RESTRIÇÃO TEMPORAL ALIMENTAR COMO ESTRATÉGIA NEUROPROTETORA EM MODELO EXPERIMENTAL DA DOENÇA DE PARKINSON
Crononutrição, Restrição temporal alimentar, Doença de Parkinson, Neuroinflamação, Estresse oxidativo
O envelhecimento populacional tem contribuído para o aumento da incidência de doenças neurodegenerativas, entre elas a Doença de Parkinson (DP). A DP é caracterizada principalmente pela degeneração progressiva de neurônios dopaminérgicos eembora os sintomas motores sejam a principal característica clínica da doença, déficits cognitivos e outras manifestações não motoras também fazem parte do seu espectro fisiopatológico. Entre os mecanismos celulares envolvidos na progressão da DP destacam-se o estresse oxidativo, a disfunção mitocondrial e a neuroinflamação. Nesse contexto, intervenções baseadas na modulação dos ritmos circadianos têm sido investigadas como possíveis estratégias neuroprotetoras. A restrição temporal alimentar (em inglês time-restricted feeding - TRF), consiste na concentração da ingestão alimentar dentro de uma janela específica do dia, buscando alinhar o metabolismo energético aos ritmos circadianos do organismo. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da TRF sobre alterações comportamentais, cognitivas e neurobiológicas em um modelo crônico de parkinsonismo induzido por reserpina. Para isso, serão analisados parâmetros comportamentais relacionados a déficits motores e desempenho cognitivo, bem como a imunorreatividade de marcadores associados ao estresse oxidativo e à neuroinflamação nas regiões da substância negra, área tegmental ventral e hipocampo. A partir dessa abordagem, espera-se contribuir para a compreensão do papel de intervenções baseadas em crononutrição na modulação de processos celulares associados à neurodegeneração.