Banca de DEFESA: ALEF CAVALCANTI MATIAS DE BARROS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALEF CAVALCANTI MATIAS DE BARROS
DATA : 18/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Departamento de Fisioterapia
TÍTULO:

Desempenho isocinético após reconstrução do LCA com autoenxertos
de tendão do reto femoral versus tendão dos músculos isquiotibiais.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior; Lesões do Ligamento
Cruzado Anterior; Ligamento Cruzado Anterior; Força Muscular;
Dinamômetro de Força Muscular;

 


PÁGINAS: 78
RESUMO:

Introdução: A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) está entre as
mais incapacitantes na traumatologia desportiva. A reconstrução
cirúrgica é o tratamento padrão-ouro, com sucesso dependente da
qualidade do enxerto e reabilitação adequada. O tendão do reto femoral
(RF) emerge como alternativa promissora ao tendão patelar (BPTB) e
isquiotibiais (IT). Contudo, existem lacunas significativas nas
evidências sobre o desempenho funcional no seu pós-operatório,
particularmente àqueles relacionados a recuperação da força muscular.
Objetivos: Estudo I= Avaliar a simetria do desempenho isocinético
bilateral dos extensores e flexores do joelho, seis meses após a
reconstrução do LCA, utilizando um autoenxerto do tendão do reto
femoral.
Estudo II = Comparar o desempenho isocinético dos músculos do
joelho, seis meses após a reconstrução do ligamento cruzado anterior
(LCA) utilizando enxertos autólogos do reto femoral (RF) versus
tendões isquiotibiais (IT).
Métodos: Estudo I= Esta série de casos retrospectiva incluiu pacientes recrutados consecutivamente em um único centro terciário de medicina
esportiva entre janeiro de 2023 e julho de 2024. Os critérios de inclusão
exigiam reconstrução primária do LCA com autoenxerto do reto
femoral, ausência de cirurgias prévias no joelho e um acompanhamento
mínimo de 6 meses. Pacientes submetidos a revisão ou procedimentos
multiligamentares foram excluídos. O teste isocinético foi realizado aos
seis meses de pós-operatório, utilizando um dinamômetro
computadorizado. O membro não acometido foi testado primeiro,
seguido pelo membro operado. Os pacientes realizaram cinco tentativas
de esforço máximo a 60°/s, tanto para extensão quanto para flexão. Os
desfechos mensurados incluíram pico de torque (PT), PT normalizado
pelo peso corporal (PT/PC), ângulo do pico de torque (aPT), trabalho
total (TT) e potência média (PM) para extensores e flexores do joelho.
Testes t pareados compararam os membros, com uma significância
estatística de p ≤ 0,05.
Estudo II= Neste estudo transversal, 75 pacientes do sexo masculino
submetidos à reconstrução primária do LCA com enxertos autólogos de
RF (n = 31) ou IT (n = 44) foram avaliados, cerca de 6 meses após a
cirurgia. O teste isocinético bilateral, com velocidade angular de 60°/s,
mensurou o pico de torque (PT), o PT normalizado ao peso corporal
(PT/PC), o ângulo do pico de torque (aPT), o trabalho total (TT) e a
potência média (PM) do grupo flexor e extensor do joelho.
Resultados: Estudo I= Trinta e um pacientes do sexo masculino (idade
média de 26,3 ± 4,7 anos) foram incluídos no estudo, com um
acompanhamento médio de 6,2 ± 0,4 meses. O membro operado atingiu
71% do pico de torque extensor contralateral e 75% da potência média,
com déficits significativos na extensão PT (p < 0,001), PT/BW (p <
0,001), TT (p < 0,001) e PM (p = 0,002). Nenhuma diferença
significativa foi encontrada para a aPT (p = 0,457). O desempenho dos
flexores apresentou recuperação quase completa, com o membro
operado atingindo 93% do torque de pico contralateral e 90% do
trabalho total, com p = 0,355, 0,340, 0,902, 0,153 e 0,316 para PT,
PT/BW, aPT, TT e PM, respectivamente.
Estudo II = Não foram observadas diferenças estatisticamente
significativas entre os grupos RF e IT em nenhuma das variáveis de
desempenho isocinético dos extensores do joelho (p>0,05). O grupo RF
apresentou maiores valores do desempenho dos flexores do joelho
comparado ao grupo IT, exceto o ângulo do pico de torque (p=0,300).
Conclusões: Estudo I= Após seis meses, a reconstrução do LCA com
autoenxerto do reto femoral esteve associada à recuperação completa
da função flexora do joelho, mas com déficits persistentes na função
extensora.
Estudo II = A técnica de reconstrução do ligamento cruzado anterior
(LCA) com enxerto do reto femoral (RF) não ocasionou déficit de força
significativo nos extensores do joelho comparado à técnica com
isquiostibiais (IT). O grupo RF apresentou superior desempenho dos
flexores do joelho, sugerindo que essa técnica preserva a
funcionalidade dos músculos flexores.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2275864 - CAIO ALANO DE ALMEIDA LINS
Externo à Instituição - DANIEL TEZONI BORGES - F.M.Nassau
Presidente - 1149610 - JAMILSON SIMOES BRASILEIRO
Externo à Instituição - JOSÉ JAMACY DE ALMEIDA FERREIRA - UFPB
Interno - 2566849 - WOUBER HÉRICKSON DE BRITO VIEIRA
Notícia cadastrada em: 05/12/2025 08:43
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