americano clássica, particularmente, na relação centro-periferia baseada no progresso técnico. Desta forma, essa teoria deixa uma lacuna para analisar essa relação com base na dimensão monetária internacional. Com as alterações ocorridas no Sistema Monetário Internacional (SMI) com a quebra do regime de Bretton Woods em 1960/1970 abre uma discussão sobre a relevância do SMI atual para uma abordagem a relação centro-periferia. Na análise proposta nessa dissertação utiliza-se como fundamentação teórica o poder global. Nesse sentido, especificamente no regime Dólar Flexível, se apresenta como uma dimensão especial para analisar a relação centro-periferia a partir da hierarquia de moedas. Essa hierarquia é baseada pela liquidez das moedas em âmbito internacional e se estrutura a partir do dólar no núcleo do sistema, seguida pelo o euro, entre outras moedas centrais e na base desse sistema estão as moedas periféricas. O dólar por sua condição especial dentro do sistema afeta os países de moedas periféricas com as decisões dos EUA. Assim, a hierarquia apresenta-se como problemática para os países de moedas periféricas, particularmente, quanto ao grau reduzido de autonomia de exercer política econômica e vulnerabilidades. Concluímos que, os países de moedas periféricas, por suas limitações impostas pelo SMI, culmina para manutenção de sua posição periférica. Dessa forma, impossibilitando mudar seu status apenas com decisão interna. A metodologia utilizada é descritiva, explicativa, histórica e teórico-abstrata.