Banca de DEFESA: JOAO PEDRO DE SANTANA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOAO PEDRO DE SANTANA SILVA
DATA : 27/09/2026
HORA: 14:30
LOCAL: REMOTO
TÍTULO:

FUNÇÃO MUSCULAR RESPIRATÓRIA, OXIGENAÇÃO MUSCULAR PERIFÉRICA, MODULAÇÃO AUTONÔMICA E
CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: ESTUDO TRANSVERSAL COMPARATIVO


PALAVRAS-CHAVES:

Hipertensão arterial sistêmica; Músculos respiratórios; Oxigenação muscular; Variabilidade da frequência cardíaca, Teste de exercício.


PÁGINAS: 77
RESUMO:

Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) está associada a
alterações fisiopatológicas que podem comprometer diferentes sistemas
envolvidos na resposta ao exercício. A avaliação integrada da função
muscular respiratória, oxigenação muscular periférica, modulação
autonômica cardíaca e capacidade funcional pode contribuir para
compreender as repercussões da HAS durante o esforço submáximo.
Objetivo: Comparar a função muscular respiratória, a oxigenação
muscular periférica, a modulação autonômica cardíaca e a capacidade
funcional entre indivíduos hipertensos e normotensos, além de analisar
as associações entre essas variáveis durante um teste funcional
submáximo. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, analítico e
comparativo, composto por 42 participantes, distribuídos igualmente
entre o grupo hipertensão (GH; n=21) e o grupo normotenso (GN;
n=21). Foram avaliadas a pressão inspiratória máxima (PImáx),
ventilação voluntária máxima (VVM), saturação muscular de oxigênio
(SmO₂), hemoglobina total (tHb), variabilidade da frequência cardíaca
(VFC), desempenho no teste do degrau de seis minutos (TD6) e
consumo de oxigênio estimado no pico do exercício (VO₂ pico
estimado). A SmO₂, tHb e VFC foram avaliadas em repouso, durante
e após o TD6. Resultados: Os indivíduos hipertensos apresentaram
menor PImáx (73,10 ± 34,80 vs. 97,62 ± 31,92 cmH₂O; p=0,022) e
VVM (93,14 ± 33,84 vs. 119,50 ± 35,20 L/min; p=0,018) em
comparação aos normotensos. O GH também apresentou menor
desempenho no TD6 (113,43 ± 26,95 vs. 144,67 ± 20,05 degraus;
p<0,001) e menor VO₂ pico estimado (20,81 ± 2,60 vs. 23,56 ± 2,12
mL/kg/min; p=0,001). A SmO₂ e a tHb apresentaram efeito
significativo de momento (p<0,001), sem efeito de grupo ou interação
grupo × momento. Para a VFC, não foram observadas diferenças entre
os grupos ou interações grupo × momento, sendo identificado efeito de
momento apenas para o SDNN (p<0,001). A PImáx apresentou
correlação positiva com o número de degraus (r=0,531; p<0,001) e com
o VO₂ pico estimado (r=0,602; p<0,001), assim como a VVM com o
número de degraus (r=0,428; p=0,005) e o VO₂ pico estimado
(r=0,450; p=0,003). Conclusão: Indivíduos hipertensos apresentaram
menor função muscular respiratória e capacidade funcional em
comparação aos normotensos. A oxigenação muscular periférica e a
modulação autonômica cardíaca apresentaram alterações temporais
durante o TD6, porém sem diferenças entre os grupos. As associações
entre função muscular respiratória e capacidade funcional reforçam a
relevância de uma avaliação integrada das respostas fisiológicas e
funcionais em indivíduos com HAS.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - GRAZIELLA FRANÇA BERNARDELLI CIPRIANO - UnB
Presidente - 2211023 - ILLIA NADINNE DANTAS FLORENTINO LIMA
Interno - 3296783 - SAINT CLAIR GOMES BERNARDES NETO
Notícia cadastrada em: 24/08/2026 09:37
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa13-producao.info.ufrn.br.sigaa13-producao