O PAPEL DAS VARIAÇÕES NEUROENDÓCRINAS NA MODULAÇÃO DO EIXO PROATIVO-REATIVO DE ZEBRAFISH (Danio rerio)
neurofisiologia; comportamento; síndromes comportamentais; zebrafish
Indivíduos da mesma espécie apresentam respostas comportamentais diferentes às mesmas situações enfrentadas. O estudo dessas diferenças individuais aumentou nos últimos anos, contudo ainda há uma lacuna nos conhecimentos sobre as bases neurofisiológicas para as diferenças entre perfis comportamentais, bem como as diferenças em relação à resposta à estressores enfrentados ou a como diferentes perfis interpretam o estresse experienciado por coespecíficos (contágio emocional). Os diferentes perfis comportamentais podem ser estudados sob diversas óticas, sendo a ousadia, ou boldness, uma das mais utilizadas. No eixo da ousadia os indivíduos são classificados em termos de quanto se arriscam em uma situação desconhecida ou perigosa, variando desde indivíduos bastante tímidos, cautelosos e reativos até aqueles muito proativos, ousados, corajosos. Os dois extremos do contínuo boldness são geralmente foco dos estudos por apresentarem as características mais marcantes do perfil. Neste estudo, pretendemos avaliar diferenças comportamentais e neurofisiológicas entre os perfis proativo e reativo em zebrafish para explicar as diferenças na reatividade ao perigo experienciado diretamente e sendo experienciado por outro indivíduo. Focaremos em avaliar as vias dopaminérgica, serotoninérgica e corticoide. Optamos neste estudo por um modelo animal com amplo repertório comportamental, no qual já foram observadas diferenças consistentes entre os perfis comportamentais, o zebrafish (Danio rerio), cujo uso crescente pela comunidade científica tem oferecido explicações translacionais ao entendimento da personalidade.