Banca de QUALIFICAÇÃO: MARINA DE CASTRO NASCIMENTO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARINA DE CASTRO NASCIMENTO
DATA : 10/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: sala 1 predio da pos graduação do CB
TÍTULO:


Perfil comportamental e condição clínica em macacos-prego (Sapajus spp.) resgatados: parâmetros hematológicos, parasitológicos e cortisol.

 


PALAVRAS-CHAVES:

bem-estar animal; Platyrrhini; estresse crônico; personalidade; primatas neotropicais.


PÁGINAS: 22
RESUMO:

O comportamento é a expressão mais acessível do estado emocional de um animal, mas sua relação com a condição clínica ainda é pouco investigada em primatas neotropicais cativos. Na rotina de um centro de triagem, um animal inativo pode estar doente, estressado ou simplesmente ser um traço de sua personalidade. O comportamento sozinho não permite distinguir, dados fisiológicos auxiliam a leitura comportamental. Esta dissertação investiga as relações entre perfil comportamental, personalidade e condição clínica em macacos-prego (Sapajus spp.) mantidos no CETAS/IBAMA-RN, a partir de dados longitudinais do Co-Lab/UFRN coletados entre 2019 e 2023. O trabalho é organizado em dois capítulos. O Capítulo 1 examinará se animais em piores condições clínicas, avaliadas por hemograma, parasitologia e cortisol fecal, apresentam perfis comportamentais compatíveis com sickness behavior, diferenciando esse padrão de traços de personalidade nos eixos de Atividade e Sociabilidade descritos para a espécie. O Capítulo 2 testará se a frequência de comportamentos autodirigidos e estereotipados está associada a alterações hematológicas e à presença de parasitos intestinais, com a hipótese de que esses comportamentos refletem um estado fisiológico cronicamente comprometido. Para isso, serão utilizados 101 hemogramas de 70 indivíduos e 35 exames coproparasitológicos de 31 indivíduos, analisados por correlações de Spearman, regressão linear múltipla, GLM Gamma e modelos lineares mistos. Os resultados preliminares do Capítulo 2 mostram que animais com maiores frequências de comportamentos de estresse apresentaram menores valores de hematócrito e eritrócitos. Essa associação se manteve nas análises estatísticas, mesmo após controle por sexo, idade e dias de observação. A hemoglobina apresentou associação positiva com autodirigido, resultado interpretado como possível efeito de hemoconcentração por desidratação relativa. Na série branca, eosinófilos e monócitos associaram-se negativamente ao comportamento autodirigido em quatro abordagens; leucócitos e linfócitos perderam significância após controle por idade, sugerindo que refletiam diferenças etárias e não ativação fisiológica pelo estresse. Nenhuma associação foi detectada entre comportamento e status parasitário. Fêmeas apresentaram maior frequência de comportamentos de estresse e piores indicadores eritrocitários que machos. Esses achados indicam que animais que apresentam maiores frequências de comportamentos indicativos de estresse exibem um padrão fisiológico compatível com estresse crônico, expresso pela redução de parâmetros eritrocitários e pela supressão de eosinófilos e monócitos. Os próximos passos incluem a investigação das associações entre condição clínica e perfil de personalidade, além da incorporação de dosagens de cortisol fecal para testar a mediação pelos glicocorticoides.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1149552 - ARRILTON ARAUJO DE SOUZA
Interna - 2696495 - RENATA GONCALVES FERREIRA
Notícia cadastrada em: 30/03/2026 11:04
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