ANÁLISE ESTEREOLÓGICA DE CÉLULAS DE BETZ, GÂNGLIOS DA BASE E ÁREA TEGMENTAL VENTRAL DE SAGUIS JOVENS E IDOSOS (Callithrix jacchus)
Sagui, envelhecimento, substância negra, área tegmentar ventral, dopamina, tirosina hidroxilase.
Objetivando a análise do efeito do envelhecimento em regiões relativas a programas motores, a substância negra, a área tegmentar ventral, o corpo estriado e os neurônios gigantes piramidais de Betz foram selecionados para análise morfométrica no presente projeto. A substância negra (SN) e a área tegmentar ventral (VTA) foram selecionadas por seu destaque na produção de dopamina mesencefálica, o corpo estriado devido a sólida conexão nigroestriatal que o concede um papel modulatório central, e as células de Betz pela robusta conexão corticoestriatal contributiva no controle muscular antigravitacional e fino. Todas as células e regiões escolhidas são significativamente prejudicadas em doenças neuromotoras, porém faltam dados básicos sobre sua configuração morfométrica tempo-dependente em primatas não-humanos. Assim, iniciamos a comparação do número de neurônios imunorreativos à TH (TH+) e volume regional da SN e VTA entre saguis (Callithrix jacchus) jovens-adultos e idosos, bem como da densidade óptica do corpo estriado entre os grupos etários. Os resultados preliminares demonstraram tendência à correlação negativa entre o número de células TH+ e a idade na SN e VTA; e entre volume e idade para ambos os núcleos, porém nenhum dos testes obteve significância estatística. Acreditamos que o pequeno n amostral atue, até o momento, como um possível limitador do poder estatístico. Portanto, para os próximos passos da investigação, contamos com a adição de indivíduos aos grupos etários para que seja realizada uma nova análise relativa à SN, VTA e corpo estriado e, adicionalmente, iniciaremos os protocolos necessários para a comparação do número de células gigantes piramidais de Betz entre os grupos etários.