A REPRESENTAÇÃO DE MACACOS-PREGO NAS MÍDIAS SOCIAIS: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS TEORIAS DO ENQUADRAMENTO E DA BIOFILIA
Primatas, Antropomorfismo, Mineração de vídeos, TikTok.
As mídias sociais têm mudado a forma como as pessoas se relacionam entre si e com a natureza e oferecem uma enorme quantidade de conteúdo que pode ser explorado para a pesquisa científica. O presente projeto aplica a teoria do enquadramento e a hipótese da biofilia para investigar como a representação de macacos-prego (Sapajus spp.) nas mídias sociais influencia a percepção pública sobre a espécie. A pesquisa será dividida em dois estudos complementares. No primeiro, será realizada uma análise de 440 vídeos publicados no TikTok e Instagram, por meio de mineração de dados, com o objetivo de avaliar os enquadramentos dos vídeos, os comentários do público e os índices de engajamento das publicações. Os comentários serão classificados com base nas categorias de valores biofílicos propostas por Kellert e Wilson (1993). Na segunda etapa, de caráter experimental, 390 participantes serão expostos a imagens de macacos-prego em diferentes contextos visuais, variando quanto ao tipo de ambiente e à presença humana, e responderão a um questionário estruturado em escala Likert, elaborado para avaliar diferentes dimensões biofílicas da percepção. Espera-se que, tanto em contextos espontâneos nas mídias sociais quanto em condições experimentais controladas, diferentes enquadramentos estejam associados a diferentes respostas biofílicas, de modo que representações antropomorfizadas favoreçam percepções de caráter mais utilitarista, humanístico e dominionístico, enquanto representações em contextos mais naturais favoreçam respostas naturalísticas e ecológico-científicas. O projeto visa contribuir para a compreensão de como a forma como a fauna é apresentada influencia a percepção pública sobre os animais, além de fortalecer estratégias para ações de conservação, comunicação científica e educação ambiental.
Primatas, Antropomorfismo, Mineração de vídeos, TikTok.