COMPARAÇÃO DO MÉTODO REEQUILÍBRIO TORACOABDOMINAL E DRENAGEM AUTÓGENA ASSISTIDA EM LACTENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA CARDÍACA: ESTUDO DE VIABILIDADE PARA UM ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO E RANDOMIZADO
cardiopatia congênita; cirurgia cardíaca; reequilíbrio toracoabdominal; drenagem autógena; fisioterapia respiratória
Introdução: As cardiopatias congênitas representam as anomalias congênitas mais comuns e frequentemente requerem intervenção cirúrgica ainda no primeiro ano de vida. No período pós-operatório, lactentes apresentam elevado risco de complicações respiratórias decorrentes do trauma cirúrgico e da circulação extracorpórea, que podem comprometer a mecânica respiratória e prolongar o suporte ventilatório. Embora a fisioterapia respiratória seja amplamente utilizada nesse contexto, as evidências sobre os efeitos isolados de técnicas específicas ainda são limitadas. Objetivo: Avaliar a viabilidade da condução de um ensaio clínico comparando o Método de Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA) e a Drenagem Autógena Assistida (DAA) em lactentes no pós-operatório de cirurgia por cardiopatia congênita.. Método: Ensaio clínico de viabilidade, controlado e randomizado com Envolvimento do Público e do Paciente (EPP). A amostra será composta por 20 lactentes, alocados aleatoriamente em dois grupos de intervenção (RTA ou DAA), recebendo uma sessão única de 10 minutos da técnica proposta. Os desfechos de viabilidade de taxa de recrutamento de pacientes elegíveis por mês, eventos adversos e tempo médio para completar o protocolo serão avaliados. Os desfechos clínicos e funcionais serão antes, imediatamente após e 30 minutos após a intervenção: dor (FLACC), desconforto respiratório (BSA), sinais vitais (FC, FR, PA, SpO2), excursão e velocidade diafragmática (ultrassonografia) e quantidade de secreção removida. Este estudo foi aprovado pelo CEP UFRN/FACISA (parecer: 8.283.082) e registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC). Resultados parciais: Até o momento, 6 lactentes foram incluídos no estudo. O protocolo demonstrou boa viabilidade de aplicabilidade operacional na UTI pediátrica, com alta taxa de adesão, sem recusas por parte dos responsáveis legais e tempo médio total de aplicação do protocolo de 25,7 minutos, compatível com a rotina assistencial da unidade. Durante as avaliações, os sinais vitais permaneceram estáveis e os escores de dor e desconforto respiratório mantiveram-se baixos, além de tendência de aumento da saturação periférica de oxigênio e das medidas ultrassonográficas de excursão e velocidade de contração diafragmática após as intervenções fisioterapêuticas. Não foram registrados eventos adversos associados as intervenções, demonstrando uma boa segurança inicial e exequibilidade do ensaio clínico proposto.