HERANÇA DO ÁLCOOL: IMPACTOS MULTIGERACIONAIS DA EXPOSIÇÃO EMBRIONÁRIA AO ETANOL EM ZEBRAFISH.
Álcool, FASD, desenvolvimento ontogenético e efeitos multigeracionais e zebrafish.
Todo e qualquer consumo de álcool durante a gravidez compromete o desenvolvimento normal do feto e pode contribuir para déficits físicos, cognitivos e comportamentais. Os distúrbios oriundos da exposição pré-natal ao etanol foram incluídos no termo Desordens do Espectro Alcoólico Fetal (FASD), o qual tem sido alvo de pesquisa há décadas. Na FASD, nem sempre as alterações morfológicas ou neurocomportamentais são evidentes e associadas à exposição ao etanol no período pré natal, o que dificulta o diagnóstico e tratamento aos danos, fundamentais para mitigar os efeitos. Nesse sentido, o zebrafish (Danio rerio) vem crescendo como modelo na busca dos efeitos do álcool administrado durante o desenvolvimento embrionário, tendo em vista a exposição controlada e o desenvolvimento extra útero. Assim, este é um modelo importante para compreender os mecanismos e os efeitos do etanol no desenvolvimento somático e mental. Portanto, essa pesquisa busca entender os efeitos decorrentes da exposição embrionária ao álcool no comportamento do zebrafish adulto, e se eles serão transmitidos para as próximas gerações. Para isso, será induzida a FASD nos animais e o acompanhamento em diferentes fases do desenvolvimento ontogenético, a fim de investigar os efeitos comportamentais, cognitivos e moleculares, que podem ajudar na detecção, diagnóstico e compreensão da FASD em humanos.