Banca de DEFESA: THIAGO DE FREITAS CORDEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THIAGO DE FREITAS CORDEIRO
DATA : 08/08/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

PAPEL ADAPTATIVO DO POLIMORFISMO DE COR EM FÊMEAS DE Cardisoma guanhumi Latreille 1828, (BRACHYURA: GECARCINIDAE)


PALAVRAS-CHAVES:

Decapoda; Padrões de cor; Camuflagem; Anti-assédio; Sinalização reprodutiva.


PÁGINAS: 83
RESUMO:

A coloração desempenha funções adaptativas diversas na comunicação visual dos animais, como camuflagem, atração sexual e sinalização de não assédio. Em crustáceos, estudos sobre coloração têm se concentrado majoritariamente em machos, havendo lacunas quanto ao papel das cores em fêmeas. Fêmeas do caranguejo terrestre Cardisoma guanhumi possuem quatro padrões de cor, sendo um deles (padrão de cor IV) característico do período reprodutivo. Neste estudo, investigamos se esse padrão de cor atua como uma estratégia de camuflagem, sinalização nupcial ou sinalização de não assédio. Para isso, combinamos análises fisiológicas, morfológicas e comportamentais. Medimos a refletância em quatro regiões do corpo de fêmeas de diferentes padrões de cor e realizamos uma modelagem visual considerando a visão de coespecíficos e de predadores. Em paralelo, realizamos testes comportamentais de escolha com machos para investigar preferência visual por diferentes padrões de cor. Nossos resultados indicam que, sob a visão dos predadores, o padrão IV apresenta menor luminância na carapaça dorsal, sugerindo maior camuflagem nessa região vital. Sob a visão de coespecíficos, esse padrão é mais conspícuo em regiões de sinalização. No entanto, os testes comportamentais não revelaram preferência dos machos por qualquer padrão de cor. Isso pode refletir ausência de seleção visual entre machos ou dependência de outros sinais, como pistas químicas ou táteis. Além disso, fêmeas com o padrão IV apresentaram maior frequência de gônadas em repouso ou recuperação e maior proporção de receptáculos seminais túrgidos, sugerindo que essa coloração pode sinalizar baixa receptividade reprodutiva, funcionando como um possível mecanismo de não assédio. Concluímos que o padrão IV não parece atuar como sinal nupcial, mas apresenta evidências parciais de funções adaptativas relacionadas à camuflagem e à sinalização de não assédio. Este trabalho destaca a importância de integrar abordagens multidisciplinares para investigar a ecologia visual e sugere a necessidade de validações adicionais em ambiente natural.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1476621 - DANIEL MARQUES DE ALMEIDA PESSOA
Externo ao Programa - 1545394 - FULVIO AURELIO DE MORAIS FREIRE - UFRNExterna à Instituição - RENATA AKEMI SHINOZAKI MENDES - UFRPE
Notícia cadastrada em: 28/07/2025 13:42
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